Após visita à Agrishow Tarcisio e Flávio se reúnem com lideranças do agro

Paulo Junqueira, presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto, recebeu para almoço em sua fazenda o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e lideranças políticas, empresariais e do agronegócio. Foto Douglas Intrabartolo
Logo após visitarem o recinto da Agrishow, a maior feira do agronegócio da América Latina, o governador Tarcísio de Freitas e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, foram recebidos em almoço que reuniu mais de uma centena de lideranças na fazenda do advogado e produtor rural Paulo Junqueira.
Em seguida, eles participaram de uma reunião com as principais lideranças políticas, empresariais e do agro paulistas. Pouco antes de Tarcísio e Flávio chegarem ao local, Paulo Junqueira ao se dirigir aos convidados demonstrou emoção ao se referir à ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Acompanhamos o presidente Jair Bolsonaro em todas as visitas que fez à Agrishow. No ano de 2024, ele esteve quatro vezes aqui em Ribeirão Preto e sempre foi recebido com muito carinho. O presidente nos faz falta e, ao mesmo tempo, nos transfere a missão de elegermos nossos candidatos nas eleições de outubro, pois, não dá para suportar mais este desgoverno do PT”.
Paulo Junqueira também destacou que o setor do agro está alinhado e apoia as candidaturas do governador Tarcísio de Freitas, de Flávio Bolsonaro, bem como dos candidatos ao Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa
“Este apoio incondicional foi manifestado durante a reunião que tivemos na tarde de hoje. Temos muito trabalho pela frente mas todos somos conscientes de que sem mudanças o Brasil corre celeremente para se transformar numa Venezuela, Cuba ou uma destas republiquetas comandadas por tiranos” (Da Redação, 28/4/26)
Paulo Junqueira endossa apoio a presidenciável, faz apelo ao setor sucroenergético e afirma: ‘Precisamos ganhar a Câmara e Senado’

Foto Kaique Oliveira/AgroTalk
Por Pasquale Augusto
O ex-presidente e atual secretário do Sindicato Rural de Ribeirão Preto, Paulo Junqueira, reforçou seu apoio à família Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais, assim como já havia feito no ano passado. Desta vez, no entanto, Junqueira declarou apoio ao filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro, como seu candidato ao Palácio do Planalto.
“Temos tudo para trocar esse desgoverno”, afirmou durante o AgroTalk Show, evento que antecedeu o primeiro dia da Agrishow e reuniu lideranças e produtores do setor.
Sem se limitar à disputa presidencial, Junqueira destacou a importância de o setor também conquistar maioria no Congresso Nacional. “Precisamos ganhar a Câmara e o Senado”, disse.
Além disso, o advogado e produtor rural fez um apelo aos presentes para que priorizem o uso de etanol em vez de gasolina. Segundo ele, pagar mais caro pelo biocombustível é justificável diante dos benefícios ambientais e do impacto positivo para a cadeia produtiva nacional.
Antes de encerrar sua participação, Paulo Junqueira bradou: “Brasil acima de tudo e anistia” (Money Times, 27/4/26)
Flávio faz primeiro ato de pré-campanha com Tarcísio e diz que governador será presidente 'um dia'

Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro na Agrishow, em Ribeirão Preto - Jeferson de Paula Photo Premium
Por Marcelo Toledo
· Senador, aclamado como 'presidente', visitou principal feira agrícola do país, em Ribeirão Preto
· Evento foi marcado por críticas ao governo Lula, inclusive a linha de crédito especial de R$ 10 bilhões
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, trocou elogios e promessas de união com Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesta segunda-feira (27) e disse que o governador de São Paulo será presidente "um dia".
Os dois participaram do principal evento agrícola do país, a Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação), em Ribeirão Preto (SP), a 313 km da capital paulista.
O governador de São Paulo, que era o preferido do mercado financeiro para a disputa ao Palácio do Planalto, costuma ser alvo de críticas de parte da direita pelo que consideram ser um baixo engajamento na pré-candidatura do filho de Jair Bolsonaro (PL).
No evento desta segunda, Tarcísio disse que Flávio será presidente a partir do próximo ano e que tem orgulho da jornada que fez com o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.
A Agrishow, uma das feiras agrícolas que se tornaram palanque para políticos de direita nos últimos anos, foi marcada por críticas à gestão do presidente Lula (PT). Flávio, recebido pela plateia aos gritos de "presidente", "22" e "Lula ladrão", disse que o petista será irrelevante a partir de 2027.
