04/08/2025

Agro articula estratégias com empresários dos EUA para barrar tarifaço

Agro articula estratégias com empresários dos EUA para barrar tarifaço

João Martins, presidente da CNA, diz que atuará junto com a Amcham — Foto Wenderson Araujo CNA

 

CNA enviará informações para subsidiar conversas na Casa Branca.

 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se comprometeu a enviar informações e dados sobre itens agropecuários que integram as cadeias de processamentos dos Estados Unidos e que ficaram fora da lista de exceções à tarifa de 50% para a Câmara de Comércio americana (US Chamber of Commerce), bem como os possíveis impactos da taxação. O objetivo é subsidiar os empresários dos EUA para as articulações com a Casa Branca em prol da retirada desses produtos do tarifaço.

 

Nesta semana, o presidente da CNA, João Martins, se reuniu com dirigentes da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) e da US Chamber para discutir os impactos das tarifas anunciadas pelo governo americano.

 

Na quarta-feira (30/7), João Martins e o CEO da Amcham Brasil, Abrão Neto, conversaram sobre os impactos no agro e nos demais setores da economia brasileira. Em nota, a CNA disse que eles destacaram o prejuízo potencial em relação à competitividade e na atração de investimentos, que vai além da relação bilateral. “As entidades se comprometeram em trabalhar em conjunto em prol de uma solução negociada entre os dois países”, disse a entidade.

 

Na quinta-feira (31/7), Martins se reuniu, por videoconferência, com o vice-presidente sênior e chefe da Divisão Internacional da Câmara de Comércio dos EUA, John Murphy.

 

“O presidente da CNA enfatizou a preocupação com o setor e, principalmente, com os produtos do agro que ficaram de fora das exceções do governo americano, em especial as cadeias formadas por pequenos produtores como frutas, mel e pescados, por exemplo”, disse a CNA, na nota.

 

John Murphy disse ao presidente da CNA que a Câmara americana “atua para reduzir barreiras que possam prejudicar o comércio bilateral, e gerar prejuízo de longo prazo para as duas economias” (Globo Rural, 1/8/25)