Milho e trigo sobem em Chicago suportados por novas projeções do USDA

Mesmo com maior estimativa de área plantada dos EUA, preço do milho caiu nesta segunda-feira. Foto Preston Keres – USDA
As projeções de estoques menores para milho e de redução da área plantada de trigo - a menor em 100 anos - nos Estados Unidos deram suporte às altas desses cereais no fechamento da bolsa de Chicago. Entretanto, o pregão desta segunda-feira (31/3) foi de queda para os futuros da soja, mesmo com uma área plantada menor projetada para a safra 2025/26.
Os lotes do trigo com entrega para maio foram precificados a US$ 5,3700, alta de 1,66%, devido a queda abruta da área de plantio. Se as projeções divulgadas hoje pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) forem confirmadas, e a plantação de trigo alcançar os 18,37 milhões de hectares na safra 2025/26, essa será a segunda menor área em mais de 100 anos, desde o início dos registros nos EUA, em 1919.
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As cotações dos papéis de milho para maio subiram 0,88%, para US$ 4,5725 o bushel. A alta dos contratos de primeira posição ocorreu mesmo o mercado esperando uma pressão orientada pela elevação das estimativas da área plantada nos EUA, em 5,2%, para 38,57 milhões de hectares na safra 2025/26.
Mesmo com a revisão para baixo na área de plantio de soja, que caiu 4,1%, para 33,79 milhões de hectares nos EUA, a oleaginosa com entrega para maio fechou em queda de 0,87%, cotada a US$ 10,2825 o bushel. O nível dos estoques da oleaginosa pesou sobre as cotações, já que subiram 3,5% até 1º de março, segundo o USDA. Estima-se que 51,98 milhões de toneladas de soja estão armazenadas.
No Brasil, a consultoria AgRural divulgou nesta segunda-feira o avanço da colheita de soja em 82% da área apta, contra 77% na semana anterior e 74% no mesmo período de 2024. As estimativas continuam de safra recorde, sendo um fundamento de mercado que pode travar altas fortes da soja.
Entretanto, a consultoria Granar lembra que o contexto global é de quedas nas commodities e que o limite para as melhorias ainda é incerto, em particular devido às retaliações tarifárias que envolvem os Estados Unidos, a China e outros países. Ainda há receio de que novas tarifas, além das previstas para entrar em vigor no dia 2 de abril, se somem a onda de represálias comerciais da Casa Branca (Globo Rural, 31/3/25)