PCC e CV como terroristas: O que Lula teme? – Por Paula Sousa
A esquerda perdeu o controle das ruas, das urnas e, acima de tudo, dos argumentos. O recente e estrondoso nocaute sofrido pelo governo federal não veio de Brasília, mas diretamente do Salão Oval em Washington. A canetada cirúrgica de Donald Trump, ao classificar oficialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas transnacionais, arrancou a máscara de bom mocinho do aparato governista e deixou a imprensa militante em absoluto estado de pane retórica.
O desespero nos corredores do Palácio do Planalto é tão palpável que a única reação possível da velha elite socialista tem sido o choro burocrático e o apelo ao "tapetão" judicial. Incapazes de convencer o cidadão comum de que o crime organizado deve ser tratado com diálogo e "paz e amor", partidos satélites como o PSOL e a Rede Sustentabilidade correram para o colo do Judiciário.
A intenção é clara: acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) para processar o senador Flávio Bolsonaro por suposto "atentado contra a soberania nacional". Sim, você leu certo. Na lógica retorcida da esquerda, defender o estrangulamento financeiro de traficantes internacionais é um crime contra a pátria, enquanto deixar as fronteiras abertas e as biqueiras funcionando parece ser o padrão de normalidade soberana deles.
O espantalho do caos e as mentiras desmascaradas
Para tentar estancar o sangramento político, a máquina de propaganda governista montou um festival de narrativas assustadoras, cada uma mais patética e descabida que a outra. Grandes jornais e emissoras alinhadas ao Planalto — que operam como assessoria de imprensa de criminosos de estimação — escalaram especialistas de crachá para profetizar o apocalipse econômico.
A primeira grande mentira foi a de que os Estados Unidos estão prestes a invadir a Amazônia ou promover operações militares secretas em solo brasileiro. O próprio jornalista José Luiz Datena, em entrevista na Rádio Nacional com o promotor Lincoln Gakiya do Gaeco de São Paulo, tentou emplacar a tese de que a CIA e forças especiais americanas violariam as fronteiras nacionais.
Essa narrativa ignora o fato básico de que os EUA possuem mais de oitenta grupos classificados como terroristas ao redor do mundo, incluindo em democracias consolidadas como a Espanha (com o antigo ETA) e a Irlanda (com o IRA), e nenhuma dessas nações jamais viu um tanque americano cruzar suas ruas por causa disso. O tratamento de Terrorista Global Especialmente Designado (SDGT) é financeiro, não militar. É asfixia de papel e caneta, não de fuzil.
Não satisfeitos, os portais vinculados à velha mídia tentaram assustar o cidadão comum afirmando que a medida afetaria o funcionamento do Pix e quebraria o sistema bancário nacional. O absurdo técnico dessa afirmação é digno de piada. O Departamento do Tesouro americano (OFAC) e o Federal Reserve não vão confiscar as economias do trabalhador brasileiro.
O mecanismo real funciona a médio e longo prazo: se um banco nacional insistir em lavar dinheiro ou manter contas abertas para laranjas e holdings em cascata ligados ao tráfico, ele será excluído do sistema internacional de compensação SWIFT. O que os bancos vão fazer? Obviamente, vão chutar os criminosos para fora e encerrar suas contas sumariamente para proteger a própria pele. A menos que o banco pertença diretamente à facção, o sistema financeiro legítimo sairá mais seguro e higienizado.
A última cartada do desespero retórico foi a tentativa de associar a classificação ao setor de combustíveis. A mídia tradicional correu para publicar manchetes alertando que o vínculo das facções com postos de gasolina elevaria o risco econômico do País, sugerindo que o preço do combustível dispararia por culpa da ação americana.
A verdade por trás desse malabarismo é puramente eleitoral: o governo federal sabe que está destruindo a economia com o aumento brutal de impostos sobre o consumo. Ao inflar esse espantalho, tenta criar um álibi antecipado. Quando a gasolina subir nas bombas devido ao apetite arrecadatório do Planalto, a narrativa oficial jogará a culpa na canetada de Washington e no lobby da oposição. O povo brasileiro, que não é bobo e sente o peso do imposto no bolso diariamente, não vai cair nessa armadilha psicológica infantil.
O verdadeiro medo e a relação cabulosa
O pânico que assombra a elite aristocrática socialista de Brasília não tem nada a ver com economia, mas sim com a perda do controle sobre o fluxo de informações. Durante anos, as investigações sobre o crime transnacional no Brasil ficaram engessadas por burocracias de cooperação bilateral lenta entre o FBI e as polícias locais, muitas vezes travadas por decisões políticas de gaveta.
