01/10/2026

Digitalização já aumenta eficiência em 90% das empresas do agro

Digitalização já aumenta eficiência em 90% das empresas do agro

 Digitalização pode fortalecer participação do setor no PIB

Estudo da PwC Brasil e Fundação Dom Cabral mostra avanço da maturidade digital do agronegócio, enquanto dados da CNA/Cepea apontam que o setor respondeu por 25,13% da economia brasileira em 2025

 

A transformação digital já começa a produzir efeitos concretos no agronegócio brasileiro. Segundo o Índice de Transformação Digital Brasil (ITDBr), da PwC Brasil e da Fundação Dom Cabral, a maturidade digital do agro passou de 3,1 em 2024 para 3,6 em 2025, igualando pela primeira vez a média das demais indústrias. Entre as empresas analisadas, 90% apontaram o aumento da eficiência operacional como principal impacto da transformação digital, enquanto 54% identificaram melhoria nos processos de decisão.

 

O movimento ganha relevância em um setor que representou 25,13% do PIB brasileiro em 2025, segundo CNA e Cepea, movimentando R$ 3,20 trilhões.

 

Os dados mostram que a tecnologia deixou de ser apenas uma frente de inovação e passou a ocupar espaço estratégico na busca por produtividade e competitividade no campo. Automação, conectividade, gestão de dados e inteligência artificial permitem acompanhar operações com maior precisão, identificar gargalos e apoiar decisões mais eficientes.

 

Para Carlos Eduardo Silva, diretor de receitas da Excel, o avanço da digitalização representa uma oportunidade para o agronegócio elevar sua eficiência em um momento em que produtividade e controle de custos são cada vez mais importantes. “O dado de que 90% das empresas do agro já identificam ganhos de eficiência operacional com a transformação digital mostra que estamos falando de algo muito concreto.

 

Tecnologia não é mais uma promessa para o futuro, ela já está ajudando o setor a operar melhor. O próximo passo é ampliar essa transformação e conectar cada vez mais as diferentes etapas da operação”, afirma.

 

Entre as aplicações estão o monitoramento de máquinas, veículos e abastecimento, além do acompanhamento de consumo de combustível, deslocamentos e desempenho dos equipamentos. Em operações de grande escala, essas informações ajudam a identificar desperdícios, reduzir custos e aumentar a produtividade.

 

A conectividade também amplia a visibilidade sobre as operações, enquanto a inteligência artificial abre novas possibilidades para análise de dados, otimização de rotas, previsão de demandas e apoio à tomada de decisões. Segundo o ITDBr, porém, a adoção de IA pelo agronegócio ainda está abaixo da média das demais indústrias, indicando espaço para novos avanços. “Ainda existe uma grande oportunidade de evolução.

 

O agro brasileiro já avançou na digitalização, mas muitas operações podem ganhar inteligência a partir da integração dos dados. Quando conectamos abastecimento, equipamentos, logística e gestão, a tecnologia passa a contribuir diretamente para produtividade e resultado”, explica o empresário.

 

O movimento pode também fortalecer a competitividade internacional do agronegócio brasileiro. Em um mercado global cada vez mais orientado por eficiência, rastreabilidade e capacidade de resposta, operações digitalizadas podem ajudar produtores e empresas a controlar custos, aumentar produtividade e atender às exigências das cadeias de fornecimento.

 

A relevância desse processo fica ainda mais evidente diante dos números recentes. Embora o agronegócio tenha encerrado 2025 representando mais de um quarto do PIB brasileiro, dados da CNA e do Cepea mostram que o PIB do setor recuou 2,01% no primeiro trimestre de 2026, reduzindo sua participação estimada na economia para 22,8%. O cenário reforça a importância de buscar ganhos de eficiência para sustentar a força econômica do setor.

 

“O Brasil tem um dos agronegócios mais competitivos do mundo e existe uma grande oportunidade para a tecnologia potencializar essa posição. O desafio é fazer com que a digitalização esteja cada vez mais presente na operação, gerando ganhos mensuráveis de produtividade, controle e competitividade. Isso pode fortalecer não apenas cada negócio, mas a contribuição do próprio agro para a economia brasileira”, conclui.

 

Sobre a Excel

 

A Excel é uma empresa brasileira reconhecida por suas soluções inovadoras e qualidade avançada desde 1990. Pioneira no desenvolvimento do primeiro calibrador digital de pneus, tornou-se uma das líderes em controle de abastecimento de combustível, gestão de frotas, medição de tanques de combustíveis e monitoramento ambiental. Com mais de 120 colaboradores diretos, a Excel promove a diversidade e inclusão, buscando inspirar e desenvolver talentos em um ambiente de trabalho respeitoso e alegre (Assessoria de Comunicação, 30/9/26)