09/10/2018

Açúcar e carne viram moeda eleitoral de Bolsonaro

Açúcar e carne viram moeda eleitoral de Bolsonaro

Não bastasse o notório conservadorismo dos ruralistas, nos últimos dias Jair Bolsonaro fez importantes acenos para garantir o apoio maciço do agronegócio a sua candidatura. O Capitão comprometeu-se a entrar pesado em duas graves questões no âmbito do comércio multilateral: a disputa com a Índia no mercado de açúcar e o embargo russo à carne brasileira.

 

Os interlocutores de Bolsonaro junto à Frente Parlamentar da Agropecuária e empresários do setor, notadamente o ruralista Frederico D´Ávila, asseguraram que o seu eventual governo vai acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os crescentes subsídios públicos da Índia aos produtores de açúcar locais, pleito dos usineiros nacionais.

 

Ao mesmo tempo, os porta-vozes do Capitão garantem empenho redobrado logo no início do mandato para equacionar o impasse com o governo Putin. A suspensão das importações de carne brasileira já dura dez meses. Nesse período, os frigoríficos nacionais depenaram mais de três mil postos de trabalho (Relatório Reservado, 5/10/18)