13/03/2026

Cargill exportou 2.8 milhões de toneladas de soja para a China em 2026

Cargill exportou 2.8 milhões de toneladas de soja para a China em 2026

Companhia suspendeu embarques de soja para o país após exigências de protocolos fitossanitários.

 

A Cargill, uma das maiores exportadoras de ⁠soja do Brasil, exportou 2.8 milhões de toneladas da oleaginosa para a China em 2026, o que representa 15,49% do total de embarques para o destino no período, que totalizam 18.1 milhões de toneladas.

 

Segundo um balanço divulgado pela Royal Rural, em março, os embarques de soja da Cargill para a China totalizaram 1.6 milhões de toneladas, 17% das exportações totais para o país no período. Ao todo, 63% do total dos embarques da companhia foram direcionados ao país asiático no mês.

 

De acordo com os dados de exportação, a Cargill se consolida como a segunda maior exportadora para a China a partir do Brasil, atrás apenas da Bunge, uma das maiores empresas do agronegócio presentes no país.

 

A Cargill suspendeu as exportações de soja do Brasil para China devido às últimas mudanças de protocolos fitossanitários pelo governo brasileiro. Para a companhia, o ‌Ministério da Agricultura do ⁠Brasil adotou uma inspeção mais criteriosa para os embarques da oleaginosa, o que dificulta o cumprimento de normas por comerciantes que buscam a autorização para a venda do produto.

 

A decisão chega após uma solicitação do ‌governo chinês e impõe um novo sistema não comum ao ‌mercado de grãos. A Cargill também suspendeu a compra do produto no mercado brasileiro.

 

Em entrevista exclusiva ao CNN Agro, o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, criticou a suspensão dos embarques pela companhia. “A Cargill sabe muito bem que, há algum tempo, o governo chinês reclama de que há algumas cargas de soja brasileira chegando sem o cumprimento do protocolo", disse à CNN.

 

Segundo Fávaro, o ponto sensível envolve o cumprimento do protocolo sanitário, especialmente em relação à presença de sementes de ervas daninhas proibidas pelo país importador. “Existe um protocolo sanitário que restringe sementes de ervas daninhas que não existem do lado comprador. O Brasil se tornou referência mundial no comércio agro pela excelência do seu sistema sanitário”, afirmou.

 

O ministro explicou que o padrão da soja brasileira é cumprido com excelência, mas, recentemente, identificou-se 19 navios carregados com soja com sementes com ervas daninhas, o que não prejudica o padrão de qualidade, mas descumpre o protocolo fitossanitário acordado com a China (CNN, 12/3/26)