18/08/2025

MBRF nasce com estrutura de capital forte e potencial global, diz Molina

MBRF nasce com estrutura de capital forte e potencial global, diz Molina

'Um acionista da BRF receberia R$ 0,46 por ação; com a fusão e sinergias, esse valor subiria para R$ 0,54', diz Molina Foto: Gustavo Rampini/Marfrig/Divulgação

 

Sobre a análise do Cade, o controlador comenta que a votação virtual indicou 4 a 1 e aguarda a reunião final em 20 de agosto, confiante ‘de que a aprovação será concedida’

 

MBRF, resultado da fusão entre Marfrig e BRF, “nasce eficiente, com uma estrutura de capital forte, mesmo após o pagamento de dividendos aos acionistas BRF e Marfrig”, afirmou o controlador das duas empresas, Marcos Molina. O comentário foi realizado nesta sexta-feira, 15, em teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre de 2025 da Marfrig.

 

Sobre a análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o executivo se mostrou confiante. “Vemos o processo com serenidade. A votação virtual indicou 4 a 1, votos técnicos, e aguardamos a reunião final em 20 de agosto, confiantes de que a aprovação será concedida.”

 

A MBRF será, segundo Molina, “uma empresa competitiva, multiproteína, que permitirá ao consumidor brasileiro acesso a produtos de alta qualidade a custo mais baixo, beneficiando-se da eficiência operacional.”

 

O controlador também abordou o impacto para acionistas. “Fizemos simulações considerando o segundo trimestre de 2025. Um acionista da BRF receberia R$ 0,46 por ação; com a fusão e sinergias, esse valor subiria para R$ 0,54, aumentando a liquidez e a conversão de EBITDA em caixa.”

 

Ele afirmou que a MBRF manterá a política de distribuição de dividendos, “assim como a Marfrig nos últimos anos.” Molina também destacou ainda que a intenção é “manter a MBRF com nível de alavancagem abaixo de 3 vezes”.

 

Molina destacou, ainda, o aumento da participação do grupo controlador na BRF, “principalmente através da MMS, que comprou ações devido ao preço atrativo e à confiança na equipe da nova MBRF”. Ele reforçou: “Continuo investidor da Marfrig e agora também da MBRF”.

 

Por fim, Molina reforçou a visão global da nova companhia: “A nova MBRF é supercompetitiva, eficiente e com oportunidades de crescimento no Brasil, América do Sul, Estados Unidos e Oriente Médio”, disse (Estadão, 16/8/25)

 

Lucro da Marfrig sobe 13% no 2º trimestre e chega a R$ 85 milhões Agronegócios

 

MARFRIG

 

A Marfrig registrou um lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 85 milhões no segundo trimestre, um crescimento de 13% em relação ao mesmo período no ano passado, conforme relatório de resultados divulgado nessa quinta-feira (14).

 

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia foi de R$ 3 bilhões no período, queda de 10,8% na mesma comparação. A empresa, que está em processo para incorporação das ações da BRF, atingiu uma receita líquida consolidada de R$ 37,8 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 8,6% ano a ano, com destaque para a operação continuada da América do Sul, que cresceu 9,9% na mesma base.

     

 

A alavancagem consolidada da processadora de carne bovina, medida pela relação dívida líquida consolidada sobre o Ebitda ajustado consolidado, era de 2,71 vezes em reais no final de junho, ante 3,38 vezes um ano antes.

 

No início deste mês, acionistas da Marfrig e da BRF aprovaram a proposta de união de ambas as empresas, colocando o acordo um passo mais perto de ser concluído, embora ainda faltem as aprovações regulatórias necessárias. A fusão está sendo avaliada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), com a tendência sendo de manter a aprovação prévia (Reuters, 15/8/25)