22/10/2025

A verdade por trás da manchete – Por Paula Sousa

Governador Tarcísio de Freitas e Secretário da Agricultura Guilherme Piai. Fotos Divulgação

A tentativa frustrada de manchar a imagem de Guilherme Piai

Quando a mídia decide por criar uma narrativa, a verdade passa a ser um detalhe incômodo. A mais recente “acusação” do portal Metrópoles contra Guilherme Piai, secretário de Agricultura de São Paulo, exemplifica claramente como a desinformação pode se disfarçar de jornalismo investigativo. O texto divulgado não é apenas uma mistura confusa de fatos, dados e personagens, mas também ignora informações oficiais ao informar que o atual gestor teria “enterrado” investigações sobre supostas irregularidades — uma acusação que, à luz dos próprios documentos citados, simplesmente não se sustenta.

Uma reportagem construída sobre contradições

Logo no início da matéria, o Metrópoles afirma que Piai “atuou para enterrar apuração interna” referente a contratos de R$ 50 milhões do programa Melhor Caminho. Entretanto, a própria matéria admite que a Secretaria encaminhou as denúncias ao Ministério Público Estadual em 2023, dentro da legalidade e sob a supervisão dos órgãos competentes.

Ora, se as denúncias foram enviadas formalmente ao Ministério Público, onde está o tal “enterro” das investigações?

A contradição é evidente: o texto afirma algo e o desmente no parágrafo seguinte, revelando que o próprio secretário foi quem manteve o fluxo legal das apurações, em vez de bloqueá-las.

Fatos e confusões cronológicas

Outro ponto que salta aos olhos é a confusão temporal e de atribuições. A reportagem mistura gestões distintas — a de Rodrigo Garcia, Antonio Julio Junqueira e Guilherme Piai — como se todas fossem uma coisa só.

Os aditivos contratuais que elevaram valores foram assinados em dezembro de 2022, ainda no fim da gestão de Rodrigo Garcia, portanto antes da posse de Piai e até mesmo do início do governo Tarcísio de Freitas.

Mesmo assim, o texto tenta associar a figura do atual secretário a decisões anteriores, em um esforço claro de manchar a reputação do secretário.

Além disso, o Metrópoles menciona que o Ministério Público abriu 147 inquéritos e 12 ações civis, mas reconhece que Guilherme Piai não foi alvo de nenhuma delas. Ainda assim, a matéria o coloca no centro de um suposto escândalo. É uma manipulação típica de quem aposta na força da palavra “suspeita” para gerar impacto, ainda que não haja indício algum de envolvimento.

A demissão usada como cortina de fumaça

A reportagem também tenta insinuar que a demissão do ex-secretário-executivo Marcos Renato Böttcher teria sido uma retaliação por descobrir fraudes. Mas em declaração pública, Guilherme Piai foi categórico:

“O governador havia mandado embora o secretário-executivo porque era um incompetente, que não entregou nada. Ele criou essa narrativa de que foi demitido por denunciar. É mentira, e eu provo isso.”

Ou seja, a demissão não teve relação com qualquer denúncia, mas com desempenho funcional. Ainda assim, a reportagem preferiu a insinuação à verdade, sugerindo que Guilherme Piai e o governador Tarcísio de Freitas teriam agido por motivos políticos — uma acusação sem base documental e desmentida pelo próprio secretário.

Gestão técnica, séria e transparente

Em sua resposta à Folha, o Secretário Piai explicou que todo o processo interno de apuração foi feito com base em relatórios de uma equipe técnica formada por dez servidores de carreira, que realizaram meses de oitivas e análise de milhares de páginas.

“Eu somente acatei o que recebi desses funcionários, gente séria, de credibilidade, que não tem processo, que não é investigada. E imediatamente enviei ao Ministério Público.”

Essa postura mostra exatamente o oposto do que a reportagem do Metrópoles tenta pintar. Em vez de “enterrar” investigações, Piai as institucionalizou, garantindo que qualquer suspeita fosse tratada dentro dos trâmites legais — sem espetáculo, sem vazamentos e sem politização.

A diferença entre investigação e manipulação

Enquanto o Metrópoles lança suspeitas, o Ministério Público faz o seu trabalho. Há inquéritos, há ações civis e há investigações em andamento — mas nenhuma delas tem como alvo o atual secretário.

O ônus da prova cabe a quem acusa, e até o momento não existe uma única evidência de que Piai tenha cometido qualquer irregularidade. O que há é uma tentativa evidente de criar um escândalo onde existe apenas gestão pública eficiente e responsável.

Uma tentativa de perseguição política

A matéria é, no mínimo, um texto confuso. Mistura tempos, cargos e responsabilidades, distorce declarações e ignora fatos oficiais. Em vez de informar, tenta plantar dúvida, sugerindo má conduta onde há apenas eficiência administrativa.

Guilherme Piai tem conduzido a Secretaria de Agricultura com resultados surpreendentes, concretos, foco técnico e transparência — algo que incomoda quem vive de narrativas.

Por fim, o que o Metrópoles entrega não é jornalismo investigativo, mas um teatro político, uma peça mal montada que busca manchar uma gestão que vem se destacando pela competência, seriedade e pela entrega.

O tempo — e os resultados do agro paulista — continuarão mostrando quem realmente trabalha e quem apenas tenta destruir reputações. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 22/10/2025)