Acusado de ligação com PCC comprou usinas em dificuldades financeiras
Mohamad Hussein Mourad é acusado de ter ligação com o Primeiro Comando da Capital — Foto Reprodução LinkedIn
Entras as empresas, estão a Cajobi e a Carolo. Empresário também pode ter comprado também as usinas Rio Pardo e Furlan.
A megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (28/8) por uma força-tarefa de diversos órgãos de investigação federais e estaduais acusou o empresário Mohamad Hussein Mourad, que teria relações com o PCC, de ter comprado as usinas de cana-de-açúcar Itajobi e Carolo, que estavam em dificuldades financeiras, para usá-las como peça central de um esquema de “fraudes fiscais estruturadas” lavagem de dinheiro. As informações constam no processo do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), ao qual a reportagem teve acesso.
Segundo Márcia Meng, superintendente da 8° região fiscal da Receita Federal, nas usinas que não foram adquiridas pela facção, os atuais sócios foram “sequestrados” e são “reféns” da facção.
O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) disse que há indícios de que o empresário também pode ter comprado outras empresas do setor, como as usinas Rio Pardo, Furlan e Comanche. Em comum, todas essas usinas passaram por dificuldades financeiras durante a crise do setor da década passada.
A primeira usina adquirida foi a Itajobi. Mourad comprou a usina por meio do FIDC Mabruk II, gerido pela Reag, comprometendo-se a quitar as dívidas da empresa e indenizar as propriedades arrendadas para assumir 100% de suas ações. A reportagem apurou que a empresa estava prestes a pedir recuperação judicial quando foi adquirida pelo fundo.
Já a Carolo foi comprada pelo Fiagro Participation, também de Mourad, mesmo após ter saído de uma recuperação judicial. Ele teria utilizado os fundos para ocultar sua participação nos negócios. Porém, o empresário era visto nos escritórios das usinas com frequência, afirmou à reportagem uma fonte próxima a uma das empresas.
A investigação apontou que as usinas adquiridas por Mourad teriam praticado sobrepreço na compra de cana, o que pode indicar um esquema de fraude fiscal, em que os “preços dos insumos são inflados artificialmente para sonegar impostos e obter créditos indevidos”, explicou o Gaeco. Também há “suspeita de movimentação financeira sem lastro” nas contas das usinas Itajobi e Carolo.
Pela denúncia, outras usinas da região de Catanduva (SP) podem ter sido compradas pelo empresário e foram usadas no esquema de ocultação de patrimônio e fraudes. Segundo o Gaeco, a Usina Rio Pardo “foi aparentemente recentemente adquirida” por Mourad.
Duas pessoas ligadas ao empresário passaram a figurar no quadro societário da Usina Rio Pardo: Henrique Dalkirane Filho e Jomar Maurício Fornielis das Chagas, que também aparecem ligados à Usina Itajobi.
Outro indício de que Mourad poderia ser sócio oculto da Usina Rio Pardo é a identificação de sobrepreço na aquisição de cana-de-açúcar a partir de 2022. “Isso reforça os indícios da assunção da usina pelo grupo investigado”, afirma a denúncia.
Quanto à Usina Furlan, o Gaeco afirma que “embora não tenha tido sua aquisição direta pelo grupo Mohamad inicialmente identificada, apresenta diversos elementos que sugerem uma forte associação ou um processo de aquisição/controle em andamento por parte da organização criminosa”.
A distribuidora de combustíveis Duvale e a fintech BK, que fariam parte do esquema de Mourad, teriam enviado valores “significativos” à Usina Furlan, como uma transferência de R$ 3.667.000,00, e outra de R$ 4.919.900,00. Segundo a denúncia, essas transferências são “um forte indicativo de lavagem de capitais”. Outro indício a respeito da Usina Furlan é a prática de compra de cana-de-açúcar com sobrepreço a partir de 2022.
Mais uma usina que o Gaeco suspeita que possa ter sido adquirida pelo grupo de Mourad ou que possa estar em processo de aquisição é a usina Comanche. Ela foi a maior destinatária de etanol produzido pela Usina Itajobi e pela Usina Carolo, e teria vendido etanol para várias distribuidoras do grupo de Mourad.
A última empresa que estaria dominada pelo esquema criminoso é a Goiás Bioenergia, que segundo a denúncia é registrada como uma produtora de etanol, mas é uma empresa de fachada. Segundo a denúncia, a Goiás Bioenergia está no nome de duas laranjas: Maria Edenize Gomes e Ellen Bianca de Franca Santana Resende.
