Café arábica dispara em meio a bloqueios na Colômbia e com safra do Brasil
Legenda: O café robusta para julho avançou 56 dólares, ou 3,8%, para 1.515 dólares a tonelada (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)
Os contratos futuros do café arábica negociados na ICE avançaram quase 5% nesta terça-feira, apoiados pela interrupção dos embarques da Colômbia em meio a protestos no país e pela persistência de temores com o tamanho da atual safra brasileira.
O contrato julho do café arábica fechou em alta de 7,05 centavos de dólar, ou 4,8%, a 1,528 dólar por libra-peso, voltando a avançar em direção à máxima de quatro anos registrada no início deste mês, quando tocou a marca de 1,554 dólar.
A maior parte das exportações de arábica da Colômbia permanecia bloqueada nesta semana, após protestos contra o governo do país afetarem o fluxo de bens para os portos, disse a federação colombiana de café.
A entidade estimou que cerca de 900 mil sacas de 60 kg em exportações de café estão “presas” no país em razão dos protestos.
Operadores ainda citaram preocupações com a produção de arábica do Brasil o país, maior produtor de café do mundo, colhe uma safra afetada pela seca.
Compras técnicas também foram relatadas, à medida que o arábica rompeu importantes resistências técnicas.
O café robusta para julho avançou 56 dólares, ou 3,8%, para 1.515 dólares a tonelada (Reuters, 18/5/21)

