05/01/2026

A Venezuela Livre: O fim da linha para o narcoestado – Por Paula Sousa

A Venezuela Livre: O fim da linha para o narcoestado – Por Paula Sousa

O ditador Nicolás desembarca nos Estados Unidos algemado e é levado para o Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn. Foto Reprodução Blog CNN Brasil

 

O ano de 2026 começou com o pé direito e a alma lavada. Enquanto você aproveitava as sobras das festas de Réveillon, o mundo assistiu a uma das operações de "limpeza" mais satisfatória, linda e revigorante da história moderna. Donald Trump fez o que muita gente — principalmente aquela turma que adora um discurso de "diálogo" enquanto o povo passa fome — disse que ele não teria coragem de fazer: ele foi lá e buscou o Nicolás Maduro. Sem pedir licença, sem burocracia infinita e, o mais importante, sem transformar a Venezuela em um campo de ruínas. Foi cirúrgico. Foi eficiente. E foi, acima de tudo, um ato de justiça que deixou a esquerda brasileira em estado de choque.

 

O fim da farsa e o nascimento da liberdade

 

Vamos colocar os pingos nos is: a Venezuela não era uma "democracia com excesso de amor", como alguns poetas da militância petista/psolista gostam de pintar. Era uma ditadura sanguinária, um sequestro de nação que durava mais de duas décadas. As eleições de 2024 foram uma piada de mau gosto, uma fraude tão escancarada que até um cego conseguiu ver. Edmundo González foi o escolhido pelo povo, mas Maduro, sentado em cima de fuzis e sacos de dinheiro sujo e muita droga, decidiu que a vontade popular era apenas um detalhe decorativo.

 

Mas a casa caiu. No dia 3 de janeiro de 2026, a brincadeira acabou. Maduro e sua esposa, Cília Flores, foram presos. E o que vimos a seguir foi um espetáculo de hipocrisia que daria um prêmio Oscar para o governo Lula e seus asseclas. Enquanto os venezuelanos em Miami, em Madrid, no Chile, na Argentina e nas ruas de Caracas soltavam fogos e choravam de alegria, a esquerda brasileira chorava de... tristeza? Sim, eles estão de luto pelo ditador.

 

A soberania de quem, cara pálida?

 

É fascinante observar o vocabulário de um militante petista ou de um psolista de rede social. Quando um tirano cai, a primeira palavra que brota da boca deles é "soberania". Os assessores do Lula (já que ele é analfabeto) correram para o teclado para dizer que a captura de Maduro é uma "afronta gravíssima". Guilherme Boulos, sempre pronto para defender o indefensável, chamou a ação de "imperialismo".

 

Mas vamos perguntar ao povo venezuelano: de quem era a soberania? Era do pai de família que viu seu salário virar pó e teve que comer lixo, carne podre, cachorro, rato para não morrer de fome? Era da mãe que atravessou a fronteira a pé, com o filho no colo, fugindo da opressão? Ou a soberania era apenas o direito de Maduro e sua cúpula de traficar cocaína e moer a carne de quem ousasse protestar?

 

Os venezuelanos não aguentam mais ouvir brasileiro de barriga cheia, que nunca viveu sob um regime de racionamento, dando pitaco sobre o que é melhor para eles. Nas redes sociais, o recado foi claro: "Calem a boca! Vocês não sabem o que é ser torturado por um serviço de inteligência ou ver seu país ser entregue ao narcotráfico". Defender o Maduro hoje não é "defender a autodeterminação dos povos"; é ser cúmplice de um assassino. É ser, como dizem por aí, a "cadelinha" de um sistema que usa o povo como escudo humano.

 

O "Bin Laden" de Caracas: Por que a prisão é legal

 

A turma do "garantismo jurídico" está tentando emplacar a narrativa de que a prisão foi ilegal porque não houve autorização da ONU ou do Congresso Americano. Piada pronta. Quando Barack Obama — o herói da esquerda intelectualizada — mandou caçar Osama Bin Laden no Paquistão, alguém pediu licença para o Congresso ou para a ONU? Não. Por quê? Porque Bin Laden era um criminoso internacional que ameaçava a segurança do mundo.

