Oito ex-ministros de Lula sofrem derrota implacável e vexatória
Creditos Carlos Fávaro Imagem Antonio Araujo -Ministério da Agricultura, Simone Tebet , foto Instagram,- Marina Silva.- Fabio Rodrigues Pozzebom -Agência Brasil
Carlos Fávaro, ex-ministro da Agricultura, Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento e Maria Silva, ex-ministra do Meio Ambiente foram rechaçados pelos eleitores na tentativa de se elegerem senadores.
Nas eleições de 4 de outubro de 2026, pelo menos oito ex-ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva já foram confirmados como derrotados nas urnas no primeiro turno.
Os ex-ministros que não conseguiram se eleger até o momento são:
Disputa pelo Governo Estadual
- Fernando Haddad (ex-ministro da Fazenda): Concorreu ao governo do estado de São Paulo, mas foi derrotado no primeiro turno pelo atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
- Márcio França (ex-ministro do Empreendedorismo/Microempresa): Compôs a chapa como candidato a vice-governador junto a Fernando Haddad em São Paulo e também foi derrotado por Tarcísio de Freitas.
- Renan Filho (ex-ministro dos Transportes) não conseguiu se eleger governador do Estado de Alagoas pelo MDB.
Disputa pelo Senado Federal
- Simone Tebet (ex-ministra do Planejamento): Disputou uma vaga ao Senado por São Paulo e terminou a votação em terceiro lugar.
- Marina Silva (ex-ministra do Meio Ambiente): Também concorreu ao Senado por São Paulo na mesma chapa governista e terminou na quarta colocação. As duas vagas paulistas ficaram com Guilherme Derrite (Progressistas) e André do Prado (PL).
- Carlos Fávaro (ex-ministro da Agricultura): Tentava a reeleição para o Senado pelo Mato Grosso, mas terminou em quarto lugar. As vagas do estado foram preenchidas por Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL).
- Gleisi Hoffmann (ex-ministra da Casa Civil/Relações Institucionais): Tentou uma cadeira no Senado pelo Paraná, mas encerrou a disputa em quarto lugar. Os eleitos no estado foram Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo)
- Paulo Pimenta (ex-ministro Chefe da Secretaria de Comunicação Social) tentou se eleger senador pelo PT gaúcho (IA Google, 4/10/26)
Senadores eleitos não atingem quórum de 54 para formarem a “bancada do impeachment”

Foto IA Copilot
Os senadores favoráveis ao impeachment de ministros do STF não alcançaram o quórum necessário para destituir um magistrado após as eleições de 2026.
Embora o avanço de partidos de direita e centro-direita tenha impulsionado a chamada "bancada do impeachment" para cerca de 50 senadores na nova legislatura, esse total ainda é insuficiente para a aprovação definitiva do afastamento.
A situação jurídica e numérica funciona da seguinte forma:
O Quórum Necessário
· Condenação definitiva: Para destituir um ministro do STF por crime de responsabilidade, a Constituição Federal exige o voto de dois terços do Senado, o que equivale a 54 votos de um total de 81 parlamentares.
· Abertura do processo: Embora o grupo de 50 parlamentares consiga formar uma maioria simples (41 votos) para pautas internas, aprovar requerimentos ou eleger o presidente do Senado, eles ainda dependem de mais apoios para cassar uma toga.
Cenário Político pós-Eleições 2026
· Crescimento da oposição: Houve um recado claro das urnas com a vitória expressiva do Partido Liberal (PL) e aliados em diversos estados, o que deve elevar a pressão política e abrir caminho para debates sobre a reforma do Judiciário e a limitação de poderes da Suprema Corte.
· Fator Presidência do Senado: A instauração prática de qualquer processo de impeachment continua sendo uma prerrogativa exclusiva e inicial da Presidência do Senado Federal. Portanto, a eleição interna para a Mesa Diretora da Casa será o próximo passo decisivo para definir se esses pedidos serão desengavetados (IA Google, 4/10/26)

