01/06/2026

Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro homenageará Roberto Rodrigues

Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro homenageará Roberto Rodrigues

Foto divulgação FGV

Além de indicarem as empresas, instituições de ensino e pesquisa e as personalidades e os principais atores da inovação e tecnologia, a Cúpula que se reunirá no próximo dia 16 de novembro em São Paulo, prestará justa homenagem a Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e professor da FGV, que é uma das maiores referências do agro brasileiro.

Roberto Rodrigues é um dos maiores pensadores do agronegócio, defende que a tecnologia e a ciência são os pilares da agricultura tropical brasileira. Para ele, o futuro do agro depende da integração de inovações, como inteligência artificial e análise de dados, com foco na segurança alimentar e sustentabilidade climática global.

Nas últimas décadas, o Brasil deixou de ser importador para se tornar um dos maiores exportadores globais de alimentos, graças à tropicalização da tecnologia e ao desenvolvimento científico capitaneado pela Embrapa. Rodrigues destaca que o modelo tecnológico tropical desenvolvido no Brasil não apenas garante a segurança alimentar mundial, mas serve como um blueprint para nações em desenvolvimento na faixa tropical.

Inovação, IA e o Futuro do Campo

Roberto Rodrigues frisa que a evolução do agro exige novas competências. Tecnologias como Inteligência Artificial (IA), drones, sensores e imagens de satélite permitem tomadas de decisão mais precisas e sustentáveis. Para aproveitar essas inovações, ele enfatiza a importância de modernizar a educação e capacitar os profissionais do campo (incluindo agrônomos) para lidar com novos modelos de negócios orientados a dados.

O Brasil é visto por Rodrigues como um ator fundamental na mitigação das mudanças climáticas, sendo a agricultura tropical brasileira um modelo que alia produção de alimentos, transição energética e preservação ambiental. Em suas análises sobre o agronegócio, ele aponta que o setor enfrenta desafios econômicos, com margens estreitas causadas pela alta nos custos de insumos e taxas de juros, o que torna a eficiência tecnológica e a gestão de riscos, via crédito e seguro rural, ainda mais essenciais.

O professor enfatiza que não basta apenas ter acesso às inovações; é preciso ter pessoas capacitadas para operá-las. O avanço do "Agro 5.0" exige que os profissionais do campo — incluindo agrônomos e gestores — dominem modelos de negócios e ferramentas analíticas. O investimento em educação contínua de ponta a ponta na cadeia produtiva é o que garantirá o protagonismo do Brasil como líder global em inovação agrícola sustentável.

Agro Brasil 50

O programa Agro Brasil 50, coordenado pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, é um projeto de planejamento estratégico. O estudo concentra-se em analisar o que dezenas de países estarão produzindo e demandando globalmente no setor agro até o ano de 2050, com o objetivo de orientar o produtor e o governo brasileiro para esse horizonte.

Para garantir o sucesso e a competitividade do Brasil nessa projeção, o ex-ministro costuma orientar suas estratégias de desenvolvimento do agronegócio com base em pilares fundamentais, frequentemente estruturados em eixos como:

·         Tecnologia e Ciência: Retomada de investimentos em pesquisa, que são a base do aumento de produtividade.

·         Acordos Comerciais: Busca por relações internacionais sólidas para diminuir riscos entre oferta e procura.

·         Logística e Infraestrutura: Investimentos em rodovias, ferrovias e armazéns, acompanhando a interiorização da produção.

·         Políticas Públicas e Organização Rural: Estruturação de um sistema de renda efetivo para o campo, amparado por seguro rural e cooperativismo.

Currículo extraordinário

Em 1990 Roberto Rodrigues foi eleito presidente da Organização Internacional das Cooperativas Agropecuárias, que é o braço da Aliança Cooperativa Internacional Internacional - ACI para o setor agrícola. Passou a andar pelo mundo e ficou conhecido como líder do cooperativismo agrícola global.

E em 1992, a ACI decidiu criar um Conselho em cada Continente: em grande evento no Mexico, foi eleito presidente do Conselho Continental para as Américas, com sede em San Jose da Costa Rica. A partir de então, o presidente de um continente era vice da ACI mundial. Por isso se tornou conhecido das organizações cooperativas urbanas.

Foi com esse duplo cartaz - presidente da ACI Américas e da ACI Agropecuária - que acabou sendo eleito em Genebra (Suíça) presidente da ACI mundial por aclamação, isto é, não houve eleição porque só tinha uma chapa.

Roberto Rodrigues também é considerado um dos principais criadores e idealizadores da Agrishow. A feira nasceu em 1994, resultado de uma iniciativa conjunta que ele liderou quando era secretário estadual de Agricultura de São Paulo.

O projeto começou após ele propor a criação de uma feira dinâmica de máquinas e tecnologia agrícola em Ribeirão Preto. Ele foi o responsável por estruturar o grupo de trabalho, viabilizar o apoio institucional e fechar parcerias, marcando o início do que viria a se tornar a maior feira de agronegócios da América Latina.

Além de ex-ministro da Agricultura e de ex-secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, Roberto Rodrigues, o principal homenageado pela Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, traz consigo um currículo extraordinário, com destaque para, dentre outras entidades, as abaixo relacionadas:

 

Presidente da Aliança Cooperativa Internacional – ACI

Presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB

Presidente da Associação Brasileira do Agronegócio – ABAG

Presidente da Sociedade Rural Brasileira – SRB

Presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – COSAG

Presidente do Conselho Deliberativo da União da Indústria da Cana-de-Açúcar e Biocombustíveis – ÚNICA

Presidente da Academia Brasileira de Ciência Agronômica – ABCA

Presidente da Cooperativa Agroindustrial – COPLANA

Presidente da Sicoob Copecredi

Professor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP/Jaboticabal e do Centro de Estudos do Agronegócio – FGV Agro (Da Redação, 1/6/26)