Narrativas de Lula mantém Brasil sancionado pelo governo dos EUA

O fracasso subiu à cabeça (ou pode subir à cabeça de Lula 3. Imagem Reprodução Blog Vai Vendo Brasil SP News
“Todos os bancos passaram a ter uma área de agro e ‘todo mundo’ passou a fazer Fiagros. Agora, estamos com uma Selic de 15%. Esse troço não se paga. Os níveis elevados de alavancagem fizeram com que o mercado sofresse, sendo este um cenário que levará um tempo para se normalizar. O único jeito de se desalavancar é devolver o que você fez de compra, vender de novo a sua fazenda e equipamentos. Ou seja, trabalhar para que aquela dívida que você contraiu seja palatável na realidade da margem atual do mercado” - Carlos Aguiar, diretor de agronegócio do Santander

Por Paulo Junqueira
Em entrevista concedida à CNN Brasil, o diretor-executivo para as Américas do Grupo Eurasia, Christopher Garman, revelou que “a disposição do presidente Donald Trump de iniciar uma negociação bilateral com o Brasil e um acordo preliminar para uma revisão das tarifas contra o Brasil pode até sair. Mas ainda assim é cedo para apostar nesse cenário. Eu até diria que é improvável”.
A afirmação quebrou o clima de euforia que o presidente Lula tenta impor ao País através das narrativas forjadas pelos seus marqueteiros e que não se sustentam. A interação entre as crises econômica e política é uma marca do momento atual, revela avaliação feita por IA do Google:
“A instabilidade política dificulta a implementação de políticas econômicas eficazes e a conquista da confiança do mercado, enquanto os problemas econômicos, por sua vez, desgastam a popularidade do governo e intensificam as disputas políticas.
O ano de 2025 tem se mostrado um período de travessia delicada para o Brasil, com riscos e incertezas que exigem uma articulação complexa por parte do governo. Após uma expansão forte em 2024, a economia brasileira entrou em um ciclo de desaceleração. Várias instituições financeiras projetaram uma desaceleração significativa do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025.
Em fevereiro de 2025, algumas delas, como Bradesco e Tendências, já indicavam um cenário de "recessão técnica" no segundo semestre, com duas quedas consecutivas do PIB. Em setembro de 2025, o Ministério da Fazenda revisou sua projeção de crescimento do PIB para 2025 de 2,5% para 2,3%”.
Ao invés de buscar o equilíbrio das contas públicas cortando os gastos, Lula tenta se equilibrar buscando mais e mais arrecadação através de uma carga tributária na casa dos 33% do PIB, já excessiva para um país de renda média.
A tarefa de governar é cada vez mais difícil pois a agenda petista é francamente minoritária no Congresso. Para piorar, a dívida pública, que subiu de 71,7% para 77,5% do PIB neste terceiro mandato, está em níveis proibitivos para um país emergente e já demanda ajustes e reformas difíceis.
COP30
Neste sábado (11), a Folha de S.Paulo publica informações atualizadas sobre a COP30:
“A exatos 30 dias do início da COP30, a quantidade de delegações com hospedagem garantida em Belém é insuficiente para validar as decisões da primeira conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas a ser realizada no Brasil.
O governo federal afirma que 87 países têm reservas na cidade. O número, divulgado desde a última terça-feira (7), é o mesmo que havia sido informado em 24 de setembro. Não houve registro de novas confirmações nas últimas duas semanas.
Outras 90 nações estão em processo de negociação por hospedagem e ainda não têm um lugar definido na capital do Pará, segundo as estimativas da Casa Civil.
A convenção do clima da ONU, conhecida como UNFCCC, é formada por 198 partes (197 Estados mais a União Europeia) e exige a presença de ao menos dois terços dos membros, ou 132 delegações, para legitimar qualquer decisão nas cúpulas.”
Já o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, reconheceu que a apresentação de poucas NDCs (são uma obrigação do Acordo de Paris —tratado de redução de emissões de CO² assinado por quase 200 países) terão forte impacto na cúpula do clima. O prazo para essa entrega era fevereiro deste ano, mas quase nenhuma nação o fez. Por isso, o prazo foi adiado para setembro, mas apenas 56 nações o fizeram.