Investida sobre a GVO
O empresário ainda estaria em uma investida para tomar o controle das usinas do Grupo Virgolino de Oliveira (GVO), que está em recuperação judicial e com duas usinas em leilão. Segundo a denúncia, Mourad já teria adquirido, por meio do fundo Mabruk II, créditos bancários da GVO com garantia real para se colocar no polo credor.
O empresário também utilizou o fundo Celebration para acertar um contrato de parceria agrícola com a GVO, “apossando-se de propriedades rurais” de cana nas regiões de Catanduva e Itapira.
A reportagem apurou que a Usina Itajobi arrendou a usina da GVO de Catanduva na safra passada (2024/25), operando-a após anos parada, e devolvendo-a ao fim do ciclo.
A reportagem tentou contato com representantes das usinas Itajobi, Carolo, Furlan, Comanche e GVO, sem sucesso. A reportagem não conseguiu contato de representantes das Usinas Rio Pardo e Goiás Bioenergia.
Com base nas informações coletadas, Meng, da Receita Federal acredita que há possibilidade de desdobramentos da operação em breve e com chance de mais usinas nas investigações. “Eu acredito que com a quantidade de documentos que apreendemos nesses locais, em breve, eu diria antes do final do ano, vamos ter outras operações nesse mesmo sentido”, estimou.
Mourad e PCC
Ainda segundo a denúncia, Mourad e o PCC “se beneficiam do ecossistema de lavagem de capitais facilitado pela atuação nas usinas e no setor de combustíveis”. Todas essas usinas passaram a estabelecer relações de venda de combustível com distribuidoras que foram identificadas como agentes do esquema de lavagem de dinheiro, além de passaram a utilizar a fintech BK para movimentar recursos financeiros.
A denúncia aponta ainda que há outras “pessoas chave” que estão envolvidas na compra e gestão dessas usinas: Walter Martins Ferreira III, Henrique Dalkirane Filho, Ramon Pessoa Dantas, Silvano Gersztel e João Carlos Falbo Mansur. Mansur é sócio da gestora Reag, que administrava alguns fundos de Mourad, e que foi alvo das operações de busca e apreensão desta quinta-feira (Globo Rural, 28/8/25)
PCC teria obrigado produtores rurais a venderem fazendas e empresários a venderem usinas e postos

Força-tarefa faz operação contra PCC que envolve agronegócio — Foto: Divulgação Receita Federal
Operação investiga fraudes em compra de canaviais e postos de combustíveis.
Integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) pressionaram empresários do agronegócio para vender propriedades e usinas de cana-de-açúcar. Além disso, segundo investigação do Ministério Público (MP) de São Paulo, teriam importado etanol de forma irregular.
Desde as primeiras horas desta quinta-feira (28/8), uma força-tarefa cumpre mandados de busca e apreensão e prisão nos Estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
As denúncias foram feitas a promotores por empresários e produtores do setor de cana. Eles teriam sido coagidos a venderem propriedades para os criminosos. Também há suspeitas de que o PCC tenha promovido incêndios criminosos em canaviais.
Segundo as investigações, mais de 350 alvos – pessoas físicas e jurídicas – são suspeitos da prática de crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato. As irregularidades foram identificadas em diversas etapas do processo de produção e distribuição de combustíveis.
Outro eixo da investigação passa pela importação irregular de metanol. O produto, que chega ao país pelo Porto de Paranaguá (PR), não é entregue aos destinatários indicados nas notas fiscais. Em vez disso, é desviado e transportado clandestinamente, com documentação fraudulenta e em desacordo com normas de segurança, colocando em risco motoristas, pedestres e o meio ambiente. O metanol, altamente inflamável e tóxico, é direcionado a postos e distribuidoras, nos quais é utilizado para adulterar combustíveis, gerando lucros bilionários à organização criminosa.
Em várias redes investigadas, em mais 300 postos de combustíveis, foram detectadas fraudes tanto qualitativas quanto quantitativas. Consumidores estariam pagando por volumes inferiores ao informado pelas bombas (fraude quantitativa) ou por combustíveis adulterados fora das especificações técnicas exigidas pela ANP (fraude qualitativa).
Segundo o MP, os proprietários de postos de gasolina, que venderam seus estabelecimentos comerciais aos criminosos, não receberam os valores da transação e foram ameaçados de morte caso fizessem qualquer tipo de cobrança.

