O silêncio dos poderosos também é corrupção – Por Rodrigo Simões
Presidente Lula da Silva; Imagem IA
O Brasil atravessa mais um daqueles momentos em que a indignação não cabe em discursos prontos nem em notas evasivas. A sociedade pede respostas claras, atitudes firmes e, sobretudo, coerência. Nesta edição, a coluna organiza fatos, perguntas e silêncios — em pílulas diretas, informativas e elegantes — porque o país cansou de versões sem explicação.
1) Banco Master e o maior escândalo da história
Chamam de “mais um caso”, mas o volume, os valores e as conexões exigem outro enquadramento. O episódio envolvendo o Banco Master reúne elementos que, se confirmados, apontam para um dos maiores escândalos já vistos no país. O mínimo que se espera é investigação profunda, transparência total e prestação de contas sem atalhos.
2) O povo brasileiro está cansado
Cansado de notas técnicas que não dizem nada. Cansado de versões contraditórias. Cansado de promessas de apuração que não avançam. O brasileiro quer respostas objetivas: quem autorizou, quem intermediou, quem se beneficiou e por quê.
3) As portas do poder e um contrato milionário
Quem abriu as portas do Governo Federal e do STF para um contrato de advocacia que se aproxima de R$ 130 milhões? A pergunta é simples e legítima. Em um Estado democrático, contratos dessa magnitude exigem luz total — do processo às justificativas.
4) O contrato de R$ 5 milhões e a ironia do “ninguém sabia”
Enquanto isso, vem à tona a informação de um contrato de R$ 5 milhões firmado pelo ex-ministro Lewandowski com o Banco Master. A reação institucional? Silêncio. A narrativa recorrente? “Ninguém sabia de nada.” A ironia é inevitável: na trajetória do poder, parece que sempre falta alguém que soubesse — e nunca sobra quem responda.
5) Por que não a CPMI do Banco Master?
Se há dúvidas, instaurar uma CPMI é o caminho natural. Então, por que não avançar? A resposta incomoda: políticos sem compromisso com a verdade evitam assinaturas, se escondem em manobras e não dão satisfação ao povo. Transparência não combina com sombras — e a velha política sabe disso.
6) O silêncio que grita
Chama atenção o silêncio ensurdecedor de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, dirigentes de classe e lideranças sindicais. Quem ocupa cargo público tem dever de se manifestar com clareza e responsabilidade. O silêncio, neste contexto, não é neutralidade — é omissão.
7) Chega de político morno
No Brasil de hoje, não há espaço para quem fica em cima do muro. A vida pública precisa ser varrida de práticas corruptas e de representantes que fogem do enfrentamento. É hora de cobrar deputados e senadores: vergonha na cara, dignidade no mandato e ação concreta. O país exige coerência — e ela precisa falar mais alto.
(Rodrigo Simões, Jornalista • Administrador de Empresas, Pós-graduado em Gerente de Cidades – FAAP, 2× Vereador por Ribeirão Preto • Presidente da Câmara (2017), Ex-Presidente da FUNTEC, Colunista – Brasil Agro, Apresentador do Podcast Clube do Povo)