Várias:
- Artigo assinado por Silvia Mashura (Presidente da Embrapa; Pedro Abel Vieira (esquisador da Embrapa; Antônio Marcio Buainain (Professor do Instituto de Economia da Unicamp e Otavio Valentim Balsadi (Pesquisador da Embrapa) e publicado no jornal O Estado de S.Paulo (8) traz importante contribuição sobre o futuro da mão-de-obra no agro brasileiro:
- “...Verifica-se no Sul do País o retorno de filhos de pequenos agricultores, qualificados e adaptados à vida urbana, às propriedades familiares. Esse movimento, motivado pela valorização do equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, introduz novas práticas de gestão e tende a influenciar também médios e grandes produtores.
- Nesse contexto, a qualificação profissional é decisiva. O Brasil forma um grande contingente de trabalhadores com ensino superior, mas investe pouco no ensino médio técnico-profissionalizante, que poderia responder de maneira mais imediata às necessidades da agricultura digitalizada.
- Um sistema educacional mais próximo das demandas reais do setor permitiria preparar técnicos especializados em automação, operação de máquinas e integração de ferramentas digitais. Sem essa adequação, o avanço tecnológico corre o risco de ser limitado pela falta de mão de obra capacitada.
- O futuro da agricultura brasileira será definido por este duplo movimento: de um lado, a incorporação acelerada de tecnologias que ampliam eficiência, competitividade e sustentabilidade; de outro, a necessidade de alinhar valores e expectativas de novas gerações.
- A mecanização e a digitalização já se expandem, enquanto jovens preparados retornam ao campo trazendo novas formas de gestão e organização do trabalho. O resultado esperado é uma agricultura mais inovadora e eficiente, capaz de integrar tecnologia, gestão e pessoas, garantindo competitividade e oportunidades às próximas gerações no meio rural”
- O mês de setembro marcou um recorde para o valor das exportações do agronegócio no Brasil. Foram US$ 14,95 bilhões, alta de 6,1% na comparação com setembro de 2024, e o maior faturamento para o período desde o início da série histórica do Ministério da Agricultura.
- De acordo com a Pasta, o agro respondeu por 49% de todas as exportações brasileiras no mês. O avanço foi sustentado, sobretudo, pelo aumento dos volumes embarcados (+7,4%), em um cenário de leve recuo dos preços médios internacionais (-1,1%).
- No acumulado do ano, as exportações brasileiras do agronegócio registraram incremento de 0,7%, com US$ 126,6 bilhões. As importações, por sua vez, cresceram 7,3% no mês de setembro e de 5,4% no acumulado do ano.
- Passagem a R$ 8.000 faz governo cancelar evento pré-COP30 que apresentaria 'gigante amazônico' ao mundo. Missão com diplomatas estrangeiros seria destinada à divulgação de ações de manejo do pirarucu na Amazônia. Mais de dez países chegaram a ser convidados, mas custo alto de transporte afastou interessados.
- Maioria avalia que direita representa melhor patriotismo, diz pesquisa Quaest. Para 44%, são os conservadores que simbolizam esse valor, contra 28% que apontam a esquerda. Número aumenta para 50% entre os homens e cai para 39% entre as mulheres.
- Outros 28% apontam para os políticos esquerda, enquanto 12% afirmaram que nenhum dos dois espectros. Já outros 16% não souberam ou não quiseram responder. A pesquisa, realizada entre 2 e 5 de outubro, entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de 2%.
- Matéria publicada na edição de ontem (12) no jornal The New York Times traz a seguinte informação: “Maduro ofereceu aos EUA participação em riquezas da Venezuela para evitar conflito. Gesto foi feito na esperança de acabar com o confronto entre os países. Oferta era para abrir todos os projetos de petróleo e ouro existentes e futuros para empresas americanas
- Rezemos para que outros presidentes e/ou ditadores esquerdistas não sigam Maduro em suas tentativas de negociações com o presidente Donald Trump dos Estados Unidos... (Paulo Junqueira é produtor rural e advogado, presidente do Sindicato Rural e da Associação Rural de Ribeirão Preto e da Assovale – Associação Rural Vale do Rio Pardo; 13/10/25)