As afirmações foram feitas no auditório do Centro de Cana do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), do governo estadual, que fica dentro da fazenda que abriga a feira agrícola.
"Esse tempo difícil vai mudar, porque ninguém aguenta mais […] Eu tenho certeza que o resultado de outubro vai ser excepcional. Eu tenho certeza que a gente vai ter uma virada de chave", afirmou Tarcísio.
Depois, em entrevista coletiva, ele disse que o ato é o primeiro de vários que ocorrerão, como os envolvendo o lançamento da pré-candidatura ao Senado de Guilherme Derrite (PP) e eventos como a Feicorte, em Presidente Prudente.
Flávio disse, em seu discurso, que quem deveria estar no seu lugar no ato hoje era seu pai. "Eu não teria alguém melhor aqui em São Paulo para caminhar ao lado, o Tarcísio. Uma pessoa que tem plena capacidade de ser presidente deste Brasil. E, se Deus quiser, ainda vai ser um dia, Tarcísio, porque o Brasil merece uma pessoa como você comandando também este país", disse o senador.
Em seguida, ambos iniciaram caminhada pelas ruas da feira, cumprimentando visitantes. A Agrishow prevê receber mais de 195 mil visitantes até sexta-feira (1).
CRÍTICAS A PROGRAMA DE LULA
Tarcísio não participou de cerimônia de abertura da feira, neste domingo (26), que contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e os ministros André de Paula (Agricultura) e Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário).
Alckmin anunciou a liberação de uma linha de crédito especial de R$ 10 bilhões para produtores rurais com juros abaixo de 10% para a aquisição de máquinas e implementos agrícolas.
Os recursos devem ser liberados em cerca de três semanas, segundo o vice-presidente, e a Faesp (Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo) protestou, ao afirmar que foi o "dia do não anúncio", por considerar que não houve medidas concretas para o setor.
No dia anterior, o presidente da federação, Tirso Meirelles, já tinha criticado a proposta do governo Lula de abolir a jornada de trabalho 6x1, ao participar da Expozebu, em Uberaba, no Triângulo Mineiro.
"Simplesmente, vai um senhor na TV e diz o seguinte ‘Vocês, sociedade mais simples, estão trabalhando tanto que não estão tendo condições de ficar com seus filhos’. Arruma o transporte, dá segurança, precisa resolver primeiro a estruturação do país em vez de mexer no 6x1", disse.
Os protestos sobre a nova linha de financiamento também foram feitos por Flávio, que a classificou de muito abaixo do necessário.
Antes dele, o secretário da Agricultura de São Paulo, Geraldo Melo Filho, disse que o Plano Safra do governo federal perdeu função e relevância e que as promessas feitas pela União são vazias.
"Na abertura da feira, nós tivemos uma prova disso, o governo anunciou uma espécie de crédito fantasma aqui. Foi anunciado como se existisse, quase ninguém acredita que existe e mesmo que acredite não consegue ver ou tocar", afirmou.
O prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva (PSD), elogiou o governador paulista e afirmou a Flávio que Jair Bolsonaro escolheu nomes técnicos para seu ministério.
Defendeu ainda a eleição ao Senado de Guilherme Derrite (PP), ex-secretário da Segurança Pública.
Já o presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), Pedro Lupion (PP-PR), disse que a presença de Flávio "é um presságio de um futuro auspicioso" e que o governo Lula despreza os produtores rurais.
O senador foi saudado como "futuro presidente" também pelo presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL).
A Agrishow é organizada pela Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos), Faesp e SRB (Sociedade Rural Brasileira) (Folha, 28/4/26)
Flávio diz que agro "não é vilão" e que é "insanidade pisar no setor"
Senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto afirmou ainda que o governo Lula trata o agronegócio como "lixo".
O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (27) que "o agro não é vilão" e que é uma "insanidade pisar no setor".
Segundo o parlamentar, o agronegócio é "tratado como lixo" atualmente. "O agro não é vilão, o agro é solução pro nosso Brasil. É uma insanidade pisar tanto num setor como esse", disse Flávio durante a 31ª Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).
"O que nós vemos sair da boca do presidente [Lula] é o ódio, uma pessoa que se diz injustiçada, perseguida, não aprendeu nada com a vida, aí eu tenho a convicção que sabedoria não tem a ver com o quanto você viveu, mas sim com o que você aprendeu", continuou.
