05/10/2026

Tarcísio de Freitas é reeleito governador de São Paulo no 1º turno

 Tarcísio de Freitas é reeleito governador de São Paulo no 1º turno

Tarcísio de Freitas foi reeleito para governador de São Paulo e alavancou as eleições Guilherme Derrite (PP) e de André do Prado (PL) para o Senado Federal. Foto Estadão

Candidato do Republicanos garantiu mais quatro anos à frente do governo paulista; Fernando Haddad, do PT, ficou na segunda colocação.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi reeleito neste domingo (4), no primeiro turno da disputa ao pelo Palácio dos Bandeirantes, ao lado de seu vice, Felício Ramuth (MDB).  

 

O candidato foi o mais votado para o cargo e obteve vitória às 19h38, segundo apuração parcial da apuração do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A vitória garante à chapa mais quatro anos à frente do governo paulista. 

 

 

O representante do PT, Fernando Haddad, ficou na segunda colocação no pleito. Com 90,02% das urnas apuradas, Tarcísio tem 62,85% e Haddad, 36,22% dos votos válidos.

 

Em coletiva de imprensa após o resultado, Haddad afirmou que ligou para Tarcísio por volta das 19h11 para parabenizá-lo pelo iminente resultado. O petista afirmou ainda que, na condição de oposição, pretende manter um “embate de alto nível”.

 

A campanha

 

Com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível e condenado a 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado, Tarcísio foi um dos nomes cotados para representar o bolsonarismo na disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições deste ano. 

 

O escolhido de Jair, porém, foi seu filho mais velho, Flávio Bolsonaro (PL). O governador lançou sua candidatura à reeleição no dia 1º de agosto, na convenção estadual do Republicanos de São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera, na capital paulista. 

 

Durante a campanha, Tarcísio cumpriu uma série de compromissos relacionados às diretrizes de seu plano de governo, com foco em áreas como segurança pública, infraestrutura e políticas para as mulheres. O candidato também participou de agendas conjuntas com Flávio Bolsonaro e com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). 

 

Ao longo da corrida eleitoral, o governador foi confrontado diversas vezes por seu principal adversário, Fernando Haddad, sobre temas como a situação da Cracolândia, as concessões de serviços de saneamento e transporte à iniciativa privada e suas alianças políticas. Nos dois debates em que os candidatos estiveram frente a frente, esses assuntos estiveram entre os principais pontos de divergência. 

 

Entre as propostas apresentadas em seu plano de governo estão a ampliação do uso de câmeras e de inteligência artificial na segurança pública, uma carteira de mais de R$ 500 bilhões em projetos de infraestrutura e a promessa de colocar as mulheres como “prioridade absoluta”. 

 

Quem é Tarcísio de Freitas

 

Carioca, Tarcísio Gomes de Freitas tem 51 anos, é casado com Cristiane de Freitas e pai de dois filhos. Formado pela Academia Militar das Agulhas Negras, iniciou a trajetória profissional no Exército, onde atuou como oficial do setor de engenharia. 

Permaneceu na carreira militar de 1996 a 2008, quando ingressou no funcionalismo público federal como analista de finanças e controle da CGU (Controladoria-Geral da União).  

 

Em agosto de 2011, foi escolhido para ser diretor-executivo do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), durante o governo de Dilma Rousseff (PT).  

 

Pouco mais de três anos após ingressar no DNIT, já no cargo de diretor-geral, foi nomeado consultor legislativo da Câmara dos Deputados para a área de desenvolvimento urbano, trânsito e transportes. 

 

No ano seguinte, em 2016, assumiu a Secretaria da Coordenação de Projetos da Secretaria Especial do PPI (Programa de Parceria de Investimentos), responsável pelo programa de privatizações, concessões e desestatizações. 

 

Aproximação com Bolsonaro

 

Quando Jair Bolsonaro (PL) assumiu a Presidência da República em 2019, Tarcísio foi o escolhido para comandar o Ministério da Infraestrutura, o que lhe deu mais proximidade ao bolsonarismo. À frente da pasta, teve uma gestão voltada à realização de obras inacabadas, à duplicação de estradas e ao fomento às ferrovias. 

 

Embora tenha mantido uma relação política próxima com Bolsonaro, Tarcísio já afirmou que não se considerava um “bolsonarista raiz” e se definiu como alguém de centro-direita.  

