O legado da competência – Por Camilo Calandreli
Existe uma divisão clara na vida pública: a política que busca o aplauso fácil e a política que entrega transformações reais. Enquanto a primeira se alimenta do barulho das redes sociais, a segunda trabalha em silêncio para mudar a vida das pessoas. O Brasil cansou dos palanques vazios. O país tem pressa por resultados.
A recente entrega do Título de Cidadão Honorário de Barretos a Guilherme Piai não foi apenas uma homenagem formal. Foi o reconhecimento prático de um modelo de gestão que faz falta ao país. Ex-secretário de Agricultura de São Paulo e atual Embaixador do Cooperativismo Paulista, Piai provou que a eficiência administrativa vale muito mais do que o espetáculo digital.
Sua passagem pela Secretaria da Agricultura deixou marcas evidentes. Sob seu comando, Barretos recebeu mais de R$ 2 milhões em crédito rural — recursos que se transformaram em modernização, novos empregos e fortalecimento direto para quem produz. Isso não é promessa; é dado concreto. É o reflexo de uma gestão que entende que o papel do Estado é apoiar quem trabalha, e não criar entraves.
Infelizmente, o Brasil vive uma inversão de valores, onde o barulho muitas vezes substituiu o currículo. Multiplicam-se figuras públicas cuja única habilidade é gerar indignação diária. O conhecimento técnico foi escanteiado pelo improviso. Mas governar um estado ou um país exige maturidade, preparo intelectual e capacidade de execução. Entregar o destino de uma população a amadores é um luxo que não podemos mais nos dar.
São Paulo é a prova de que a seriedade funciona. O agronegócio paulista é uma potência global, e liderar essa estrutura exige pulso firme e visão estratégica. Foi exatamente o que Guilherme Piai fez: desburocratizou processos, impulsionou o cooperativismo e colocou a tecnologia a serviço do campo. Ele substituiu o personalismo pela entrega.
A homenagem em Barretos carrega um simbolismo profundo para o momento atual do Brasil. Ela resgata o valor da excelência. O futuro da nossa nação não pertence aos profissionais do oportunismo, mas sim aos gestores preparados, tecnicamente inquestionáveis e comprometidos com soluções de verdade.
Guilherme Piai mostrou o caminho. O Brasil precisa, urgentemente, voltar a premiar a competência.
Sobre o Autor:
Camilo Calandreli é vereador em Ribeirão Preto, gestor cultural especializado em Gestão Pública e Museologia, ex-Secretário Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura no Governo Bolsonaro, autor de livros como:
- Um Breve Ensaio Sobre a Cultura no Brasil;
- Um Breve Ensaio Sobre a Agricultura no Brasil;
- Os Cinco Atributos do Cristão na Edificação de Uma Nação.
Graduado pela ECA-USP, pós-graduado em Administração e Gestão Pública Cultural (UFRGS), pós-graduação em Gestão Pública, Chefia de Gabinete e Assessoria Parlamentar (PUCRS), Gestão Cultural e Museológica (Universidad Miguel de Cervantes – Sevilla), além de MBA em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública (ESG/Instituto Venturo) e pós-graduação em Desenvolvimento Nacional, Política e Liderança (ESD). Atuou no Congresso Nacional (2021–2024) no Gabinete da Deputada Federal Carla Zambelli e, na Assembleia Legislativa de São Paulo (2025-26) no gabinete do Deputado Estadual SP Lucas Bove; 31/7/26

