Faesp: Presidente sub judice exclui sindicatos do rateio da Taxa Senar
Por Ronaldo Knack
Tirso Meirelles, presidente sub judice da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar-SP. Reacionário e vingativo tem perfil que se opõe fortemente a mudanças sociais e busca retaliação quando confrontado com o progresso ou visões contrárias. Essa postura costuma unir o autoritarismo moral à punição implacável. IA com foto Youtube
A partir desta edição nossos leitores terão o privilégio de contar, quinzenalmente, com artigos redigidos e assinados pelo engenheiro agrônomo João Henrique de Souza Freitas, secretário Municipal de Agricultura de Araraquara, diretor do Sindicato Rural Patronal de Araraquara, professor universitário e que vem se destacando como um do mais atuantes e influentes líderes dos produtores rurais paulistas e brasileiros.
João Henrique integra o movimento “Nova Faesp” que objetiva acabar com a “dinastia Meirelles” que há mais de meio século comanda a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar-SP constituindo o ciclo mais longevo de comando sindical patronal da história brasileira.
A "dinastia Meirelles" refere-se ao longo comando da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). Por quase meio século, a entidade foi liderada pelo comendador Fábio de Salles Meirelles. Atualmente, a presidência sub judice do Sistema Faesp/Senar-SP é exercida pelo seu filho, Tirso de Salles Meirelles, cuja eleição em dezembro de 2023 foi anulada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região e o mesmo tribunal impediu sua tentativa de auto posse em evento agendado para 14 de abril de 2024 no Theatro Municipal de São Paulo.
O presidente sub judice da Faesp/Senar-SP tenta se manter no poder e na sucessão de seu pai no comando da entidade através de medidas judicias de efeitos suspensivos e o processo encontra-se em tramitação e à espera de julgamento no Tribunal Superior do Trabalho em Brasília, a instância mais elevada de decisões para temas que envolvem o direito do trabalho no Brasil
Essa longevidade no comando da maior federação agropecuária estadual do País gerou debates intensos. Críticos apontam o longo período como uma "capitania hereditária". Fábio de Salles Meirelles comandou a instituição por cerca de 48 anos até a transição de liderança para seu filho, Tirso Meirelles. Devido às décadas de hegemonia na federação, o grupo familiar enfrentou contestações jurídicas e críticas de alas do próprio agro que pediam maior alternância de poder e transparência nos sindicatos rurais.
(Ronaldo Knack é jornalista e bacharel em Administração de Empresas e Direito. É também fundador e editor do BrasilAgro; 13/7/26)

