Lulinha contrata advogado e pede acesso aos autos no caso INSS
Lulinha, filho e Lula, pai. Foto Reprodução Blog BNC Amazonas
Por Caio Junqueira
Decisão foi tomada após recorrentes menções a Lulinha no caso, apesar de a Polícia Federal dizer que o filho do presidente Lula não aparece até agora nas investigações.
O empresário Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, contratou formalmente um advogado para defendê-lo nas investigações sobre fraudes no INSS.
Trata-se de Guilherme Suguimori, formado em direito pela Universidade de São Paulo e com escritório sediado em São Paulo.
Até então, quem vinha tratando do caso de Lulinha de modo informal era Marco Aurelio Carvalho, coordenador do grupo de advogados Prerrogativas e próximo ao presidente Lula. Marco participou do processo de escolha de Suguimori, escolhido por sua capacidade técnica e por sua discrição. Ele atuou em fases da Operação Lava Jato.
A decisão de constituir advogado ocorreu porque houve a avaliação de que havia recorrentes menções e ações referentes a Lulinha no caso muito embora, oficialmente, a Polícia Federal diga que o filho do presidente não apareça até agora nas investigações. O advogado pediu ao STF acesso aos autos no dia 20 de janeiro e aguarda uma decisão do ministro relator do caso, André Mendonça.
O nome do filho do ex-presidente apareceu como possível beneficiário do esquema de fraudes no INSS em uma das fases da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, ocorrida em dezembro que mirou a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontaram o pagamento de uma mesada de R$ 300 mil a uma empresa dela, na qual o “Careca do INSS” faz referência, em mensagens, a que esse valor seria para “o filho do rapaz”, sem especificar quem seria o rapaz.
Integrantes da CPMI do INSS e da oposição apostam que seria Lulinha e pretendem atuar para comprovar isso. A percepção dos parlamentares da comissão é a de que Lulinha teria utilizado sua condição de filho do presidente para abrir portas, especialmente na Anvisa e no Ministério da Saúde, órgãos citados expressamente pela Polícia Federal nas investigações.
Procurado, Guilherme Suguimori encaminhou a seguinte nota à CNN:
"Fábio Luís Lula da Silva não foi alvo de nenhuma etapa da operação “sem desconto”, não teve medidas judiciais decretadas contra si e não foi procurado pelas autoridades para prestar qualquer esclarecimento. Apesar disso, vem sendo atacado por matérias jornalísticas e manifestações políticas que indevidamente o apontam como relacionado aos fatos investigados, muitas delas com interesses evidentes.
Diante dessas reiteradas citações públicas, Fábio se viu obrigado a constituir advogados e requerer formalmente ao Supremo Tribunal Federal acesso aos autos da investigação, o qual ainda não foi concedido.
Apesar de não ter qualquer relação com as fraudes investigadas, Fábio se colocou à disposição das autoridades e caso seja necessário, sua defesa se manifestará nos termos adequados após ter conhecimento dos elementos do inquérito" (CNN Brasil, 28/1/26)

