Dólar fecha em alta, e Bolsa sobe forte com alívio de isenções no tarifaço
DÓLAR E IBOVESPA FREEPIK
Em dia de Super Quarta, o dólar fechou em alta e a Bolsa disparou na última hora, impulsionada pelo alívio gerado pela ampla lista de produtos isentos no tarifaço anunciado por Donald Trump. Embora a medida, que impõe sobretaxa de 50% a produtos brasileiros, tenha sido confirmada e entre em vigor em sete dias, o número elevado de exceções surpreendeu positivamente o mercado, influenciando diretamente o real e puxando o Ibovespa. Investidores também acompanham as decisões de juros no Brasil e nos EUA, além da temporada de balanços.
O que aconteceu
Dólar vinha em alta desde os primeiros negócios do dia, mas passou a ceder após a confirmação das tarifas. A moeda norte-americana fechou com avanço de 0,38%, vendida a R$ 5,590. O dólar turismo também reduziu o ritmo de avanço na última hora de negociação, fechando com leve alta de 0,17%, a R$ 5,796.
Divisa chegou a bater hoje o maior valor desde de 4 de julho, mas recuou. A ordem executiva da Casa Branca foi divulgada por volta das 15h, quando o dólar ainda vinha em alta, mas em menor ritmo do que na comparação com o início da tarde, quando chegou a bater R$ 5,630, o maior valor desde 4 de julho.
Ibovespa ficou a maior parte da negociação em queda. O principal índice acionário da Bolsa de Valores recuava desde a abertura, mas, até 15h, operava no vermelho próximo da estabilidade, com queda de 0,08%. Às 15h25, já com a confirmação das tarifas de 50% dos EUA sobre os produtos importados brasileiros, as perdas somavam 0,43%, aos 132.154 pontos.
O índice, no entanto, disparou, com alta de 0,95%, aos 133.989 pontos. Após ampliar as perdas, o índice passou a subir, por volta das 15h47, e chegar a crescer mais de 1%, batendo mais de 134 mil pontos. O motivo, segundo analistas, é o alívio provocado, diante da incerteza do que seria o tarifaço, com a lista de produtos chave para as exportações brasileiras que ficaram de fora do tarifaço (UOL, 30/7/25)

