Em noite de gala Theatro Municipal de São Paulo recebe o Agrotalk Mind 2026
“Existem homens que odeiam a corrupção. Não importa o partido.
E existem homens que defendem o partido. Não importa a corrupção.
A diferença entre eles é o caráter!” – Tiago Carvalho no Instagram

Por Paulo Junqueira
O Theatro Municipal de São Paulo sedia na noite desta segunda-feira (23) o Agrotalk Mind 2026, evento idealizado e organizado pela jornalista e empreendedora Aryane Garcia e que deve reunir aproximadamente 300 personalidades do mundo político, empresarial e do agronegócio. O evento reunirá também alguns dos principais líderes do agro brasileiro setor mais dinâmico e inovador da nossa economia.
Trata-se de oportunidade única de reunir palestrantes e diplomatas que representam mais de uma dezena de países e que estão diretamente conectados com o protagonismo do Brasil na produção de alimentos, biocombustíveis e fibras. Trata-se também da oportunidade do agro se posicionar através do seu dinamismo e força perante a opinião pública em resposta aos frequentes e sucessivos ataques ideológicos que sofre por parte de autoridades e representantes públicos que não reconhecem sua liderança, proeminência, influência e papel principal na economia brasileira.
A edição deste ano, 2026 do Agrotalk Mind também servirá para importante network dos produtores rurais, empresários das cadeias produtivas, jornalistas, formadores de opinião e as lideranças politicas conectadas com o setor e preocupados com os cenários geopolíticos que demonstram a instabilidade global que atinge a todos os países e em todos os continentes.
Principais desafios do agro brasileiro
O agronegócio brasileiro, embora consolidado como potência exportadora, enfrenta em 2026 um cenário geopolítico complexo, marcado pela necessidade de equilibrar produção em escala com exigências ambientais rigorosas, dependência de insumos importados e tensões entre grandes potências.
Os principais desafios geopolíticos identificados para 2026 incluem:
- Regulamentações Ambientais e Comércio Exterior: Novas regras da União Europeia (EUDR) para produtos livres de desmatamento impactam diretamente soja e café, exigindo total rastreabilidade e compliance, com risco de perda de mercado para competidores de menor risco.
- Dependência de Fertilizantes: O Brasil importa mais de 90% dos fertilizantes que consome. Conflitos globais, como na Rússia/Belarus, e restrições de exportação pela China limitam o fornecimento, criando riscos estruturais à produtividade e custos.
- Tensões Comerciais EUA-China: A disputa entre as duas maiores potências afeta as exportações brasileiras, com tarifas americanas impactando produtos como carne bovina e café, ao mesmo tempo em que Pequim busca limitar compras e controla ativos estratégicos no Brasil.
- Pressão por Sustentabilidade e ESG: A imagem internacional do Brasil está ligada ao desmatamento. O setor enfrenta a necessidade de mostrar "agroambientalmente responsável" para manter a licença para operar e vender para mercados exigentes, como a União Europeia.
- Logística e Infraestrutura: A fragilidade da cadeia de suprimentos e gargalos logísticos no Brasil são vistos como riscos estruturais que podem ser agravados por choques geopolíticos.
- Impacto de Conflitos na América Latina: Eventos como a instabilidade na Venezuela podem gerar efeitos colaterais rápidos na região, impactando o fluxo comercial e a segurança na América do Sul.
Para superar esses desafios, a estratégia brasileira envolve diversificar mercados, aumentar a produção doméstica de fertilizantes, utilizar a tecnologia (5G, IA) para maior eficiência e comprovar a sustentabilidade (bioinsumos, baixo carbono).
Os produtores rurais e os protagonistas das cadeias produtivas do agro sabem que há uma única via para enfrentar estes desafios: a união de todos para apoiar candidatos às eleições de outubro efetivamente conectados e comprometidos com o setor e dispostos a enfrentar os grupos ideológicos antagônicos aos nossos valores que constituem a vergonhosa vanguarda do atraso do Brasil (Com IA Google)
Fávaro deixa Ministério da Agricultura assumindo a tragédia da sua gestão

