Lula tem razão: o PT é a merda que nos custa caro – Por Paula Sousa
Em um momento de “sincericídio”, Lula resolveu resgatar do baú das pérolas da esquerda uma fala histórica da economista Maria da Conceição Tavares. Conforme noticiou o portal Pleno News sob a manchete “O PT é uma merda? É. Mas é minha merda”, o mandatário brasileiro escancarou para o país inteiro a forma como enxerga o seu próprio partido e, por extensão, o próprio país. A frase completa, proclamada com o orgulho de quem possui a escritura definitiva do atraso nacional, foi categórica: “O PT é uma MERDA?. É, mas é a minha merda, não é a sua. Então só eu posso falar dela.”
Nisso, precisamos dar o braço a torcer e concordar categoricamente com o patriarca do atraso: Lula tem toda a razão. O PT é, de fato, uma imensa e retumbante merda. A única vírgula que cabe reparar nessa declaração de amor ao estrume ideológico é o conceito de propriedade. Afinal, se a merda é exclusivamente de Lula, por que diabos o cidadão comum, o trabalhador que acorda às cinco da manhã e o empresário que espreme até a última gota de suor para pagar boletos são forçados a engolir a conta dessa digestão azeda?
O raciocínio lulista é de uma petulância imperial: "o PT é a minha merda, logo só eu posso falar dela". O problema é que essa dita propriedade privada do senhor Luiz Inácio já acumula quase duas décadas no comando do governo federal. Duas décadas aparelhando o Estado, destruindo a moeda, inflando a máquina pública, aparelhando estatais e distribuindo benesses para uma companheirada sedenta por cargos. É uma propriedade privada que exige o nosso dinheiro via extorsão fiscal para continuar funcionando.
O mais fascinante na psicologia do militante profissional é a incrível capacidade de suspensão da realidade. A máquina de propaganda oficial opera sobre uma matemática quântica singular: um grupo político governa o país por 18 anos, dilapida os cofres da Petrobras, gera a maior recessão da história republicana, responsável pelos maiores escândalos de corrupção da história e a culpa pela ruína atual é de um mandato de quatro anos de Jair Bolsonaro — que enfrentou dois anos de uma pandemia global sem precedentes e, ainda assim, conseguiu entregar o país com superávit primário e contas no positivo. Mas para a fé petista, a pandemia foi mero detalhe; a "destruição" do Brasil foi obra e graça de quatro anos de gestão de direita.
Essa incapacidade congênita de encarar a realidade tem explicação profunda: o PT e Lula continuam rezando estritamente pela cartilha de Karl Marx redigida lá em 1840. É um fetiche quase religioso pelo Manifesto Comunista, com a velha ladainha de que "empresário é malvadão" e de que o Estado benevolente precisa tomar os meios de produção e controlar tudo para nos guiar ao paraíso terrenal. Enquanto rotulam a direita de "retrógrada", eles arrastam o Brasil de volta para o século XIX. É uma ideia estapafúrdia que foi testada em absolutamente todos os cantos do planeta e que deixou em todos eles o mesmo rastro inequívoco: miséria, escassez, fome e corpos empilhados.
A ciência econômica já provou à exaustão — embora a intelectualidade de botequim finja ignorar — o duplo desastre do intervencionismo. Primeiro, o problema do incentivo: burocratas estatais não têm nenhum incentivo para economizar ou produzir com eficiência, pois o dinheiro não sai do bolso deles. Segundo, o problema do conhecimento: a economia não é uma prancheta de computador governamental; ela funciona como uma imensa rede neural descentralizada. Milhões de indivíduos comprando e vendendo livremente possuem infinitamente mais inteligência prática do que meia dúzia de iluminados em Brasília. Quanto mais livre essa massa de pessoas opera, mais a sociedade prospera. Onde o burocrata coloca a mão, a grama seca.
Quem compreende com perfeição essa dinâmica é o economista libertário e presidente da Argentina, Javier Milei. Com mestrado em economia e focado em triturar o déficit público que destruiu nossos vizinhos por décadas, Milei resumiu o escambo estatal com clareza cristalina:
“Quanto menor o tamanho do Estado, você está devolvendo recursos para a gente. Quando o político está dizendo que quer um Estado maior, o que ele está dizendo é que ele vai colocar a mão no bolso para tirar dinheiro. Isso é o que a gente tem que entender.”
A comparação é acachapante. De um lado, temos um economista de formação que corta ministérios, acaba com privilégios e estanca a inflação devolvendo liberdade aos argentinos. Do outro, um velhaco populista com escolaridade do primário, cuja única habilidade histórica foi usar a oratória para enganar trouxas e manter um projeto de poder corrupto.
