18/09/2026

Ninguém aguenta mais tanta desfaçatez e corrupção – Por Ronaldo Knack

Ninguém aguenta mais tanta desfaçatez e corrupção – Por Ronaldo Knack

A primeira-dama Janja e o presidente Luiz Inácio envergonham os brasileiros. Foto Ricardo Stuckert/PR

“Com menos um voto esperado a favor da investigação, a sessão foi dominada pelo quarteto da impunidade —o próprio Moraes, que, a exemplo de Dias Toffoli, deveria ter declarado sua suspeição, Flávio Dino, responsável pelo pedido de vista, Gilmar e Zanin.

Sem nenhum vestígio de escrúpulo ou constrangimento, o grupo exibiu à nação um vasto repertório de chicanas regimentais, verborragia bacharelesca e, quando necessário, provocações grosseiras. Fachin, cuja autoridade foi questionada desde o início, serviu ao papel de tirar das sombras do tribunal a atuação dos que defendem o indefensável” – Editorial Folha de S.Paulo, 17/9/26

 

“Quanto à eleição, neste momento os riscos de danos continuam maiores para Luiz Inácio Lula da Silva, a depender do tamanho da sujeira que possa ser descoberta sobre outros ministros do STF.

A comoção contra o "sistema" favorece Flávio Bolsonaro. A maioria larga dos revoltados antissistêmicos já vota no candidato das direitas e da extrema direita. No entanto, o resultado da batalha desta terça vai passar a impressão ou certeza de chicana, oportunismo, diversionismo e cinismo no STF, em especial por causa de Moraes.

Os nem-nem, que em 2022 estiveram com Lula contra Bolsonaro, podem debandar. A tendência já está evidente entre pessoas mais públicas do minúsculo centro. Pode ser o caminho desse grupo inteiro” - Vinicius Torres Freire, Folha de S.Paulo, 15/9/26

 

“Por Flávio Dino, ficamos sabendo que o judiciário nunca teve tantos casos de corrupção. Ficamos sabendo também que as carreiras de Vossas Excelências dependem do controle que tenham sobre qual pedaço da Polícia Federal, especialmente se for para atacar os que consideram inimigos, como deixou claro o comportamento de Alexandre de Moraes.

“Ficamos sabendo que o presidente da Corte, Edson Fachin, não conhece os ritos, ou os desrespeita, ou nem sabe muito bem o que faz, segundo Gilmar Mendes.

Gilmar chamou André Mendonça ao vivo e a cores de mafioso, leviano, irresponsável e capaz de qualquer desfaçatez, um comportamento grosseiro que audiências em geral rejeitam” – William Waack, CNN Brasil, 15/9/26

 

“O Supremo Tribunal Federal (STF) se desmoralizou perante a Nação de um jeito que nem o mais obstinado de seus detratores poderia desejar. Ao fim de uma longa sessão, marcada por bate-bocas, ofensas e graves acusações entre alguns ministros, a Corte encerrou o dia no ponto exato em que começou, vale dizer, sem decidir sobre a abertura de investigação do ministro Alexandre de Moraes pela suposta consultoria que ele teria prestado ao banqueiro vigarista Daniel Vorcaro.

Foi uma vitória, muito bem arquitetada, da turma chicaneira pró-Moraes e contra a sociedade, personificada pelos ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Flávio Dino, além do indigitado” – Editorial O Estado de S.Paulo, 16/9/26

 

“A sessão extraordinária do STF realizada nesta última 3ª feira (15) foi amplamente classificada por integrantes da própria Corte, juristas e pela imprensa como um dos momentos mais degradantes e tensos da história recente do tribunal. Embora adjetivar um evento histórico como “o pior” dependa da perspectiva de cada analista, um ministro de longa trajetória na Corte definiu o episódio categoricamente como “o pior dia da história do Supremo” em conversas de bastidores.

O julgamento inédito, convocado para analisar a validade processual de investigações ligadas ao Caso Banco Master e o suposto envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, resultou em um embate que expôs uma profunda fratura institucional na Corte” – IA Google

 

Para quem esperava uma sessão do Supremo Tribunal de Federal – STF pautada pelos princípios constitucionais acabou ficando horrorizado com o comportamento de ministros da Suprema Corte que conseguiram, a seus modos, repetir a excrescência e a falta de civilidade que também temos visto no no desgoverno Lula e também no Senado e na Câmara Federal.

