24/04/2026

Correios triplicam prejuízo em 2025, 4º ano seguido de resultado negativo

Correios triplicam prejuízo em 2025, 4º ano seguido de resultado negativo

Rombo de R$ 8,5 bilhões em 2025 foi influenciado pelo provisionamento de obrigações judiciais e pelo aumento de custos operacionais.

 

Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025. É o quarto resultado negativo seguido desde 2021 - quando a estatal registrou lucro recorde de R$ 3,7 bilhões.

 

Além disso, o resultado de 2025 é mais que o triplo do prejuízo de R$ 2,6 bilhões registrado no ano anterior.

 

Segundo a empresa, a conta final foi influenciada pelo provisionamento de obrigações judiciais e pelo aumento de custos operacionais. No período, o patrimônio líquido encerrou em R$ 13,1 bilhões negativos.

 

Veja a trajetória dos últimos anos:

 

  • 2020: lucro de R$ 1,5 bilhão;
  • 2021: lucro de R$ 3,7 bilhões;
  • 2022: prejuízo de R$ 767,58 milhões;
  • 2023: prejuízo de R$ 596,6 milhões;
  • 2024: prejuízo de R$ 2,6 bilhões;
  • 2025: prejuízo de R$ 8,5 bilhões.

 

Diante da situação financeira, a empresa implementou um plano de reestruturação financeira no final do ano passado. Desde então, a iniciativa está sendo conduzida em fases. 

 

A primeira etapa focou na reorganização do fluxo financeiro, regularização das pendências acumuladas com fornecedores e empregados terceirizados, além da recuperação da previsibilidade financeira. 

 

Como parte da primeira fase do seu plano, os Correios captaram R$ 12 bilhões em crédito com um pool de bancos no fim de 2025.

 

Os recursos asseguraram a liquidez imediata para normalização do fluxo financeiro, quitação de obrigações em atraso e recuperação da credibilidade com fornecedores, empregados e clientes.

 

Outras medidas do plano

 

Entre as medidas estruturais já em curso, também estão leilões de imóveis sem uso operacional. A estatal projeta gerar cerca de R$ 1,5 bilhão em receitas extraordinárias com a medida, reduzindo despesas de manutenção e contribuindo para o reequilíbrio do caixa.

 

Outra frente relevante foi a reabertura do PDV (Programa de Demissão Voluntária) em janeiro de 2026. Inicialmente, a expectativa da empresa era de que mais de 10 mil profissionais pedissem o desligamento.

 

No entanto, um total de 3.181 empregados dos Correios aderiram ao PDV

 

O plano também prevê o reequilíbrio do plano de saúde, renegociação de passivos judiciais e o fechamento de 16% das agências da companhia (CNN, 23/4/26)