Agrishow 2026
Além de Tarcísio e Flávio, participam também da feira Agrishow, considerada a maior vitrine de tecnologia agrícola da América Latina, André do Prado, o presidente da Alesp, o deputado federal Guilherme Derrite (PP), Baleia Rossi, presidente do MDB, o deputado federal Paulo Bylinsky (PL) e outras autoridades.
No último domingo (26), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, ao lado do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, da abertura oficial da 31ª edição da feira.
Na abertura, também ocorreu o lançamento da nova modalidade do MOVE Brasil, voltada para máquinas e implementos agrícolas, com a disponibilização de R$ 10 bilhões em crédito. “O governo está liberando recursos para o setor de máquinas.
Serão R$ 10 bilhões, com juros bem mais baixos, para financiar tratores, implementos e colheitadeiras, fortalecendo a modernização do campo”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Sobre a iniciativa, Flávio afirmou que o governo não entende o setor agropecuário do país.
"Ele [Lula] parece que não aprendeu nada, perseguindo adversários políticos...usando a máquina pública para calar deputados... onde já se viu fazer financiamento de 10 bilhões para comprar maquinário só... ele não entende que é um setor endividado?", disse Flávio (CNN, 27/4/26)
Juros beiram a extorsão e produtor caminha para perder terra para banco’, diz secretário

O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Geraldo Melo Filho, secretário de Agricultura de SP, destacou que, apesar de colheitas fartas, campo registra recordes de inadimplência e de recuperação judicial.
O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, afirmou nesta segunda-feira, 27, que o produtor rural brasileiro enfrenta juros que “beiram a extorsão” e que o País caminha para uma “reforma agrária” imposta pelo endividamento, com produtores perdendo terras para bancos e credores. Em discurso na 31ª edição da Agrishow, Melo Filho criticou a política agrícola do governo federal.
“O setor trabalha com margem mínima, quando não negativa, e os maus resultados são turbinas por juros que beiram a extorsão do nosso produtor. (...) O nosso campo vai caminhando no rumo de uma verdadeira reforma agrária, só que ela vai ser imposta pelo endividamento, com os produtores endividados caminhando para perder terra para banco e para credor”, afirmou o secretário.
Melo Filho atacou o anúncio de crédito feito pelo governo federal na véspera, durante a abertura oficial da feira. “Ontem (domingo, 26), o governo anunciou uma espécie de crédito fantasma aqui, foi anunciado como se existisse, quase ninguém acredita que existe e mesmo os que acreditam não conseguem ver ou tocar esse dinheiro. Mais uma decepção dos produtores com mais uma promessa sem juros definidos, sem prazo para começar a valer, sem direcionamento nenhum que esteja focado nas dores de quem está na ponta precisando produzir”, disse.
O secretário afirmou que o Plano Safra “perdeu a sua relevância e o produtor foi entregue à própria sorte”. Segundo ele, o recurso do seguro rural, já insuficiente, “some do orçamento” no primeiro contingenciamento, e o crédito, quando vem, cobra mais de 20% de taxa de juros.
“A gente vive um momento muito particular no agro brasileiro. Por um lado, a gente tem recorde de produção, as colheitas fartas, grande volume de exportação, geração de emprego e a certeza de que esse setor aqui continua sustentando a economia desse país. Mas, diferente de alguns anos atrás, quando nós tínhamos uma liderança nacional que se importava de fato com o nosso setor, com a nossa gente, o que a gente tem agora é uma realidade cheia de promessa vazia e que na prática essa falta de ação inviabiliza uma grande parte das atividades com juros que são impagáveis para quem precisa buscar crédito para produzir e sustentar a família”, afirmou Melo Filho.
O secretário disse que o campo continua produzindo “porque o que sustenta o agro brasileiro é a competência do produtor rural, mesmo com o sistema que pesa sobre ele”. “Quanto mais aperta, o produtor vai lá, planta de novo e bate recorde de safra, mas isso aí tem limite”, afirmou.
Melo Filho destacou recordes de inadimplência e de recuperação judicial no campo. “Além dos recordes de safra, nós temos agora os novos recordes, que é o recorde de inadimplência e de recuperação judicial no campo”, disse.
Segundo o secretário, o governo federal “não quer reformar o campo, quer confiscar o esforço de quem produz”. “Estão trocando reforma agrária ideológica pela expulsão financeira do produtor da própria terra. O produtor passou a conviver com o Estado que na prática virou sócio oculto dele, só que é um sócio que não divide o risco, mas exige resultado, que aparece no sucesso e desaparece na crise”, afirmou (Estadão, 28/4/26)

