16/06/2025

Governo Lula e a pseudo-liderança dos agricultores paulistas à deriva

Fotos Reprodução Freepik e PromesaStudio/Depositphotos

“Quando a esquerda perde uma eleição, ela tenta destruir o País. Quando ganha, ela consegue!” – Juca Chaves, poeta e cantor. “Mais ética na demagogia” – José Simão, jornalista

 

 

 

Por Paulo Junqueira

A famosa frase de Rui Barbosa, "a justiça tardia não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta", significa que quando a justiça demora a ser feita, ela perde seu propósito e se torna uma injustiça em si. A demora na aplicação da lei ou na resolução de casos pode levar à impunidade, à perda de direitos e à descrença na eficácia do sistema judicial. 

A jornalista Renata Agostini, em artigo publicado no “O Globo” de 8 de junho, faz importante revelação sobre o governo Lula 3, cujo slogan "União e Reconstrução", é afrontado a cada escândalo que surge na estrutura que reúne 39 ministérios, 17 a mais do governo Bolsonaro e igual número do segundo governo fatídico da ex-presidente Dilma Rousseff:

“Da van que levaria parte da comitiva de Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo compromisso do dia em Araucária (PR), ministros se entreolhavam diante dos gritos que vinham de fora. Titular da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD) havia se aproximado para pedir ao chefe da Casa Civil, Rui Costa, que tentasse encaixar na agenda do presidente um encontro com representantes do agronegócio gaúcho.

A viagem do grupo terminaria no dia seguinte, justamente em Porto Alegre (RS). Era agosto de 2024, e o setor estava angustiado diante dos prejuízos causados pelas enchentes no estado. Costa, que entrava na van, mal quis parar para ouvir. Deu um fora no colega, explicitando que nada faria e despachou Fávaro.

“Vai pra puta que pariu, Rui! Vai falar assim com outro. Não sou seu peão, não!”, estourou Fávaro, dando as costas. Segundo colegas de ambos, o número de telefone de Rui, dali em diante, permaneceria bloqueado no WhatsApp do ministro da Agricultura”.

Se a interlocução entre Rui Costa, ministro da Casa Civil e Carlos Fávaro, da Agricultura, setor motor que impulsiona a economia nacional e formado, segundo a sua avaliação e a do próprio Lula 3, por “fascistas”, chega a nível tão baixo, não se pode esperar nada por este governo à deriva. Nem vamos perder tempo de comentar o embate que ocorre neste momento entre o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União/AP) e o ministro Alexandre Silveira, das Minas e Energia.

Ou, então, do mesmo Silveira com a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente. A propósito, neste último final de semana, a Folha de S.Paulo publicou dois editoriais com os seguintes títulos: “Lula perdeu aprovação e margem de manobra” e, “Datafolha traz boas notícias em série para a oposição”. Desnecessário relembrar que a “Folha”, historicamente, sempre demonstrou inclinação e apoio às teses da esquerda.

E, em sua edição desta 2ª feira (16), a “Folha” estampa a manchete “MST acusa governo Lula de inflar dados de novos assentamentos, e ministério nega”. Na matéria o famigerado “Exército do Stédile” - expressão utilizada para se referir ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), liderado por João Pedro Stédile – pede a cabeça do ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil. Ou seja, nem a esquerda está satisfeita com o desgoverno da esquerda!

Nesta semana, em Presidente Prudente, será promovida a Feicorte, que segundo o Facebook “é onde a cadeia produtiva da carne se conecta”. O governo do Estado de São Paulo, através do governador Tarcísio de Freitas e do secretário da Agricultura e Abastecimento Guilherme Piai, anunciarão o “Fundesa – Fundo de Defesa Estadual da Sanidade Animal”. Trata-se de um fundo indenizatório para os pecuaristas que passam a ser ressarcidos em caso de novos focos de febre aftosa, em decorrência da retirada da vacinação.

Em vigoroso pronunciamento na Tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o deputado Lucas Bove (PL) no início da semana passada teceu críticas a Tirso Meirelles, presidente sub judice da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar, que em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, assim que eclodiu a crise da gripe aviária em Montenegro (RS), cobrou do governo paulista medidas para proteger os produtores.

No próximo dia 29, domingo, temos encontro marcado para o evento que, a partir das 14h na Av. Paulista em São Paulo, por “Liberdade e Justiça” com nosso líder Jair Messias Bolsonaro. O agro paulista junto com lideranças dos outros Estados da nossa Federação, unidos devem marcar presença para que possamos alijar dos cargos que ocupam os políticos e oportunistas que estão destruindo nosso País e algumas das nossas principais instituições (Paulo Junqueira é advogado e produtor rural, é também presidente do Sindicato e da Associação Rural de Ribeirão Preto e da Assovale – Associação Rural Vale do Rio Pardo; 15/6/25)