Açúcar deixa as mínimas com traders avaliando a oferta mais restrita
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Os preços futuros do açúcar bruto subiram nesta terça-feira, depois de atingirem uma mínima de quase seis semanas no início da sessão, com os comerciantes citando sinais de oferta mais restrita, ponderando contra a queda dos preços do petróleo na sessão.
Os preços mais fracos do complexo energia são baixistas para o açúcar, pois podem levar as usinas a usar a cana para produzir mais adoçante e menos etanol.
Os preços do petróleo caíram nesta terça com sinais de possíveis negociações para pôr fim ao conflito envolvendo os EUA, Israel e o Irã, o que aliviou os temores quanto à oferta.
O açúcar bruto fechou em alta de 1,5%, a 13,88 centavos de dólar por libra-peso, depois de ter atingido seu menor valor desde o início de março, 13,56 centavos.
Os comerciantes disseram que o fluxo do comércio spot continua abundante no momento, o que está pesando sobre o açúcar.
Contra isso, entretanto, espera-se um aperto na próxima temporada, em parte devido à previsão de que o fenômeno climático El Nino se desenvolva a partir de meados do ano.
O segundo maior produtor de açúcar do mundo, a Índia, provavelmente terá chuvas de monções abaixo da média este ano, com o desenvolvimento do El Niño, informou o governo na segunda-feira.
Enquanto isso, na França, o Ministério da Agricultura espera que a área plantada de beterraba açucareira deste ano caia 4,6% em relação ao ano anterior, indicando uma oferta mais apertada quando a safra for colhida na próxima temporada.
O açúcar branco apresentou uma recuperação mais forte no meio da sessão e fechou em alta de 3,2%, a US$424,20 a tonelada métrica, tendo atingido anteriormente seu valor mais baixo desde o início de março (Reuters, 14/4/26)