Foto Reprodução Blog Revista Veja
O já quase ex-ministro da Agricultura e insolente Carlos Fávaro, concedeu entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo (Publicada nesta edição do BrasilAgro), no qual assume parte de seus erros e sua incompetência em servir de ponte entre os produtores do agro e o desgoverno do presidente Lula da Silva.
Lembrando que na cerimônia de abertura da Agrishow de 2023, ele que se elegeu senador pelo Estado do Mato Grosso usando apoio do presidente Jair Bolsonaro na eleição do ano anterior, evitou de cruzar com o então presidente, deixou de vir a Ribeirão Preto alegando ter sido “desconvidado” pelos organizadores do evento.
Algumas das “pérolas” deste que é sem sombra de dúvidas um dos piores ocupante do cargo de ministro da Agricultura da história do Brasil:
“Este ano (2026) será o pior do ciclo adverso que o agronegócio brasileiro enfrenta desde 2023/24. Teremos um ano muito difícil, de transição. Será um ano de virada de chave para que 2027 seja um ano melhor para voltar a um ciclo de normalidade e desenvolvimento. Endividamento elevado, onda de recuperações judiciais, preços menores de commodities agrícolas, dólar em queda e crédito escasso formam essa conjuntura desafiadora ao setor”;
“Setor do agro precisa de juros menores e mais recursos. A relação de troca entre insumos e commodities não será favorável para a safra 2026/27”;
“Há um efeito cascata. As revendas veem seus clientes envolvidos em recuperações judiciais e, de repente, também passam a ser inadimplentes com seus fornecedores. É um ciclo que não faz bem e precisa ser cessado. É um instrumento legal e não contesto isso, mas não pode ser um instrumento usado de forma indiscriminada. Não é a grande solução”.
Ou seja, o futuro ex-ministro da Agricultura tem noção dos problemas que ele poderia ter solucionado houvesse competência e coragem de enfrentá-los. Mas não o fez e também por isto nós, produtores rurais, não lamentaremos sua volta ao Senado de onde não deveria ter saído.
Além disto, lhe devolvemos o rótulo de fascista que, juntamente com seu líder Lula da Silva, tentaram impor a nós produtores rurais, lembrando que de acordo com a IA Google “ser fascista implica aderir a uma ideologia ultranacionalista, autoritária e antidemocrática, caracterizada pelo culto ao líder, supressão de dissidências e controle estatal total. Historicamente originado na Europa no início do século XX, o fascismo promove a violência contra minorias e opositores, rejeitando o liberalismo!
A lição de Margaret Thatcher, ex-ministra do Reino Unido

Foto Reprodução Blog Política por Elas
“Nunca nos esqueçamos desta verdade fundamental: O Estado não tem dinheiro próprio pois todo recurso público provém, essencialmente, dos impostos pagos pelos cidadãos e empresas, ou de endividamento. O governo não produz riqueza, mas sim administra a receita gerada pela economia real e pelo trabalho da população.
Se o Estado quiser gastar mais pode fazê-lo apenas emprestando suas economias. Ou tributando você. E não adianta pensar que outra pessoa vai pagar a conta que é só sua.
Não existe dinheiro público. Há apenas o dinheiro dos contribuintes. A prosperidade não virá inventando cada vez mais programas perdulários de gastos públicos.
Você não fica mais rico pedindo outro talão de cheques ou solicitando aumento do seu crédito bancário.
E, nenhuma nação jamais se tornou mais próspera tributando seus cidadãos além de sua capacidade de pagar.
Temos o dever de garantir que cada centavo que levantamos na tributação seja gasto com sabedoria e bem aproveitado.”
No dia 1º de março novo encontro dos democratas na Av. Paulista

Jair Bolsonaro, o maior político do Brasil e condenado injustamente, ao lado do senador e filho Flávio, escolhido para disputar a Presidência da República nas eleições do próximo mês de outubro. Foto Reprodução Blog Valor
Está agendado para o próximo domingo (1º) o novo encontro dos democratas e que seguem os valores “Deus, Pátria, Família e Liberdade" na Av. Paulista em São Paulo. As principais reivindicações que serão manifestadas são a da anistia irrestrita, derrubada do veto da dosimetria, liberdade de todos os presos políticos e Jair Bolsonaro em Casa!