 

O dia 15 de setembro de 2026 ficará na história e na triste memória dos brasileiros como a data que marca o ápice das transgressões cometidas por ministros que envergonham, mancham e maculam a história do judiciário através de episódios de corrupção, decisões controversas e condutas inadequadas.

 

O comportamento de Edson Fachin pode ser comparado ao de um presidente frouxo, fraco, indeciso, sem autoridade ou facilmente influenciável. Desde o início sucumbiu à estratégia delineada pelo “quarteto da impunidade” (Editorial Folha de S.Paulo, 17/9/26) formado por Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. E deu no que deu, um espetáculo horroroso que está sendo considerado o pior já promovido na mais alta corte brasileira.

 

Flávio Dino antes de ser nomeado por Lula (sempre ele...) para o STF, foi governador do Estado do Maranhão e também ministro da Justiça. Governou o Estado que mantém o vergonhoso menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. De acordo com os relatórios e atualizações mais recentes das Nações Unidas (PNUD), o Estado ocupa a última posição no ranking das unidades federativas do país.

 

O Maranhão também figura entre os Estados com os índices de criminalidade mais elevados do Brasil, ocupando o 6º lugar nacional em taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI) e a 1ª posição em roubos e furtos de celulares por habitante de acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.  

Alexandre de Moraes é alvo de denúncias e acusações que intensificaram-se significativamente nos últimos anos, dividindo-se entre escândalos recentes envolvendo crimes financeiros, o uso fora de rito de estruturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e acusações de abusos processuais. Gilmar Mendes

acumula ao longo de sua trajetória diversas representações e contestações públicas de suspeição, pedidos de impeachment protocolados no Senado e denúncias veiculadas pela imprensa.

 

Na sessão da última 3ª feira, mais uma vez se mostrou mal educado, grosseiro, truculento. Ele tem sido frequentemente acusado por associações de magistrados e membros do Ministério Público de violar a Lei Orgânica da Magistratura (Loman) ao emitir fortes opiniões fora dos autos sobre processos em andamento e desferir duras críticas públicas a outros poderes ou a operações judiciais.

 

Já Zanin chegou ao STF por indicação do presidente Luiz Inácio, do qual foi advogado no rumoroso e espetaculoso caso amplamente reconhecido por autoridades internacionais como um dos maiores escândalos de corrupção e suborno do planeta. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ), por exemplo, classificou o esquema da construtora Odebrecht (revelado pela Lava Jato) como o maior caso de suborno internacional da história em termos de valores distribuídos.

 

E, mais: Em uma votação global promovida pela ONG Transparência Internacional, o escândalo da Petrobras investigado na operação foi eleito o segundo maior caso de corrupção do mundo, ficando atrás apenas dos desvios atribuídos ao ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovych. Leia abaixo “Fachin e a Lava Jato”.

 

O que é preciso para acabar com a corrupção e a impunidade

 

Faltam 16 dias para o 1º turno das Eleições 2026 que serão realizadas no dia 4 de outubro e que definirão quem vai governar o Brasil no âmbito da Presidência da República, governos de Estados e definindo os nomes dos novos senadores, deputados federais e estaduais. Não basta por fim ao tenebroso ciclo de governos do PT, que foram marcados por denúncias de corrupção que mergulharam o Brasil nos principais índices globais de desenvolvimento social, econômico e tecnológico.

 

Lula tenta chegar ao seu 4º mandato sem ter cumprido nenhuma promessa de campanha. Não formou nenhum sucessor e tem suas digitais nos principais escândalos envolvendo as gestões petistas. É gritante o atraso que impôs ao País em todos os setores, à exceção do agronegócio que cresceu e se tornou forte apesar do empenho do desgoverno em minar este que é o principal setor da economia brasileira.

 

O agro “verde-amarelo” representa cerca de 1/4 da economia brasileira, metade das exportações e mais de um quarto dos empregos gerados no país e movimenta cerca de R$ 3,2 trilhões, o que correspondeu a 25,13% do PIB brasileiro. O setor responde por cerca de 50% de tudo o que o Brasil exporta para o mundo.

