02/09/2025

O agro do Brasil está solidário com Bolsonaro e contra Lula e o “sistema”

O agro do Brasil está solidário com Bolsonaro e contra Lula e o “sistema”

Imagem Reprodução Blog Jornal de Alagoas

Por Paulo Junqueira

 

A nação brasileira está assombrada e assustada mas não acuada e muito menos desesperançada ou amedrontada face ao terror imposto ao ex-presidente Jair Bolsonaro e atingindo duramente sua família. Deixemos para a mídia séria e honesta a análise do processo que começa a ser julgado a partir de hoje (2) pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal. É flagrante e inegável que no pedido de condenação da PGR aos réus do suposto golpe há suposições, fatos não confirmados e inconsistências. Não há nenhuma configuração de “crime” que possa ter sido cometido por Bolsonaro.

 

Disparates têm ocorrido quase que diariamente. Exemplo disto, ocorreu em 24 de abril deste ano, quando o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que Jair Bolsonaro fosse intimado para apresentar defesa de um suposto plano de golpe de Estado, em 2022. Uma oficial de justiça intimou o ex-presidente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, onde ele se recuperava de uma delicada cirurgia que demorou 12 horas.

 

Ao mesmo tempo, causa espanto e pavor a postura da Polícia Federal que se tornou uma espécie de “Gestapo” do governo Lula e do sistema. A “Geheime Staatspolizei” era a polícia secreta oficial da Alemanha Nazista e foi estrategicamente responsável em divulgar mentiras sobre as atividades do sanguinário ditador Adolf Hitler para conseguir justificar e/ou esconder as barbaridades cometidas pelo regime nazista.

 

A Polícia Federal descumpre suas funções e seus agentes cometem crimes ao vazarem os sigilos bancários e telefônicos de seus investigados. A legislação brasileira, especialmente a Lei Complementar nº 105/2001, estabelece regras rígidas para a proteção dessas informações. E o sigilo telefônico é um direito fundamental que garante a inviolabilidade das comunicações.

 

No entanto, descaradamente e impunemente, os sigilos do ex-presidente Jair Bolsonaro têm sido violados e divulgados pela mídia graças aos vazamentos feitos pela Polícia Federal.

 

Outro exemplo da arbitrariedade cometida pela Polícia Federal, comandada por Andrei Augusto Passos Rodrigues, foi encaminhar pedido à Procuradoria Geral da República para colocar agentes dentro da residência da família de Jair Bolsonaro. O pedido foi instado pelo ministro Alexandre de Moraes que apontou risco de fuga e monitoramento em tempo integral do ex-presidente.

 

A PGR negou o pedido mas exigiu controle “quanto à parte da área descoberta da propriedade, que apresenta maior exposição ao risco referido pela autoridade policial”

 

Neste momento há 235 mil brasileiros em prisão domiciliar, segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais – Senappen. Mas não há um caso sequer semelhante ao imposto à família Bolsonaro a partir do pedido da PF à PGR para colocar agentes dentro da residência. O pedido, negado, acabou redundando em vigília de agentes da Polícia Penal na residência da família.

 

A condenação de Bolsonaro mudará os rumos do país? O Brasil deixará de ser um pária internacional com Bolsonaro preso?

As contas públicas ficarão em ordem no dia seguinte à prisão? O lulopetismo deixará de apoiar o Hamas, o Irã, Cuba e Venezuela se Bolsonaro for preso? Os velhinhos aposentados terão seu dinheiro de volta? A taxa de juros vai baixar com Bolsonaro preso?

 

Além da nossa solidariedade com total e irrestrito apoio ao ex-presidente Bolsonaro e à sua família, estamos todos convocados para mostrar ao Brasil e ao mundo que a nossa bandeira jamais será vermelha. Neste próximo domingo (7), em cada canto e rincão deste nosso maravilhoso País, os brasileiros de verdade estarão vestindo verde-amarelo e ostentando em paz e fé a nossa bandeira que simboliza valores supremos como a pátria, a família, Deus e a liberdade e defendendo Deus acima de tudo e Brasil acima de todos!

 

Agro é duramente atingido pela inação do governo Lula

 

A falta de coragem do presidente Lula em dialogar com o presidente Donald Trump dos Estados Unidos já traz impactos assustadores ao agronegócio brasileiro e principalmente ao paulista. Ao invés de agir em nome do Brasil e dos brasileiros, Lula prefere, bem ao seu velho e já conhecido estilo, verberar seus opositores que seriam, na sua ótica narcisista, os únicos responsáveis.

 

Ao tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, fechando seus mercados para produtos tradicionalmente e historicamente produzidos aqui no Brasil e exportados para aquele mercado, somam-se duas questões emblemáticas que pioram as perspectivas para os produtores rurais brasileiros.

 

A primeira, envolve o Banco Central dirigido por profissionais indicados pelo presidente Lula, que impõe uma das maiores taxas de juros do planeta. A queda de investimentos na produção rural é assustadora e compromete não apenas as exportações mas atinge duramente o crescimento da economia nacional

 

A outra, que se soma à alta dos juros, são as condições climáticas, ignoradas solenemente pelos ministros Carlos Favaro (Agricultura) e Marina Silva (Meio Ambiente):

 

“Detalhes da previsão da cana-de-açúcar para 2025/26: 

 

A área total de cana-de-açúcar a ser colhida deve diminuir 2,6%, alcançando 7,95 milhões de hectares. Produtores de cana, entretanto, garantem que a quebra será bem maior.

 

A moagem estimada é de 593,3 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 4,6% em comparação com a safra anterior.

 

A pureza do caldo, medida pelo ATR, também apresenta deterioração, atingindo 81%, o menor patamar em três anos” - BrasilAgro

 

“A colheita de café 2025 na região da Alta Mogiana, em São Paulo, está chegando ao fim com um saldo preocupante para os produtores. Um cenário climático desfavorável, marcado por longos períodos de estiagem e temperaturas elevadas, resultou em uma quebra de produtividade que, para muitos produtores, chegou a 20 ou 30% em relação às expectativas iniciais” – BrasilAgro, 2/2/25) 

 

“A quebra de produção prevista para o setor de laranja do Estado de São Paulo na safra 2025/26 é de 20%, com um aumento de 2,2 pontos percentuais em relação à safra anterior” – Fundecitrus

 

“Agroindústria tem o pior mês de junho desde 2019. Ao comparar os meses de junho de 2025 e 2024, volume de produção agroindustrial recuou 5,3%” – FGVAgro

 

Sopro de esperança no Consecana

 

A reunião do Consecana - Conselho dos Produtores de Cana de Açúcar, Açúcar e Etanol do Estado de São Paulo agendada para o próximo dia 11 de setembro pode ser antecedida por um acordo entre os usineiros paulistas (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia – Única) e fornecedores de cana-de-açúcar (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil – Orplana).

 

Informações colhidas junto a Associação Rural Vale do Rio Pardo – Assovale e do presidente da Orplana Gustavo Rattes Castro, dão conta que o secretário Guilherme Piai, da Agricultura e do Abastecimento do Estado de São Paulo, já manifestou sua disposição em mediar os interesses de ambas as partes envolvidas numa discussão que já se arrasta há meses e que coloca em jogo a harmonia de um dos setores mais dinâmicos e estratégicos da economia paulista e brasileira.

 

(Paulo Junqueira é advogado e produtor rural. É também presidente do Sindicato e Associação Rural de Ribeirão Preto e da Assovale – Associação Rural Vale  do Rio Pardo; 2/9/25)