Ato recente em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro na Av. Paulista. Fotos Reprodução Redes Sociais
Em várias outras cidades brasileiras também serão realizadas manifestações em defesa destas pautas. O movimento Brasil Limpo, por exemplo, está organizando uma manifestação já a partir das 9h com concentração em frente à Recra da Av. 9 de Julho.

Eleições ocorrem no mês de outubro/26. Foto Nelson Jr. Ascom TSE
O cientista político Renato Dolci (PUC-SP) e mestre em Economia (Sorbonne), que atua há mais de 15 anos com marketing digital, análise de dados e pesquisas públicas e privadas de comportamento digital, publicou interessante estudo sobre
“A eleição que a imprensa cobre não é a eleição que as redes falam”.
Os dados revelam algo que nenhuma pesquisa de intenção de voto ainda consegue capturar: o Brasil está testemunhando duas eleições de 2026 acontecendo em universos paralelos. A eleição da mídia tradicional, estruturada em torno de pragmatismo político e econômico, segue as regras do xadrez institucional. A eleição das redes sociais, movida por narrativas de identidade e confronto, segue a lógica do engajamento emocional.
Mas há algo mais profundo em jogo. A assimetria não é meramente temática, mas epistemológica: as duas esferas públicas operam com diferentes critérios de relevância, diferentes métricas de sucesso e diferentes formas de mobilização. Um candidato pode liderar nas pesquisas tradicionais (baseadas em intenção de voto) e estar em desvantagem no engajamento digital (baseado em reação emocional). Inversamente, um candidato pode dominar as redes sem ter necessariamente mais votos.
A íntegra do estudo pode ser acessada no link https://www.brasilagro.com.br/conteudo/estudo-a-eleicao-que-a-imprensa-cobre-nao-e-a-eleicao-que-as-redes-falam.html
Morre Ray Goldberg, professor de Harvard que criou o conceito do agronegócio

