Isenção no diesel expõe atraso nos preços e medo de reação de caminhoneiros
Foto reprodução CNN
Por Lucinda Pinto
Com petróleo acima de US$ 90, governo tenta aliviar pressão sobre o combustível que move o transporte do país em pleno ano eleitoral.
A decisão do governo de isentar o diesel de PIS e Cofins confirma que a Petrobras está atrasada na decisão de reajustar os preços dos combustíveis.
Até aqui, a justificativa de que não se pode repassar volatilidade diretamente para os preços fazia sentido. O ponto é que, agora, esse cenário já está chegando à vida das pessoas: está faltando diesel.
A medida anunciada hoje tem claramente o objetivo de mitigar o impacto da guerra sobre o combustível que abastece os caminhões do país.
E a lembrança da greve dos caminhoneiros de 2022, que paralisou o país em protesto contra reajustes frequentes do diesel, ainda está bem fresca. A última coisa que este governo deseja é enfrentar novamente um cenário como aquele, de grande desabastecimento de produtos, em um ano eleitoral.
Com a alta do petróleo — que saiu de cerca de US$ 65 para cima dos US$ 90 — um reajuste dos combustíveis pela Petrobras parece cada vez mais iminente. Já a decisão do governo de tentar acomodar esse custo em suas próprias contas pode não resolver o problema.
E ainda pode gerar um grau de incerteza para os agentes econômicos que, no fim das contas, pode sair ainda mais caro (CNN, 12/3/26)

