BP Bioenergy tem troca no comando

Geovane Consul está de saída da BP Bioenergy. FotoDivulgação
Giovane Consul deixa o comando da empresa e será substituído por Andres Guevara de la Vega
O executivo Geovane Consul, que conduziu o negócio de açúcar e etanol da Bunge desde 2013, atuou na fusão com as usinas de cana da BP em 2019 e passou a comandar a BP Bioenergy mesmo depois da saída da Bunge da sociedade, no ano passado, está de saída da companhia. A companhia é a segunda maior processadora de cana-de-açúcar do Brasil.
Segundo apurou o Valor, a saída do executivo não está relacionada a nenhuma mudança de estratégia da BP em relação ao seu negócio de cana-de-açúcar no Brasil nem a sua visão sobre energias renováveis de forma geral. Ele ocupará o cargo de CEO até o fim do mês.
A condução da BP Bioenergy ficará agora a cargo de Andres Guevara de la Vega, presidente da BP no Brasil desde setembro de 2024, quando também assumiu a presidência do conselho do negócio sucroalcooleiro da petrolífera britânica. Vega está na BP desde 2004.
Em comunicado divulgado ao mercado pela BP, Vega diz que dará “continuidade” ao trabalho iniciado por Consul, “consolidando o negócio de bioenergia para as fases de crescimento e inovação”.
Consul iniciou sua carreira na Bunge como trainee no fim dos anos 80 e cresceu na trading americana, passando pela diretoria operacional de agronegócios da Bunge, até chegar à vice-presidência da então Bunge Açúcar & Bioenergia em 2013.
Na época, a companhia havia ingressado há poucos anos no setor através da compra da Usina Moema. Na safra 2014/15, o negócio sucroalcooleiro da Bunge tinha uma receita líquida de R$ 2,5 bilhões.
Durante sua gestão, a Bunge enfrentou uma forte crise no setor sucroalcooleiro, principalmente entre 2015 e 2018, diante do controle dos preços da gasolina e de um ciclo de baixa no mercado de açúcar, período em que decidiu reduzir sua exposição a esse mercado.
A companhia chegou a cogitar um IPO em 2018, até em 2019 acertar a formação de uma joint venture com a BP. Na safra 2019/20, logo antes da fusão, a companhia teve uma receita líquida de R$ 3,6 bilhões.
Com a transação com a BP, Consul assumiu a presidência da nova empresa, a BP Bunge Bioenergia, que teve em sua primeira safra completa de integração uma receita líquida de R$ 6 bilhões.
Em outubro de 2024, a Bunge vendeu seus 50% sobre a empresa para a sócia BP e saiu do negócio, mas Consul ficou. Desde então, ele se mantinha como CEO da BP Bioenergy (Globo Rural, 11/2/25)