Café registra forte queda em NY com clima favorável e aumento dos estoques
Reservas de café na bolsa americana alcançaram 564,6 mil sacas — Foto Wenderson Araújo CNA
Estoques certificados no mercado internacional atingiram maior volume em cinco meses.
Estoques certificados no mercado internacional atingiram maior volume em cinco meses.
O preço do café registrou baixa consistente na bolsa de Nova York em meio a previsões otimistas em relação à oferta. Os lotes do arábica para maio caíram 2,84% na sessão desta quarta-feira (11/3), negociados a US$ 2,8740 a libra-peso.
De acordo com análise da Barchart, o café despencou devido ao clima favorável no Brasil – maior produtor e exportador de arábica –, com previsão de chuvas em importantes regiões produtoras do país.
Ainda de acordo com a consultoria, o aumento dos estoques de café certificado na bolsa também favoreceram a movimentação de queda. As reservas de posse da bolsa americana somaram 564,6 mil sacas, o maior volume em cinco meses.
O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) avançou de maneira expressiva em Nova York. Os lotes para maio fecharam em forte alta, de 4,54%, a US$ 1,9915 a libra-peso.
O açúcar demerara fechou a sessão em Nova York com preços em queda após um dia marcado por novas projeções de safra para o Brasil, maior exportador mundial. Os contratos para maio caíram 0,90%, a 14,25 centavos de dólar a libra-peso.
A StoneX estimou a moagem de 620,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em 2026/27, o que representa um crescimento de 1,7% ante a safra atual.
Já a consultoria Pecege estimou que a moagem no Centro-Sul do Brasil ficará em 629,9 milhões de toneladas, praticamente 20 milhões de toneladas a mais do que na safra 2025/26.
O cacau mudou de direção na bolsa de Nova York, e após operar a maior parte da sessão no campo positivo, encerrou o dia com preços em queda. Os lotes da amêndoa para maio recuaram 0,52%, a US$ 3.429 a tonelada.
O algodão fechou a sessão com preços em leve queda. Os lotes para maio caíram 0,20%, cotados a 65,17 centavos de dólar por libra-peso (Globo Rural, 11/3/26)

