Comercialização de algodão segue lenta no Brasil

Preço do algodão tem alta, mas há pouco volume de negócios. Foto Ernesto de Souza – Editora Globo
Preços têm subido para indústria e para o produtor, mas cenário não estimula o fechamento de negócios.
A comercialização de algodão em pluma no Brasil continua lenta. Segundo a consultoria Safras & Mercado, o comprador apareceu na semana passada, conforme a necessidade, enquanto o produtor ficou na defensiva, o que deu suporte para as cotações durante esta semana.
A recuperação das cotações na bolsa de Nova York ao longo dos últimos dias também refletiu nos ganhos da pluma, informou a Safras Consultoria.
No mercado spot, a indústria local trabalhou com o algodão colocado no CIF de São Paulo a R$ 4,14/libra-peso, alta de 1,22% em relação aos R$ 4,09/libra-peso negociados na quinta-feira (05) da semana passada.
A pluma paga ao produtor em Rondonópolis, em Mato Grosso, também subiu de uma semana para outra, ficando em R$ 3,92 por libra-peso, o que corresponde a R$ 129,59 por arroba, enquanto o valor de uma semana atrás era de R$ 3,87 por libra-peso, ou R$ 128,03 por arroba.
A safra brasileira de algodão em pluma na temporada 2024/25 está estimada em 3,761 milhões de toneladas, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ante as 3,701 milhões em 2023/24.
A produtividade das lavouras está estimada em 1.847 quilos de algodão em pluma por hectare, ante 1.904 quilos por hectare na temporada 2023/24. A área plantada com algodão na temporada 2024/25 está estimada em 2,036 milhões de hectares, elevação de 4,8% (Globo Rural, 17/2/25)