O pânico do “sistema” e a inevitável ascensão de Flávio Bolsonaro
Foto Ricardo Moraes-Reuters
Por Paula Sousa
O Brasil vive um momento extremamente curioso. Se você abrir os grandes portais ou ligar a TV, verá um esforço coordenado, quase artístico, para convencer o público de que a direita está morta, enterrada e que o bolsonarismo é apenas um fantasma do passado. Mas basta olhar para as pesquisas — sim, até para aquelas encomendadas pelos “amigos do Rei” — para perceber que o sistema não está apenas preocupado; ele está em absoluto estado de pânico. A indicação de Flávio Bolsonaro para a presidência em 2026 caiu como uma granada no colo do establishment, e o barulho do estilhaço ainda está ecoando nos corredores de Brasília.
A narrativa que tentam empurrar é a de que Flávio não tem o carisma do pai, que o Centrão vai abandoná-lo e que o "mito" foi neutralizado por condenações que mais parecem roteiro de novela de baixo orçamento. Mas a realidade insiste em ser teimosa. A verdade é que o bolsonarismo não é um CPF, é um sentimento nacional. E Flávio Bolsonaro, com a bênção do pai e a força de um movimento que sobreviveu a facadas, perseguições e censura, está consolidando o que o sistema mais temia: a continuidade do projeto antissistema com uma cara mais moderada, mas com o mesmo exército de votos por trás.
A imprensa e o Centrão: O teatro do desespero
O primeiro sinal de que a candidatura de Flávio é uma ameaça real vem do comportamento da imprensa tradicional. É engraçado observar colunistas como Malu Gaspar ou Eliane Cantanhêde tentando, a todo custo, plantar a semente da discórdia entre o PL de Valdemar da Costa Neto e a família Bolsonaro. O discurso é sempre o mesmo: "O Centrão prefere o Tarcísio", "O Centrão não gosta do Flávio", "O Centrão vai trair".
Vamos colocar os pingos nos is com um pouco de realidade: o político profissional, aquele que habita o centrão, gosta de uma única coisa acima de tudo — votos. E onde estão os votos? Eles não estão na "terceira via" fabricada em escritórios de marketing na Faria Lima. Eles estão com o Bolsonaro. Valdemar da Costa Neto, que não tem nada de bobo, já entendeu o cálculo. O objetivo do PL é eleger 120 deputados e 20 senadores. E quem puxa os votos? É o nome Bolsonaro.
O sistema tenta vender o governador Tarcísio de Freitas como o "plano A" do establishment, porque o Tarcísio é visto como alguém mais palatável para quem quer manter o status quo. Mas o próprio Tarcísio, que é inteligente e leal, já deixou claro: ele não entra em dividida com os filhos do homem que o criou politicamente. A tentativa da imprensa de criar esse racha é pura torcida travestida de jornalismo. Eles querem o "genérico" porque têm pavor do "original".
A "morte" que nunca chega: A resiliência do Bolsonarismo
Enquanto isso, a esquerda intelectualizada se diverte em suas torres de marfim. Recentemente, vimos psicanalistas e "especialistas" decretando que "Bolsonaro morreu como herói político". É de uma soberba que beira o ridículo. Segundo esses gênios, o público de Bolsonaro gosta de virilidade, e agora que ele está fragilizado pela saúde e pelas condenações, o encanto teria quebrado.
O que esse pessoal não entende é que Bolsonaro não é forte porque é "imbrochável" ou "imorrível" no sentido literal. Ele é forte porque é visto como o único que teve coragem de enfrentar o monstro do sistema. O sistema bate nele, persegue, inventa crimes sobre joias, baleias e "minutas de golpe" que nunca existiram, e o povo vê tudo isso como o que realmente é: perseguição política.
Quanto mais o sistema usa o seu braço jurídico para tentar enterrar o líder da direita, mais ele o transforma em mártir. A "fragilidade" de Bolsonaro hoje é fruto de uma facada real e de uma perseguição institucional sem precedentes. E o brasileiro médio, que acorda cedo e sabe o que é ser oprimido por burocratas, se identifica com isso. A estratégia da esquerda de "eliminar" o Bolsonaro da vida pública falhou miseravelmente. Eles tiraram o jogador de campo, mas esqueceram que ele é o dono da bola e da torcida.
A bomba da pesquisa Quaest: Flávio é a realidade
Chegamos agora ao ponto que realmente tirou o sono do governo atual: a pesquisa Quaest divulgada em dezembro de 2025. Mesmo sendo feita por institutos que não escondem sua simpatia pelo atual ocupante do Planalto, os números são um balde de água gelada na "exentosfera".
Cenário de Direita (1º Turno) Intenção de Voto
Flávio Bolsonaro 23%
Tarcísio de Freitas 10%
Ratinho Júnior 10%
Os dados mostram que Flávio Bolsonaro já larga com o dobro das intenções de voto dos nomes que o Centrão e a mídia tentam empurrar. E detalhe: ele acabou de anunciar a candidatura! O potencial de crescimento é colossal à medida que a militância bolsonarista, que é a mais engajada do país, começar a rodar o motor.
O desespero da esquerda é evidente porque eles achavam que, sem Jair na urna, a direita se fragmentaria entre Zema, Caiado, Ratinho e Tarcísio. A pesquisa mostrou exatamente o contrário: o eleitor de direita não quer o "moderado de centro-esquerda" que o sistema oferece; ele quer o representante direto do bolsonarismo.
Flávio tem chances reais de vencer? A resposta curta é: sim.
No cenário de segundo turno, a pesquisa aponta uma diferença de cerca de 10 pontos para o Lula (46% a 36%). Para quem está no poder, com a máquina na mão, ter apenas 10 pontos de vantagem contra um candidato que acabou de ser lançado é um sinal de alerta vermelho. Especialmente quando lembramos do desastre que o governo Lula está fazendo na economia, com o País quebrado e o Centrão cobrando faturas que o governo não consegue pagar.
O futuro: O sistema vai ter que engolir
A tentativa de descredibilizar Flávio Bolsonaro vai aumentar. Espere mais manchetes negativas, mais processos requentados e mais tentativas de dizer que ele é "incapaz". Mas o povo já conhece o jogo. Flávio é mais moderado no tom que o pai, o que o torna uma ameaça ainda maior, pois ele consegue dialogar com setores que o Jair afastava, mantendo a base fiel.
O sistema está acuado. Eles tentaram matar o movimento com a caneta e o martelo, mas esqueceram que a democracia, por mais que tentem moldá-la, ainda depende do voto. E o voto hoje tem nome e sobrenome.
Não adianta tentar separar o que o povo uniu. O bolsonarismo não acabou com a inelegibilidade de Jair; ele apenas se transformou em uma força mais estratégica. Flávio Bolsonaro em 2026 não é apenas uma candidatura, é a resposta do Brasil ao sistema. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 18/12/2025)