Operação Carbono Oculto — Foto: Receita Federal

Operação Carbono Oculto — Foto Receita Federal
O produto e proveito das infrações econômicas e penais foram realocados em uma complexa rede de interpostas pessoas que ocultam os verdadeiros beneficiários em camadas societárias e financeiras, especialmente em shell companies, fundos de investimento e instituições de pagamento.
"Parcela substancial desses recursos sem lastro financiou a aquisição de usinas sucroalcooleiras e potencializou a atuação do grupo que absorveu em sua estrutura criminosa distribuidoras, transportadoras e postos de combustíveis", diz o MP, em nota.
As transações financeiras do grupo transitam por fintechs controladas pelo crime organizado, cujo portfólio de clientes é formado majoritariamente por empresas do setor. De acordo com os responsáveis pela investigação, a escolha por uma instituição de pagamento – em vez de bancos tradicionais – visa a dificultar o rastreamento dos recursos. "As fintechs operavam com contabilidade paralela, permitindo transferências entre empresas e pessoas físicas sem que os beneficiários finais fossem identificados", afirma o MP.
Além das medidas de natureza criminal, o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo (CIRA/SP) adotará providências judiciais para bloquear bens suficientes para recuperar o tributo sonegado, cujo montante atualizado é estimado em R$ 7,7 bilhões.
A força tarefa responsável pela operação é composta por cerca de 1.400 agentes do Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Ministério Público Federal, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), da Polícia Federal, das Polícias Civil e Militar, da Receita Federal do Brasil, Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP), por meio do Grupo de Atuação Especial para Recuperação Fiscal (GAERFIS), e conta com apoio dos respectivos GAECOs do Ministério Público de cada Estado envolvido (Globo Rural, 28/8/25)
Fazendas e usinas de álcool estavam sob controle do crime organizado
Operação Carbono Oculto investiga o uso de seis propriedades no interior de São Paulo para fraude nos combustíveis; veja como funcionava o esquema.
Quatro usinas produtoras de álcool estavam diretamente sob o controle do crime organizado, enquanto outras duas estavam em processo de aquisição, apontou nesta quinta-feira, 28, a Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Receita Federal. A ação policial foi realizada em conjunto com Polícia Federal, Ministério Público, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo.
Além das usinas, a organização utilizava seis fazendas no interior de São Paulo, avaliadas em R$ 31 milhões. Uma frota de 1,6 mil caminhões completava a estrutura logística própria para circulação de combustíveis adulterados e recursos ilícitos.
Durante coletiva de imprensa, Andrea Costa Chaves, subsecretária da Receita Federal, afirmou que a ação mostrou que o crime organizado “invadiu a economia real, da importação à produção, distribuição e comercialização, até o consumidor final, usando inclusive fundos de investimento e fintechs para ocultar patrimônio”.
“A Receita identificou que os fundos fechados com únicos cotistas, geralmente criando várias camadas, tinham bens adquiridos como: um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool, mais participação em duas, ou seja, estamos falando da economia real. Espaço que deixa de ser ocupado por empresários legítimos que realmente querem empreender no Brasil”, afirmou Chaves.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou a complexidade da atuação do crime organizado. “Às vezes a adulteração começa na importação, fraudada muitas vezes. Ou seja, é um esquema extremamente capilar do ponto de vista material, do ponto de vista de distribuição do combustível e extremamente sofisticado do ponto de vista financeiro. Porque são muitas camadas que precisam ser abertas para se chegar no patrimônio do crime organizado”, disse.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, destacou a importância da PEC da Segurança, atualmente em tramitação no Congresso Nacional, que dá status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Segundo Lewandowski, esse modelo já vem sendo aplicado graças à cooperação entre as agências, mas é necessário institucionalizar essa prática. “As investigações continuam, vão em frente, vão se aprofundar e, certamente, em breve teremos outros resultados”, afirmou
Como funcionava o esquema?
Por meio das fintechs — empresas de serviços financeiros que se diferenciam pelo uso da tecnologia e inovação — os recursos ilícitos eram inseridos no sistema financeiro e reinvestidos em fundos fechados para dificultar o rastreamento. Somente uma dessas empresas movimentou mais de R$ 46 bilhões entre 2020 e 2024, com depósitos em espécie e transferências disfarçadas.