A disparidade abissal de estofo intelectual fica ainda mais hilária — para não dizer trágica — quando comparamos o time econômico da direita com o fantoche da vez na Fazenda. De um lado, tivemos Paulo Guedes, ex-ministro da Economia de Bolsonaro que realizou a proeza milagrosa de entregar superávit e PIB positivo mesmo sob o impacto de uma pandemia global. Guedes não caiu de paraquedas no cargo: é graduado em Economia pela UFMG, pós-graduado pela FGV e ostenta mestrado e PhD pela lendária Escola de Chicago.
Do outro lado da mesa, o PT nos presenteia com Fernando Haddad — ostentando no currículo as lendárias glórias de ter sido o pior prefeito da história de São Paulo e o pior ministro da Educação da era petista. O sujeito que destruiu as contas públicas a partir de 2023 taxando até o ar que o trabalhador respira, já foi flagrado em vídeo se vangloriando de ter cursado meros dois meses de economia para cumprir tabela. Não à toa, Haddad carrega o merecido troféu de piada pronta no mercado financeiro: o homem é, sem sombra de dúvidas, o melhor ministro da Economia que o Paraguai já teve na história.
Essa incompetência crônica fica estampada nas próprias promessas do governo. Uma reportagem demolidora do jornal O Estadão revelou que o atual plano de segurança pública de Lula nada mais é do que uma cópia mofada das promessas feitas pelo próprio PT em 2002. Sob a manchete “Plano de segurança de Lula repete promessas feitas em 2002 que não foram cumpridas em 24 anos”, o jornal expõe que de 28 propostas apresentadas na época — escritas por intelectuais do partido como Luiz Eduardo Soares —, apenas sete foram cumpridas ao longo de quase um quarto de século.
Metade do plano simplesmente não saiu do papel, e o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) só virou lei no governo Michel Temer. Passaram-se governos Lula 1, Lula 2, Dilma 1, Dilma 1/2 e agora Lula 3, e o resultado na segurança pública é o mesmo: uma simpatia velada por criminosos, leniência com o narcotráfico e a mais absoluta incapacidade de proteger o cidadão de bem.
Na economia, a palhaçada se repete. O portal O Antagonista, ao analisar o slogan mofado "Brasil pronto para mais", trouxe a manchete precisa: “Lula pronto para mais do mesmo”. A matéria escancara como o governo mente descaradamente sobre a realidade econômica para esconder sua própria gastança perdulária. Sob o disfarce de um "novo arcabouço fiscal" que na prática não limita gasto nenhum — já que tudo o que o governo considera "socialmente fofo" fica de fora —, a gestão petista continua gastando rios de dinheiro que não tem.
O resultado inevitável do déficit estatal é um só: inflação corroendo o salário do pobre, juros estratosféricos para pagar a dívida do governo e impostos cada vez mais sufocantes.
E o que acontece quando a economia afunda, a segurança colapsa e a população começa a chiar? A imprensa amestrada entra em cena para salvar a narrativa. Como demonstrou a colunista Flávia Oliveira no jornal O Globo, com o costumeiro discurso de que o "bolsonarismo põe a disputa eleitoral sobre estresse democrático", a lógica da esquerda é sempre a mesma: se a esquerda ganha, o povo é sábio e a democracia venceu; se a direita ganha ou ameaça ganhar, trata-se de um "estresse democrático", um golpe, uma ameaça ao regime. A alternância de poder, pilar básico da república, para a militância de redação é um perigo inaceitável.
No fim das contas, a verdade é desconfortável para a militância, mas libertadora para quem ainda usa o cérebro: Lula estava totalmente certo. O PT é uma MERDA sem tamanho. É uma estrutura viciada em ideias mortas do século XIX, gerida por burocratas gananciosos e alimentada por impostos extorquidos de quem realmente trabalha. O problema é que essa merda nunca ficou restrita aos domínios do seu criador. Ela foi espalhada por cada canto da administração pública brasileira. Lula que leve a sua merda para longe de nós, pois o Brasil não aguenta mais pagar essa fatura.
Sobre a autora:
Paula Sousa é historiadora, professora com 8 anos de docência nas áreas de Humanas e pós-graduada em Gestão Pública. Com especializações que vão do Processo Legislativo e Finanças à Inteligência Artificial Generativa, é articulista e roteirista focada em geopolítica, história e socioeconomia — com produções para veículos como o Visão Libertária. É também palestrante e membro do Instituto Cultural Voluntários pelo Brasil (13/8/2026)