 

Em meses de pico de escoamento de safra, essa fatia supera ligeiramente a metade das vendas externas totais e o setor atingiu a marca histórica de US$ 169,2 bilhões faturados em exportações. Em termos de geração de empregos vale ressaltar que o setor emprega 26,3% de todos os trabalhadores ocupados no Brasil oferecendo salários e condições dignas de trabalho.

 

Os brasileiros que defendem valores como “Deus, Pátria, Família e Liberdade" precisam arregimentar votos para a renovação do Senado Federal o que permitirá abrir processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Também precisam se empenhar em renovar os quadros da Câmara Federal e das Assembleias Legislativas, bem como dos governos estaduais excluindo detentores dos cargos eletivos aqueles que defendem e se identificam com a “velha política”.

 

Devem ainda rechaçar os maus políticos e aloprados alinhados à direita do sistema que carregam os mesmos defeitos e métodos usados e aplicados por seus detratores. Não há mais tempo e muito menos espaço para que estes “vira-casacas” ocupem o espaço e seus cargos em favor de interesses próprios e escusos em detrimento do bem maior da nação brasileira.

 

Fachin e a Lava Jato

 

Analistas políticos usaram metáforas fortes quando, em março de 2021, Fachin (então relator da Lava Jato) decidiu individualmente anular as condenações de Lula sob a justificativa de que a 13ª Vara Federal de Curitiba era incompetente para julgar os casos. Essa decisão devolveu os direitos políticos a Lula, permitindo que ele se candidatasse.

 

Fachin atuou como relator da Operação Lava Jato no STF, o que à época gerou críticas de políticos de esquerda. Anos depois, também anulou condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por entender que a Vara de Curitiba não era o foro correto.

 

A estratégia jurídica do ministro Edson Fachin para anular as condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva baseou-se na declaração de incompetência territorial e de matéria da 13ª Vara Federal de Curitiba. Em março de 2021, Fachin acolheu um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Lula e determinou que os casos do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula fossem enviados para a Justiça Federal do Distrito Federal.

 

Vale lembrar que os processos foram abertos na 13ª Vara Federal de Curitiba sob a condução do então juiz Sergio Moro. Em segunda instância as condenações iniciais foram revistas e confirmadas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).  Já em terceira instância a 5ª Turma do STJ analisou recursos e chegou a reduzir penas aplicadas anteriormente, mas manteve as condenações na época.

 

Anos depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou os processos e condenações por reconhecer a incompetência do juízo de Curitiba e a suspeição do magistrado. O STF anulou suas condenações anteriores, mas ele também não passou por um julgamento que declarasse sua inocência absoluta no mérito das acusações.

 

A gravidade da sessão é pautada por uma série de fatores inéditos e de forte impacto público:

 

Tire suas próprias conclusões sobre o desgoverno Lula

Falta de coerência: Ex-ministras do desgoverno Lula são rechaçadas em suas bases eleitorais e tentam se eleger por eleitores paulistas.

 

O partido de Simone Tebet, o PSB, elegeu no Estado do Mato Grosso do Sul apenas um prefeito nas eleições de 2024. Já o partido de Marina Silva, a Rede Sustentabilidade, não elegeu nenhum prefeito no Estado do Acre nas últimas eleições.

 

Na campanha presidencial de 2022 Simone Tebet afirmou publicamente em debates e sabatinas que Lula havia sido o “grande orquestrador” ou “mentor"” do esquema de corrupção conhecido como “Petrolão”. Depois virou sua ministra do Planejamento.

 

Já Marina Silva, na mesma campanha de 2022, durante sabatinas e entrevistas naquele ano foi categórica e declarou que considerava Lula “corrupto”. Ela afirmou explicitamente que ele estava “sendo punido por graves crimes de corrupção”. Depois virou sua ministra do Meio Ambiente.

Imagens Redes Sociais

 

(Ronaldo Knack é Jornalista e bacharel em Administração de Empresas e Direito. É também fundador e editor do Brasilagro, o 1º canal de mídia digital focado no agronegócio; 18/9/26)