Considerando fraudes fiscais, adulteração de combustíveis, lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial sofisticada, o crime organizado movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, indicou a Operação Carbono Oculto.
Ação e bloqueios bilionários
A Operação cumpriu mandados de busca e apreensão em 350 alvos em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional já ingressou com ações cíveis de bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens, incluindo imóveis e veículos, garantindo o crédito tributário.
A Receita Federal autuou mais de mil postos de combustíveis distribuídos em dez estados, com movimentação financeira suspeita de R$ 52 bilhões e créditos tributários de R$ 8,6 bilhões já formalizados. Cerca de 140 postos foram utilizados para simular transações e ocultar recursos das distribuidoras vinculadas à organização.
Repercussão
Após a divulgação dos primeiros dados sobre o esquema fraudulento, as frentes parlamentares ligadas ao agro cobraram urgência do Congresso para aprovar leis que endurecem a fiscalização e combatem fraudes no setor de combustíveis. Já as entidades do setor de combustíveis e bioenergia manifestaram apoio irrestrito à Operação Carbono Oculto (Estadão, 29/8/25)
Operação da Receita aponta que Ribeirão Preto concentra núcleo financeiro de grupo criminoso
Por Marcelo Toledo
- Grupo comandado pelo PCC atuava em toda a cadeia sucroenergética, segundo investigação
- Criminosos teriam recebido dinheiro de distribuidoras e postos de combustíveis e aplicado em fundos de investimento e na compra de imóveis e empresas, afirma a investigação
Sede do mais tradicional polo do setor sucroenergético em São Paulo, Ribeirão Preto (a 313 km da capital) concentra o núcleo financeiro do esquema criminoso apontado pela operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (28), segundo a Receita Federal.
O órgão aponta que o núcleo comandado por membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) estava envolvido em todos os elos da cadeia sucroenergética, a fim de facilitar as atividades do crime organizado.
Foram cumpridos 33 mandados em quatro cidades da macrorregião —Ribeirão, Pontal, Jardinópolis e Barretos. Desse total, 26 são em empresas, envolvendo postos de combustíveis, financeira e usina. Os nomes não foram divulgados.
Ribeirão Preto concentra as ações, com 23 mandados, enquanto seis são referentes a Jardinópolis, três a Pontal e um a Barretos.
O grupo criminoso em Ribeirão teria recebido dinheiro de distribuidoras e postos de combustíveis e aplicado em fundos de investimento e na compra de imóveis e empresas, afirma a investigação.
Ainda de acordo com a Receita, no estado quatro usinas foram compradas pelos fundos envolvidos com a organização criminosa e outras duas eram fruto de parceria ou estavam em processo de aquisição.
Os negócios envolveram também 1.600 caminhões utilizados para o transporte de combustíveis e seis fazendas no interior paulista, avaliadas em R$ 31 milhões, diz a Receita.
Além da região de Ribeirão Preto, as ações desta quinta-feira ocorrem na capital paulista e nas regiões de Campinas, São José do Rio Preto, Piracicaba, Bauru e Sorocaba.
Os mandados de busca e apreensão estão ocorrendo em 37 cidades paulistas, das quais 26 são do litoral e do interior.
Um deles foi cumprido na usina do Grupo Virgolino de Oliveira em Ariranha. Os advogados do grupo, Rogério Cury e Daniela Scabbia Cury, informaram por meio de nota que a empresa não é alvo da investigação, que contribui com as autoridades e que suas operações financeiras foram informadas e aprovadas pelo Judiciário.
"Todas as contratações e recebimentos de valores foram e são devidamente declarados às autoridades competentes, de acordo com a legislação vigente", diz a empresa.
Membros da operação estiveram no início da manhã desta quinta na Usina Carolo, em Pontal, na região de Ribeirão Preto, e apreenderam computadores e documentos, de acordo com agentes. As equipes chegaram ao local às 6h10. A reportagem não obteve contato com a Carolo para comentar o assunto.
Outro local em que equipes da operação cumpriram mandado foi na distribuidora de combustíveis Rede Sol, em Jardinópolis. À Eptv, afiliada Globo, a empresa informou não ser alvo da operação.
Agentes relataram que os alvos dos mandados tinham de alguma forma ligação com uma fintech usada pela organização criminosa para "maquiar" o dinheiro e que o objetivo dos papéis e computadores apreendidos é ter mais detalhes sobre a movimentação financeira (Folha, 29/8/25)

