23/07/2018

Matopiba puxa exportação de soja pelo Porto de Itaqui

Matopiba puxa exportação de soja pelo Porto de Itaqui

Em julho, porto do Maranhão deve receber até 1,32 milhão de toneladas.

O Porto de Itaqui, no Maranhão, deve exportar 8,5 milhões de toneladas de soja e milho em 2018, 6% mais que no ano passado. No primeiro semestre a movimentação de grãos já foi intensa, impulsionada pela produção volumosa de soja na região do Matopiba, formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e também em Mato Grosso.

Enquanto outros portos tiveram suas operações afetadas em junho, por causa da greve dos caminhoneiros e do debate sobre o tabelamento do frete rodoviário, o de Itaqui carregou volume recorde de 1,25 milhão de toneladas da oleaginosa. Isso foi possível porque grande parte da carga chegou por ferrovia. Em julho, o presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Ted Lago, espera embarque de até 1,32 milhão de toneladas.

Apetite chinês

O terminal maranhense deve se beneficiar das taxas adotadas pela China na importação da soja dos Estados Unidos, o que traz para o Brasil parte da demanda. “Os embarques, que costumam cair em setembro, devem se prolongar até outubro e novembro, muito em razão da expansão da produção no Maranhão e dos bons preços (pagos pela commodity)”, diz Ted Lago, da Emap. Do total a ser embarcado neste ano, 5 milhões devem sair pelo Tegram, operado por tradings, e 3,5 milhões pelo terminal da VLI. 

Nos trilhos

A VLI, que opera um terminal em Itaqui, diz que a oferta de ferrovias também estimula o avanço da atividade agrícola. “Vimos um crescimento relevante da produção neste ano, especialmente em áreas próximas à Ferrovia Norte-Sul. Quando há infraestrutura, o agricultor produz”, enfatiza o diretor comercial, Fabiano Lorenzi.

Juntos

A VLI tem hoje no agronegócio metade de sua receita, ante 35% há cinco anos. No período, investiu R$ 9 bilhões em terminais, ampliação de portos e modernização da linha férrea. Agora, tem buscado outras parcerias com empresas do agronegócio, como a fechada com a Tereos há menos de um mês para a construção de dois armazéns de açúcar em São Paulo e transporte de 1 milhão de toneladas/ano (O Estado de S.Paulo, 23/7/18)