 

Na área econômica e administrativa, sua atuação é marcada pela defesa de concessões e parcerias com a iniciativa privada, modelo que também esteve entre os temas centrais de sua gestão paulista e da campanha pela reeleição. 

 

Quando Jair Bolsonaro (PL) assumiu a Presidência da República em 2019, Tarcísio foi o escolhido para comandar o Ministério da Infraestrutura, o que lhe deu mais proximidade ao bolsonarismo. À frente da pasta, teve uma gestão voltada à realização de obras inacabadas, à duplicação de estradas e ao fomento às ferrovias. 

 

Trajetória política

 

Filiou-se ao Republicanos para disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2022. 

 

Durante a campanha, adversários questionaram seu vínculo com o estado, por ter nascido no Rio de Janeiro e ter vivido em Brasília. Também o acusaram de supostamente fraudar um comprovante de residência em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, para atender às exigências de domicílio eleitoral. O TRE-SP, porém, aprovou o registro da candidatura e considerou comprovado o vínculo de Tarcísio com o estado.  

 

Tarcísio venceu a eleição para o governo paulista no segundo turno, em 2022, com 55,27% dos votos válidos, contra 44,73% de Fernando Haddad (CNN Brasil, 4/10/26)



Derrite e Prado são eleitos senadores por SP, consagrando chapa e articulação de Tarcísio

Guilherme Derrite e André do Prado são eleitos senadores por São Paulo, consagrando chapa e articulação de Tarcísio de Freitas Foto Daniel Teixeira Estadão

Aliados do governador Tarcísio de Freitas impõem derrota a chapa das ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede)

Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos senadores por São Paulo. Com 88,8% das urnas apuradas, eles estão matematicamente eleitos. Até o momento, Derrite tem 11,8 milhões de votos, equivalentes a 30,72% dos votos válidos, e Prado, 11,3 milhões, equivalentes a 29,38%.

Eles eram os candidatos ao cargo apoiados pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A eleição dos aliados consolida não só a chapa como a articulação política do governador, que fez valer sua preferência por André do Prado para representar o PL na disputa, desbancando nomes como o deputado federal Mário Frias e o vice-prefeito de São Paulo Ricardo Mello Araújo. Tarcísio também foi um dos articuladores da desistência de Ricardo Salles, que concorria ao Senado pelo Novo e disputava o mesmo eleitorado que Derrite e Prado.

A eleição de Derrite e Prado fortalece a direita na bancada paulista. O ocupante da cadeira que não estava em disputa é Marcos Pontes, do PL, ex-ministro da Ciência e Tecnologia durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) que se elegeu ao cargo em 2022 e segue na Casa até 2031.

Ao consagrar a chapa de Tarcísio, a eleição ao Senado em São Paulo marca uma derrota para a esquerda. Além da derrota das ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva, que concorriam ao cargo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) perdeu a disputa pelo governo estadual já no primeiro turno.

A disputa ao Senado por São Paulo esteve embolada do começo ao fim, segundo as pesquisas de intenção de voto. Durante todo o período de campanha, levantamentos dos institutos Quaest e Datafolha indicaram um empate técnico quádruplo entre Derrite, Prado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) pelas duas vagas que estavam em jogo.

Guilherme Derrite é ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo. Ele ocupou a pasta estadual enquanto estava licenciado do mandato de deputado federal. Na Câmara dos Deputados, foi o relator do projeto de lei Antifacção.

O primeiro substituto na chapa de Guilherme Derrite é o advogado Vicente Santini. Ele ocupou cargos de segundo escalão no governo Bolsonaro. Nos últimos anos, atuou como chefe do escritório do governo de São Paulo em Brasília, realizando a interlocução entre a administração paulista e o governo federal. O segundo suplente é Julio Serson, empresário do ramo hoteleiro.

André do Prado é o atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado São Paulo (Alesp), cargo ao qual foi eleito após quatro mandatos na Casa. Antes, foi vereador, secretário, vice-prefeito e prefeito de Guararema, no litoral de São Paulo.

Os suplentes dele são Fernando de Godoy, ex-prefeito de Holambra, no interior de São Paulo, e Rute Costa, vereadora da capital paulista (Estadão, 5/10/26)