05/03/2026

Grupo da Colômbia compra operações da Agropalma no Pará

Grupo da Colômbia compra operações da Agropalma no Pará

Em Tailândia (PA), a Agropalma possui 39 mil hectares de palmeiras plantadas e seis usinas de extração de óleo de palma. — Foto- Wenderson Araujo CNA

 

Negócio envolve uma das maiores empresas de óleo de palma do país

 

O conglomerado APAR Holdings, da família do ex-banqueiro Aloysio Faria, acertou a venda de todas as operações da Agropalma para a Daabon, uma empresa familiar colombiana, em parceria com investidores brasileiros. A informação foi adiantada pelo site “Agribizz” e confirmada pela empresa ao Valor.

 

As companhias não divulgaram o valor da transação. A Agropalma é uma das maiores empresas de óleo de palma do país, operando desde o plantio da palma até a extração e o refino do óleo.

 

A operação envolveu a refinaria de óleo em Belém e áreas plantadas e instalações de extração no município de Tailândia (PA). O acordo não contemplou a unidade da empresa em Limeira (SP), que segue sob a gestão da Indústrias Xhara, subsidiária do Grupo Agropalma no Estado de São Paulo.

 

Em Tailândia, a Agropalma possui 107 mil hectares, sendo 39 mil hectares de palmeiras plantadas e 64 mil hectares de reserva florestal, e seis usinas de extração de óleo.

 

Em nota, a Agropalma informou que “após a conclusão da transação, a Daabon pretende expandir sua presença no Pará por meio de investimentos operacionais, criação de empregos, parcerias comunitárias e gestão ambiental contínua sob os padrões ESG do grupo alinhados com o potencial de desenvolvimento do setor de óleo de palma no Brasil”.

 

Agropalma vinha operando com margens pressionadas diante das oscilações no preço do óleo de palma nos últimos anos. Em 2024 (último ano com dados financeiros disponíveis), a empresa teve um prejuízo líquido de R$ 8,9 milhões, após um lucro de R$ 238,1 milhões no ano anterior. Esse aperto refletiu principalmente a queda dos preços, que fez a receita líquida cair 38%, a R$ 714,4 milhões.

 

A empresa foi uma das primeiras a se comprometer com desmatamento zero em sua cadeia, em 2002, e atualmente possui o selo da Mesa Redonda sobre Óleo de Palma Sustentável (RSPO, na sigla em inglês), o que lhe permite vender para mercados que exigem a certificação, como a União Europeia.

 

Agropalma informou que "a conclusão da transação está sujeita às condições precedentes usuais e aprovações regulatórias aplicáveis" (Globo Rural, 4/3/26)