Foto: Goldberg Charitable Corporation
O professor de Harvard que criou o termo “agronegócio” morreu aos 99 anos. Ray Goldberg foi um dos principais responsáveis por moldar a forma como o mundo passou a enxergar a agricultura — não apenas como produção rural, mas como um sistema integrado que envolve insumos, processamento, logística, distribuição e consumo. Ele faleceu na sua casa na última segunda-feira (16).
Professor da Harvard Business School por décadas, Goldberg consolidou, nos anos 1950, o conceito de agribusiness (agronegócio) ao lado de John Davis. A proposta revolucionou o setor ao defender que a atividade agrícola deveria ser analisada como uma cadeia coordenada — da fazenda ao consumidor final.
Sua influência ultrapassou os Estados Unidos. O conceito de agronegócio ganhou força em países como o Brasil, onde passou a definir um dos principais pilares da economia sendo defendido pelo professor Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura. Ao longo da carreira, Goldberg também atuou como conselheiro de governos, empresas e organismos internacionais, sendo reconhecido como um dos “pais” do agronegócio moderno.
Entre suas frases mais notórias estão: “A agricultura é importante demais para ser deixada apenas nas mãos dos agricultores” e “A comida é o denominador comum que conecta empresas, governo, ciência e consumidores”.
Com sua morte, o setor perde uma das figuras mais influentes na consolidação da agricultura como atividade estratégica global. Seus conceitos e sua visão estratégica serão sempre o farol dos produtores rurais que transformaram o Brasil como o maior produtor mundial de alimentos e bicombustíveis.
Fatos & Perspectivas
- Agro 1: As exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram US$ 10,8 bilhões em janeiro, informou o Ministério da Agricultura, em nota técnica. O valor é 2,2% inferior ao obtido no ano anterior, o equivalente a uma queda de US$ 244 milhões ante os US$ 11 bilhões registrados um ano antes.
- Agro 2: O setor representou 42,8% dos embarques totais do País no último ano, em comparação com 43,3% de 2024.
- Agro 3: A safra de grãos sobe para o recorde de 353 milhões de toneladas, mais 0,3%, e o VBP recua para US$ 1,37 trilhão, 3,6% menos do que no ano passado. Ao contrário do que ocorreu em 2025, tanto as receitas com a lavoura como as com a pecuária serão menores.
- Agro 4: O valor de produção das lavouras, que incluiu 16 dos principais produtos cultivados, cai para R$ 895 bilhões, 4% a menos do que o recorde de R$ 932 bilhões de 2025, conforme valores deflacionados pelo IGP-Di da FGV. As receitas com a pecuária caem para R$ 475 bilhões, 3% a menos.
- Os ministros Dias Toffoli e Alexandre Moraes se tornaram os principais fornecedores de pedras que fazem do Supremo uma vidraça convidativa para elas serem atiradas, analisa o colunista Josias de Souza.
- Lula da Silva cancelou ida a debate sobre Inteligência Artificial organizado em cúpula mundial na Índia. O presidente seria o principal convidado do evento, e a ocasião seria a única na qual o brasileiro se dirigiria ao público geral. Segundo a assessoria, uma agenda anterior do presidente atrasou, causando a ausência do presidente.
Legenda: Lula beija a bandeira da rebaixada Acadêmicos de Niterói. Foto Reprodução Blog TMC
- Fiasco no Carnaval 1:O fracasso da tentativa da Acadêmicos de Niterói em homenagear Lula da Silva no Carnaval carioca, deixou o “homem mais importante da história do Brasil" com pelo menos cinco estragos políticos para resolver:

Foto: Eduardo Hollanda/Rio Carnaval
- Implodiu pontes com os evangélicos
- Empurrou mais ainda o agronegócio para a oposição
- Gerou mais um mal estar com ala do MDB
- Deu margem para seu adversário Flávio Bolsonaro ganhar discurso e questionar o PT no Tribunal Superior Eleitoral
- Fez Lula ser novamente alvo de uma enxurrada de menções negativas nas redes sociais.
- Fiasco no Carnaval 2: A ministra Gleisi Hoffmann tenta debelar rejeição evangélica, mas ‘família em conserva’ teve aval no Planalto. Governo e oposição aguardam as próximas pesquisas para avaliar intenção de voto do eleitor por religião e mensurar qual foi o impacto do desfile em homenagem à Lula no Carnaval carioca.
- Fiasco no Carnaval 3: As pesquisas mais recentes de grandes institutos mostram que a rejeição evangélica ao governo petista fica entre 60% e 70%. A rejeição dos católicos fica em torno de 40%.

Imagem Reprodução Blogs Uai
- Trabalho 1: A Folha de S.Paulo em sua edição do último domingo (22), traz como matéria principal “Brasileiro trabalha menos que a média mundial. A matéria é leitura obrigatória para os parlamentares que devem votar a proposta “6x1” e que aumentará o distanciamento do Brasil em relação ao texto demagógico e irresponsável preparado e encaminhado à Câmara Federal e ao Senado.

Foto Reprodução Blog Poder 360
- Trabalho 2: A matéria destaca que “nosso País ocupa posições inferiores em classificações de esforço dadas a produtividade e a demografia de dezenas de nações. Em comparação com o resto do mundo, o brasileiro não trabalha muito. Nem pode ser considerado particularmente esforçado.
- Trabalho 3: A pesquisa com dados de 160 países, cobrindo 97% da população global, revela que trabalhadores de todo o mundo destinaram em média 42,7 horas semanais a atividades remuneradas em 2022 e 2023. Os brasileiros ocupados em empregos formais e informais dedicaram, nesse mesmo período, 40,1 horas semanais em média ao trabalho.
(Paulo Junqueira é advogado e produtor rural. É também presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto; 23/2/26)

