13/02/2026

Flávio Bolsonaro: União, estratégia e liderança para reconstruir o Brasil

Flávio Bolsonaro: União, estratégia e liderança para reconstruir o Brasil

Flávio Bolsonaro no programa Pânico do Sistema Jovem Pan

 

Por Camilo Calandreli

 

A entrevista concedida por Flávio Bolsonaro ontem (12) do programa Pânico do Sistema Jovem Pan revelou mais do que um pré-candidato: apresentou um líder consciente da responsabilidade histórica que carrega. Em um momento de tensão política, instabilidade econômica e divisão social, sua fala foi marcada por serenidade, firmeza e clareza estratégica.

 

Logo na abertura, ao tratar da situação de seu pai, Jair Bolsonaro, Flávio demonstrou humanidade e lealdade. Não explorou o tema com vitimismo, mas com respeito e sobriedade. Destacou a força mental do ex-presidente e a injustiça que, em sua visão, vem sendo praticada. Mais do que defender um legado, reafirmou um compromisso: o de dar continuidade a um projeto político que mobilizou milhões de brasileiros.

 

Postura e comunicação: firmeza sem agressividade

 

Flávio mostrou maturidade política ao reconhecer a necessidade de diálogo. Sua defesa da união entre forças de centro e direita foi clara: há um adversário comum, e a fragmentação apenas fortalece o campo oposto.

Ele foi direto ao ponto: a direita precisa se organizar estrategicamente. Não se trata apenas de ideologia, mas de matemática eleitoral, capilaridade política e construção de palanques fortes nos estados — como ressaltou ao citar o papel estratégico de São Paulo.

Ao reconhecer a importância de lideranças como Tarcísio de Freitas, demonstrou pragmatismo. Não há personalismo, há estratégia nacional.

 

Diagnóstico econômico: Crítica com fundamento

 

Flávio apresentou uma crítica consistente à atual política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Destacou:

  • Juros elevados que desestimulam o investimento produtivo;
  • Carga tributária sufocante;
  • Burocracia excessiva;
  • Recorde de empresas fechando as portas.
  •  

Sua fala dialoga com uma visão liberal-conservadora: menos Estado ineficiente, mais ambiente favorável ao empreendedorismo.

Não foi apenas retórica. Ele apontou uma realidade concreta: quando o capital prefere um CDB ao risco produtivo, algo está estruturalmente errado na economia.

 

Estratégia nacional: São Paulo como eixo decisivo

 

Um dos pontos mais relevantes da entrevista foi a visão estratégica nacional. Flávio demonstrou compreender que eleições presidenciais não se vencem apenas com discurso, mas com organização territorial.

São Paulo foi apresentado como estado-chave — onde a vantagem histórica da direita precisa ser ampliada para compensar diferenças em outras regiões.

Essa visão demonstra preparo político. Ele não fala apenas para a militância, fala para o mapa eleitoral do Brasil.

 

União da direita: Pragmatismo acima do ego

 

Talvez o ponto mais forte da entrevista tenha sido sua defesa da união. Flávio afirmou que não se vence eleição sozinho. Reconheceu a importância de alianças, inclusive com setores do chamado “Centrão”, quando há convergência programática.

Essa postura indica maturidade. Ele compreende que governar é construir maioria — e maioria se constrói com diálogo.

 

Soluções exequíveis para reestruturar o Brasil

 

Com base nas diretrizes já defendidas pelo campo conservador e liberal, algumas propostas estruturantes dialogam diretamente com a linha apresentada por Flávio:

 

  1. Reforma Administrativa Real

Redução de privilégios, modernização da máquina pública e eficiência no gasto.

  1. Simplificação Tributária com Redução da Carga

Menos impostos sobre produção e trabalho, ampliando competitividade.

  1. Segurança Jurídica para Investimentos

Ambiente estável que atraia capital nacional e internacional.

  1. Fortalecimento do agro e da indústria

Retomada da agenda de infraestrutura, crédito produtivo e exportação estratégica.

  1. Política Externa Pragmatista

Relações internacionais baseadas em interesse nacional e comércio.

  1. Defesa da Liberdade de Expressão

Respeito às garantias constitucionais e equilíbrio entre Poderes.

 

O legado e a missão

 

Flávio Bolsonaro não nega o legado de Jair Bolsonaro — ele o assume. Mas não se limita a reproduzi-lo. Busca organizá-lo, ampliá-lo e estruturá-lo politicamente.

Sua trajetória — iniciada ainda jovem na política — mostra experiência acumulada. São mais de duas décadas de atuação legislativa, atravessando momentos de oposição e governo.

Ele representa continuidade, mas também adaptação estratégica ao novo cenário.

 

Um líder para o momento histórico

 

O Brasil atravessa um momento decisivo. Crise fiscal, polarização política e desafios econômicos exigem liderança com:

 

  • União
  • Inteligência estratégica
  • Capacidade de articulação
  • Experiência legislativa
  • Conexão popular
  •  

Na entrevista, Flávio demonstrou reunir esses atributos.

Se organizar direitinho, como ele próprio indicou, o campo da direita tem potencial de reconstruir uma maioria política consistente no Brasil.

Mais do que um candidato, apresentou-se como coordenador de um projeto nacional.

E, para muitos brasileiros, isso é exatamente o que o país precisa agora: liderança firme, discurso claro e estratégia organizada para recolocar o Brasil nos trilhos do crescimento, da liberdade econômica e da esperança social.

 

Sobre o Autor:

 

Camilo Calandreli é gestor cultural especializado em Gestão Pública e Museologia, ex-Secretário Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura no Governo Bolsonaro, autor de Um Breve Ensaio Sobre a Cultura no BrasilUm Breve Ensaio Sobre a Agricultura no Brasil e Os Cinco Atributos do Cristão na Edificação de Uma Nação.

 

Graduado pela ECA-USP, pós-graduado em Administração e Gestão Pública Cultural (UFRGS), pós-graduação em Gestão Pública, Chefia de Gabinete e Assessoria Parlamentar (PUCRS), Gestão Cultural e Museológica (Universidad Miguel de Cervantes – Sevilla), além de MBA em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública (ESG/Instituto Venturo) e pós-graduação em Desenvolvimento Nacional, Política e Liderança (ESD). Atuou no Congresso Nacional (2021–2024) no Gabinete da Deputada Federal Carla Zambelli e, desde 2025, é Assessor Parlamentar do Deputado Estadual SP Lucas Bove; 13/2/26)