08/12/2025

“Medo da iminente derrota eleitoral em 2026 abala e enlouquece o “sistema”

“Medo da iminente derrota eleitoral em 2026 abala e enlouquece o “sistema”

 Foto Jose Cruz Agência Brasil

 

“A crise de confiança que conspurca a imagem do STF tem... raízes distintas. A própria Corte contribuiu para seu desgaste ao tolerar entre os seus integrantes comportamentos em tudo incompatíveis com a dignidade da magistratura.

 

Os exemplos pululam: usurpação de competências de outros Poderes, afrontas à Lei Orgânica da Magistratura Nacional, presença em convescotes com empresários regados a conflitos de interesses, manutenção de atividades privadas inadequadas à função de juiz, entre tantos outros” – Trechos do editorial de O Estado de S.Paulo, 4/11/25)

 

Por Paulo Junqueira

 

Por omissão e irresponsabilidade do presidente Lula, membros do Supremo Tribunal Federal e do governo brasileiro, continuam sancionados pelo governo dos Estados Unidos. Com a taxa Selic anual de 15%, os meios de produção amargam uma das suas piores crises na história brasileira.

 

A falta de segurança e os escândalos que se sucedem, haja vista INSS, Correios e estatais, Banco Master e agora o embate entre o Congresso e o presidente Lula e mais o ativismo judicial que aí está, trazem previsões sombrias para 2026.

 

A semana que se inicia promete muita tensão entre os Três Poderes em Brasília. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou para esta terça-feira, 9, a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) do Marco Temporal para as terras indígenas, um dia antes do julgamento sobre o mesmo no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado deve discutir projeto que atualiza a Lei do Impeachment de 1950 nesta quarta-feira (10). E na sexta-feira (12) o plenário do Supremo Tribunal Federal inicia o julgamento virtual que prossegue até o dia 19 para confirmar ou não a decisão que dificultou a abertura de processos de impeachments contra integrantes da Corte.

 

Setores da oposição e parlamentares (como o senador Marcos Rogério e o deputado Marcel van Hattem) consideram a decisão de Gilmar Mendes um "golpe contra a Constituição" e um ato de ativismo judicial que retira do povo o direito de fiscalizar os ministros, enfraquecendo o papel do Senado na questão.

 

Eles argumentam que a decisão monocrática de um ministro altera uma lei em vigor e fere a separação dos Poderes. A Advocacia-Geral da União (AGU) chegou a pedir reconsideração da liminar, defendendo que a possibilidade de o Senado abrir o processo faz parte do equilíbrio institucional, mas o pedido foi negado por Mendes.

 

Gilmar Mendes argumenta que a Lei do Impeachment de 1950 está "caducada" e que os frequentes pedidos visam pressionar os ministros por suas decisões jurídicas, o que ameaça a independência do Judiciário. A decisão, portanto, seria uma medida de "defesa institucional" para fazer valer a Constituição.

 

A oposição, tem a expectativa de conquistar um número expressivo de cadeiras no Senado nas eleições de 2026 (dois terços da Casa estarão em disputa), o que lhes permitiria eleger o presidente do Senado e, potencialmente, abrir processos de impeachment contra ministros do STF.

 

Analistas políticos e membros da oposição veem a decisão de Gilmar Mendes como uma "vacina" ou uma tentativa de barrar essa estratégia antes que ela se concretize no próximo ciclo eleitoral. A decisão liminar ainda precisa ser referendada pelo plenário do STF. O Senado, em contrapartida, já articula a criação de uma nova lei do impeachment para reafirmar suas prerrogativas constitucionais sobre o tema (IA)

 

Foco do agro no novo ano que se aproxima

 

O PIB do setor agropecuário teve crescimento de 0,4% no terceiro trimestre, na comparação com o segundo. A alta veio bem acima da projeção mediana de queda de 1,8%, esperada por analistas de consultorias e instituições financeiras.

 

O desempenho da agropecuária no terceiro trimestre de 2025 reflete um aumento expressivo na produção de grãos — especialmente milho, que exerce maior pressão altista nesse período. Houve também redução na produção de cana-de-açúcar, mas insuficiente para neutralizar o avanço do setor agropecuário, segundo o economista Fábio Silveira.

 

Para o próximo ano, de acordo com Silveira, o cenário que se desenha é desafiador, em razão de que nem preço e nem volume tendem a crescer. "2026 vai ser um ano em que a receita agrícola deve decepcionar. A agropecuária, em particular soja e grãos, vai inspirar cuidados maiores."

 

As projeções da FGV Ibre indicam que o PIB do agro deverá crescer 8,3% em 2025. O professor Felippe Serigati, da FGV Agro, ressalta o tamanho da safra 2024/2025 de milho, considerada a maior da história. Uma vez que houve atraso no plantio, o cenário "empurrou" o calendário da segunda safra, provocando impacto no terceiro trimestre do ano.

 

A projeção de crescimento do agro, porém, não esconde problemas em alguns segmentos. Culturas como algodão passam por momentos menos confortáveis, observa Serigati, enquanto o setor da laranja respirou mais aliviado do que outros com o tarifaço dos Estados Unidos.