 

Maduro é exatamente a mesma coisa. Ele não é um "chefe de Estado" legítimo; ele é o líder de um cartel. Os Estados Unidos não invadiram a Venezuela para tomar território, como a Rússia fez na Ucrânia. Eles foram buscar um réu. Maduro tem contas a pagar no Distrito Sul de Nova York por narcoterrorismo, conspiração para traficar toneladas de cocaína para o território americano e posse de armas destrutivas.

 

A lei é clara: um criminoso não ganha imunidade diplomática só porque roubou uma faixa presidencial e colocou um tribunal de justiça inteiro no bolso. Se você usa o seu país como base para exportar veneno e financiar o terrorismo, você perde o direito de reclamar da visita da polícia. Trump apenas cumpriu o mandado que já estava pendurado na parede há anos, com uma recompensa de 50 milhões de dólares.

 

O narcoestado e a teia global do Foro de São Paulo

 

Para entender por que a esquerda brasileira está tão desesperada, é preciso olhar para o que o Foro de São Paulo realmente é: uma máfia transnacional. O que começou nos anos 90 com Lula, Fidel Castro e Manuel Marulanda, o então líder das FARC. O Foro de São Paulo não era um clube de debates, mas um esquema de poder para aparelhar o continente. A Venezuela de Maduro servia como o cofre e o centro logístico dessa organização.

 

O dinheiro do petróleo venezuelano e do narcotráfico não ficava apenas com Maduro. Ele escorria para financiar campanhas de aliados na América Latina e até na Europa. Não é segredo para quem quer ver que partidos de esquerda na Espanha e em outros países europeus foram turbinados com dinheiro "bolivariano". É a exportação da revolução através do suborno e da corrupção de sistemas eleitorais. O objetivo sempre foi um só: criar um bloco de nações submissas a um projeto de poder eterno.

 

Parceiros do eixo do mal: Irã, China e Rússia

 

Maduro não agia sozinho. Ele transformou a Venezuela em uma base avançada para quem quer destruir o Ocidente. A parceria com o Irã permitiu que grupos como o Hezbollah fincassem o pé na América do Sul, usando o narcotráfico para lavar dinheiro e financiar o terrorismo global. A China e a Rússia, por sua vez, usavam o regime como uma peça de xadrez para desestabilizar os Estados Unidos, injetando armas e tecnologia de vigilância para manter o povo sob controle.

 

Como mostra o livro Red Cocaine, o tráfico de drogas é usado estrategicamente por esses poderes para minar as nações democráticas por dentro. O regime de Maduro era a ponta de lança desse ataque químico-social. Ao prender o ditador, Trump não deu apenas um golpe no narcotráfico; ele cortou um dos principais tentáculos da Rússia, Irã e da China no nosso continente.

 

Lula: O próximo na fila?

 

Agora chegamos ao ponto que tira o sono de quem mora no Palácio da Alvorada. A queda de Maduro não é apenas a perda de um parceiro ideológico; é a perda de um arquivo vivo. Maduro sabe de tudo. Ele sabe como o Foro de São Paulo foi financiado. Ele sabe quem recebeu o quê, quando e onde. Ele sabe quais jatinhos de empresários amigos faziam a ponte entre Brasília e Caracas para "negócios" que a diplomacia oficial não podia assinar.

 

Lula sempre tratou Maduro como um irmão de armas. Recebeu o ditador com tapete vermelho enquanto o mundo o tratava como o pária que ele é. Agora, com Maduro sentado diante de promotores americanos em Nova York, a pergunta não é se ele vai falar, mas quando. Para diminuir sua pena de prisão perpétua, o ditador não pensará duas vezes antes de entregar seus "companheiros" de bandeja.

 

O Brasil de Lula, que flerta com a censura e faz vista grossa para a escalada do crime organizado dentro do nosso território, recebeu um alerta máximo. O recado de Trump foi dado: a América Latina não será mais o playground de narcoestados. Se o governo brasileiro continuar achando que pode glamorizar a criminalidade e vitimizar bandidos enquanto as facções dominam nossas cidades, o destino pode ser o mesmo.

 

A justiça tarda, mas quando chega, ela vem de avião, tem bandeira estrelada e não aceita desculpas de "soberania" para acobertar bandido. Que 2026 seja o ano em que a verdade finalmente prevaleça e que os cúmplices do narcoterrorismo comecem a arrumar suas malas. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 5/1/2026)