A paca enterrou o Lula – Por Paula Sousa

O Alvorada hoje tem o aroma fúnebre de uma repartição mofada em 1970, mas decorada com lençóis de seda egípcia que o contribuinte, com seu suado salário mínimo, foi obrigado a financiar. Se você ainda não percebeu o movimento das peças no tabuleiro, sintonize: o homem que se vendia como o "salvador da pátria" está dando sinais claros de que a bateria acabou. Não é apenas o cansaço físico de um homem de 80 anos; é a falência múltipla de ideias de uma mente que parou no século XIX, tentando governar um Brasil que já vive na era da inteligência artificial (IA) e dos robôs da Tesla.
O "pato manco" e o estepe de luxo
Em uma entrevista recente ao ICL Notícias, Lula soltou a bomba: "Não decidi se serei candidato ainda". No "politiquês" das sombras, isso tem nome: estratégia de covarde. Lula sente o cheiro da derrota e, como todo narcisista, prefere a aposentadoria estratégica ao vexame das urnas. Ele sabe que se tornou um "pato manco". Quem vai negociar com um presidente que admite que pode cair fora amanhã? O Centrão, mestre em cheirar cadáveres políticos, já faz as contas.
Enquanto isso, o "Plano B" saiu da toca. Fernando Haddad, o eterno "postinho", virou o saco de pancadas oficial do governo. Atropelado pelo apelido de "Taxad", ele passou os últimos meses engolindo sapos gigantes para tentar pagar a conta de um governo que gasta como se não houvesse amanhã. Mas, para Lula, Haddad é rascunho: o novo queridinho agora é Camilo Santana.
Camilo foi escalado como o "estepe de luxo" para 2026, enquanto Haddad foi jogado na cova dos leões em São Paulo contra Tarcísio de Freitas. O resultado? Nas pesquisas, Haddad aparece com 15% contra surreais 75% do governador. Quem diria que cobrar imposto até do ar que o povo respira daria errado, né? Pois é, a vida é uma caixinha de surpresas — e o bolso do brasileiro não aceita desaforo!
A traição digital: O jovem não quer discurso, quer GTA
Se em 2022 artistas como Anitta, Juliette e Luísa Sonza fizeram o "L" e arrastaram 2 milhões de jovens para tirarem o título de eleitor, em 2026 o cenário é de ressaca e ódio. O jovem de 16 anos não quer saber de narrativa sindical mofada; ele quer tecnologia. E o que Lula entregou? Impostos.
O governo elevou as tarifas de importação de mais de 1.200 produtos, incluindo computadores, celulares e componentes eletrônicos. O "presente" para a juventude foi o fim das comprinhas baratas na Shein e na Temu, com taxas que chegam a 50%. O dinheiro do estágio, que antes comprava uma "blusinha" ou um upgrade no PC, agora financia as viagens de luxo da primeira-dama.
O golpe de misericórdia veio no lazer. Com as novas exigências do "ECA Digital", apelidado de Lei Felca, empresas como a Rockstar sinalizam dificuldades em vender jogos diretamente no Brasil. O jovem que esperava o GTA VI descobriu que, sob o governo do "amor", ele terá que se contentar em ver o gameplay dos outros, porque o hardware e o software se tornaram artigos de luxo proibitivo. Enquanto Bolsonaro reduzia impostos sobre videogames, Lula os trata como pecado capital. O resultado? O governo nem faz campanha para jovens tirarem o título este ano. Eles descobriram o óbvio: a juventude quer oportunidade, não esmola ideológica.
Janja: A melhor cabo eleitoral da direita
Se a direita brasileira precisasse de um agente infiltrado para destruir a imagem de Lula, não encontraria ninguém melhor que Janja. A atual primeira-dama é o "ativo" mais valioso da oposição. No afã de "ressignificar" seu papel, ela oscila entre a ostentação nababesca e tentativas patéticas de parecer "gente como a gente".
O episódio da "paca da Janja" é o resumo desse governo: uma mistura de ilegalidade, hipocrisia e amadorismo. No domingo de Páscoa, Janja postou um vídeo cozinhando carne de paca para Lula. O simbolismo foi desastroso. A paca é um animal silvestre cuja caça é proibida pelo Ibama. Ativistas como Luísa Mell, historicamente ligadas à esquerda, não aguentaram: criticaram duramente o mau exemplo.
Janja tentou se defender dizendo que a carne era de "criadouro legalizado", mas no vídeo ela mesma fala em "carne de caça". Cadê a nota fiscal? Cadê o certificado do Ibama? O líder do PL na Câmara já acionou o Ministério do Meio Ambiente. O custo político dessa iguaria foi uma "indigestão de popularidade" nos trackings diários. Enquanto o povo sofre para comprar o quilo do acém, a "dupla dinâmica" saboreia animais exóticos e arrota arrogância.
O mito da humildade vs. o luxo da hipocrisia
A esquerda sempre viveu de aparências, mas em 2026 a máscara não está apenas rachada — ela caiu por terra. É impossível não contrastar a artificialidade de Lula e Janja com a naturalidade de Jair Bolsonaro. Bolsonaro comendo pastel com gordura na feira, tomando café em copo de vidro ou comendo pão com leite condensado nunca foi uma construção de marketing; era a essência dele.
O problema de Lula não é o corpo que envelhece, é a mente podre e as ideias mofadas. Ele prega que o brasileiro "não precisa de duas televisões", enquanto sua esposa desfila com bolsas que custam o preço de um carro popular. Ele critica o mercado financeiro enquanto encomenda, via Revista Veja, pesquisas desesperadas para saber se ainda tem chance contra Flávio Bolsonaro — que, aliás, já aparece levemente à frente.
O século XXI não aceita o atraso
Estamos em 2026. O mundo discute o Optimus da Tesla fazendo serviços domésticos e carros autônomos. O socialismo, essa ideologia que só funciona enquanto o dinheiro dos outros não acaba, tenta sobreviver no Brasil através de censura nas redes sociais e perseguição política. Lula quer controlar o que você fala porque não consegue controlar o que você sente: o peso do imposto, o preço do gás e a frustração de viver em um país que retrocede para salvar o ego de um ególatra.
O "pacote de bondades" lançado nos últimos dias — fim da escala 6x1, demissões na Petrobras para segurar o preço da gasolina no grito, zerar imposto de querosene de aviação — é o último suspiro de um regime que sabe que o prazo de validade venceu. O povo quer menos Estado e mais liberdade. Quer comprar seu computador sem pagar dois para o governo. Quer comer sua picanha (que nunca veio) sem precisar ser amigo do rei.
Lula fede a paca, exala autoritarismo e transpira medo. A possível desistência de Lula não é um gesto de grandeza para renovar a esquerda; é um ato de sobrevivência para evitar ser esmagado pela realidade que ele tentou esconder sob toneladas de propaganda estatal. Preparem os títulos de eleitor. 2026 não será apenas uma eleição; será o acerto de contas de uma geração que cansou de ser enganada por mentiras bonitas e agora exige a verdade nua, crua e sem impostos.
Obrigado, Janja. O Brasil agradece por você ser exatamente quem você é: a pá de cal que faltava. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 10/4/2026)