 

Seja qual for o nível de eficiência de produtores e empresas, o fato é que todos experimentarão um quadro econômico bastante complexo em 2026, acredita Andre Glezer, fundador da Agrolend. “Todas as variáveis estão complicadas. Vai ser ano eleitoral, os juros podem cair, mas seguirão em patamar alto”, afirmou.

 

Glezer defendeu que, para enfrentar eventuais dificuldades, os produtores adotem uma postura conservadora. “Minha sugestão é que deem muito foco a custo e eficiência. Não é momento de grandes investimentos, mas de olhar para dentro de casa”, disse.

 

Sem deixar de reconhecer que há problemas no campo, como endividamento e aperto de margens em diversas atividades, ele chamou a atenção para o “paradoxo” do setor. "Mesmo com crédito caro, a área de plantio deve crescer, especialmente a do milho. Isso demonstra a força do agronegócio do Brasil”, disse.

 

Para o executivo, os contratempos têm reforçado a maturidade do setor. “O agro brasileiro é de fato um tanto contraditório. Talvez isso ocorra porque o posicionamento do país esteja em seu melhor momento. A Rússia sumiu, a Europa é um continente velho, a África do Sul tem problemas e a Índia é cara”, pontuou.

 

Várias:

 

  • Lula: 3,9 milhões de pessoas receberam dinheiro do INSS de volta, foram R$ 2,6 bi devolvidos com recursos do Tesouro Nacional. A lógica é simples e elementar: “Companheiros” assaltaram os aposentados e pensionistas e o Tesouro Nacional usa recursos públicos para pagar as vítimas;

 

  • Insistência de Lula nos Correios é crise sem fim. Tesouro emperra socorro financeiro à empresa com juros escorchantes a ser bancado pelo contribuinte. Sem privatização, estatais deficitárias contribuem para degradação fiscal; governo deveria cortar gastos, mas Lula se recusa a fazê-lo;

 

  • Juros altos afetam consumo das famílias e reduzem efeito de estímulo do governo. A absorção doméstica — soma do consumo das famílias e do governo mais os investimentos estão em clara desaceleração. No ano passado a taxa de crescimento interanual era superior a 5% ao ano; atualmente essa taxa está próxima de 1%, segundo o Bradesco;

 Imagem Reprodução Blog CNN Brasil

  • O Brasil deixou a lista das dez maiores economias do mundo referente ao PIB (Produto Interno Bruto) em dólares, caindo da 10ª para a 11ª posição, segundo o ranking global da Austin Rating. Após ultrapassar o Brasil e o Canadá, a Rússia passou a ocupar a 9ª posição no ranking estimado para 2025, mostrou o estudo;

 

  • No ranking do ano anterior, a economia russa estava em 11º lugar. O estudo também apontou que o crescimento econômico do Brasil no terceiro trimestre ficou em 34º lugar na comparação com os demais países;

 

  • A economia brasileira cresceu menos do que países, como China, Portugal e Espanha. Os três países que registraram maior crescimento econômico no terceiro trimestre foram Israel (3%), Malásia (2,4%) e Cingapura (2,4%);

 

  • Recuperação judicial é o tema que mais afeta crédito do agronegócio;

 

  • Os crescentes registros de recuperação judicial no agro estão dificultando a concessão de crédito para o produtor, na medida em que bancos ficam mais rigorosos para liberar recursos, afirmou nesta quarta-feira (3) o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos;

 

  • “Porque é o tema que mais afeta hoje a questão da concessão de crédito agrícola. É um tema que ganhou muita relevância do ano passado para este ano”. Entre os fatores para o aumento dos pedidos de recuperação judicial, ele citou novos investidores no segmento, com muitos deles sendo influenciados por escritórios de advocacia que vendem soluções para reduzir a dívida;

 

  • A indústria de máquinas e implementos agrícolas voltou a desacelerar em outubro de 2025, interrompendo o ritmo mais forte observado no início do ano. Dados da Abimaq mostram que o setor registrou queda expressiva na comparação com outubro de 2024, especialmente no mercado interno, onde a receita líquida caiu 14%, somando R$ 4,46 bilhões;

 

  • A receita total do segmento também recuou, encolhendo 9,9% e fechando o mês em R$ 5,32 bilhões. O enfraquecimento das vendas domésticas, segundo a Abimaq, reflete o impacto de juros ainda elevados, a postergação de investimentos por produtores e um ambiente de maior cautela após duas safras marcadas por renda pressionada;

·        Capa do livro Brasil no Espelho escrito pelo cientista político e diretor da Quaest Felipe Nunes. Ele afirma que o brasileiro voltou a viver com medo e que esse sentimento deve pautar a eleição presidencial de 2026. Disse também que “Se os brasileiros forem às urnas inseguros, vão votar contra Lula” (Paulo Junqueira é advogado e produtor rural. É também presidente do Sindicato e da Associação Rural de Ribeirão Preto e da Assovale – Associação Rural Vale do Rio Pardo; 8/12/25)