20/08/2025

Mais alimentos saem do campo de pressão inflacionária em agosto

Mais alimentos saem do campo de pressão inflacionária em agosto

Foto Reprodução Blog Ajinomoto

 

Entre as cinco maiores altas do índice, nenhuma delas é do setor de alimentação.

 

Os alimentos mantiveram tendência de queda nesta primeira quinzena de agosto, e os preços médios dos últimos 30 dias recuaram 0,42% em São Paulo. Pela tendência atual, este mês será marcado pela ausência de produtos de alimentação entre as cinco maiores pressões inflacionárias do índice, o que não ocorre há vários meses.

 

Desde a segunda quadrissemana de julho que o grupo dos alimentos vem registrando deflação em São Paulo, conforme dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A fundação faz um acompanhamento quadrissemanal dos preços, que é a média das últimas quatro semanas, em relação às quatro imediatamente anteriores. Ao entrar uma nova semana, é eliminada a última da lista.

 

Entre as principais quedas da segunda quadrissemana deste mês, estão batata, arroz, feijão, frango e café. Este último ficou 3,1% mais barato nos supermercados de São Paulo, após um longo período de alta, quando acumulou 75% em 12 meses. A queda da bebida acompanha pressão menor dos preços no campo. Nas duas últimas semanas, no entanto, preocupações com a oferta de café no Brasil provocaram nova alta da saca do produto. O conilon subiu 20%, e o arábica, 9%, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

 

As carnes também mantêm retração. A bovina acentuou a queda nesta quadrissemana, e acumula 2% de retração. Esses preços não refletem ainda uma mudança de rumo da arroba de boi gordo, que vem aumentando 4% neste mês. Entre os cortes pesquisados pela Fipe, contrafilé e patinho caem 3%, mas a picanha sobe 2%.

 

Embora a demanda interna e externa esteja aquecida, a produção nacional de carnes está em patamar recorde, abastecendo bem o mercado, conforme os dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No primeiro semestre deste ano, a oferta de carne bovina, de frango e suína subiu para 14,9 milhões de toneladas, 3% a mais do que de janeiro a junho de 2024.

 

Nos cálculos da Fipe, o quilo de frango ficou 1,5% mais barato para os consumidores paulistanos na última quadrissemana, enquanto o de carne suína caiu 0,1%. O preço dos pescados recuaram 0,7%, puxados pela retração de pescada e camarão.

 

O arroz está 2,7% mais barato no varejo, atingindo redução de 17% no ano. No campo, a saca mantém tendência de queda no Rio Grande do Sul, com retração de 1% neste mês. Os produtos "in natura", puxados pelas quedas de verduras e de tubérculos (batata e cebola), recuaram 0,7%, segundo a Fipe.

 

Livro 

 

O mundo do trabalho rural é apresentado em uma coletânea organizada por Nicole Rennó Castro, do Cepea, Junior Ruiz Garcia, da Universidade Federal do Paraná, e Zander Navarro, da Embrapa. A publicação apresenta a trajetória rural de 19 estados brasileiros, um capítulo específico sobre o Matopiba e cinco outros dedicados à análise da economia e do trabalho em algumas das principais atividades agropecuárias do Brasil.

 

Com o título "Dinâmica Econômica e o Mundo do Trabalho no Brasil Rural", o livro reúne 61 autores de 27 instituições de pesquisa de todo o país. A publicação, que tem o apoio do Cepea, está disponível na versão PDF para download gratuito neste link https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1178070. A versão impressa pode ser adquirida no site da Editora Baraúna (Folha, 20/8/25)