Com o status oficial de terrorismo, as agências americanas de inteligência, como a CIA e a NSA, ganham total autonomia jurídica para monitorar, rastrear e congelar ativos internacionais sem precisar pedir licença ou passar pelo crivo de ministros camaradas no Brasil.
O que o Planalto realmente teme é o rastro de pólvora e dinheiro que essa devassa internacional pode expor. A história recente do País é repleta de episódios que demonstram uma relação, no mínimo, cabulosa e complacente da esquerda com o submundo do crime. É impossível esquecer as visitas de parentes de lideranças de facções a ministérios da Justiça em Brasília sob a atual gestão, ou os discursos inflamados que relativizam o roubo de celulares como um mero "deslize para tomar uma cervejinha".
Quando o governo federal prefere gastar energia criticando a punição de cartéis de drogas em vez de aplaudir a cooperação internacional, ele envia um sinal claro de onde estão suas lealdades profundas.
O cidadão de bem cansou da retórica jesuítica de que assaltantes, traficantes e latrocidas são "vítimas da sociedade". O romantismo sociológico da esquerda, que trata criminosos violentos com leniência enquanto persegue opositores políticos com rigor medieval, faliu completamente.
A indignação popular é respaldada por dados concretos: a pesquisa Genial/Quaest comprovou que nada menos que 73% do povo brasileiro apoia integralmente que o PCC e o Comando Vermelho sejam tratados legalmente como grupos terroristas.
A mesma pesquisa apontou que 57% dos entrevistados discordaram frontalmente das falas de Lula quando ele criticou operações policiais legítimas nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A mensagem das ruas é clara e direta: o Brasil real odeia o crime e exige ordem.
O DNA do tapetão e os verdadeiros golpistas
Como a esquerda não consegue mais vencer no campo das ideias e nem conquistar corações e mentes na sociedade civil, ela recorre à sua ferramenta favorita: o uso político do aparato judicial. O deputado Lindbergh Farias e a bancada do PSOL demonstraram que o DNA da esquerda brasileira é a trapaça institucional.
Diante do avanço avassalador da oposição, correram para pedir que o ministro Alexandre de Moraes inclua Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em inquéritos de obstrução de justiça, baseados no absurdo argumento de que fazer o direito de petição junto a autoridades estrangeiras seria um ato criminoso.
O direito de petição é garantido a qualquer cidadão ou parlamentar. Curiosamente, quando partidos de esquerda acionavam o Tribunal Penal Internacional de Haia para perseguir o governo anterior, a mídia aplaudia o ato como "defesa dos direitos humanos". Agora, quando a direita apresenta argumentos técnicos sólidos em Washington e expõe as vísceras do crime organizado, a mesma imprensa classifica a atitude como "lobby agressivo contra a soberania". A hipocrisia não tem limites.
As decisões casuísticas que tentam moldar o cenário político na marra estão destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. O contraste é gritante nos prazos processuais: enquanto uma ação típica de inelegibilidade na Justiça Eleitoral — como a que envolve o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro — leva cerca de quatro anos para ser julgada (de 2022 a 2026), o processo que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível correu a um toque de caixa escandaloso de apenas seis meses em 2023.
Essa pressa artificial e a posterior prisão de lideranças sob a narrativa de um suposto golpe de Estado sem pé nem cabeça — afinal, que tipo de golpista espera deixar a presidência e o comando das Forças Armadas para tentar algo oito dias depois, sem armas e sem apoio militar? — provam que o aparato estatal está sendo usado para fazer política, não justiça. Os verdadeiros golpistas são aqueles que pesam o dedo na balança institucional para impedir o povo de escolher seus representantes legítimos.
Flávio Bolsonaro e o tabuleiro de 2026
O cenário político atual colocou em evidência o papel estratégico desempenhado pelo senador Flávio Bolsonaro. Enquanto o atual governo passou mais de vinte anos distribuindo dinheiro público para ditaduras falidas na América Latina através do BNDES e afundando a segurança pública em reuniões de comissão inócuas, Flávio conseguiu, em uma única agenda estratégica com Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio, desferir o golpe mais contundente da história contra a estrutura financeira do crime organizado no Brasil.
Ele demonstrou pragmatismo e visão geopolítica ao alinhar o interesse de segurança nacional dos Estados Unidos com a necessidade urgente de limpeza institucional no território brasileiro.
A reação desesperada da esquerda ao tentar cassar seus direitos políticos ou criar narrativas como o "caso Vorcaro" — que o próprio eleitorado já percebeu ser uma cortina de fumaça irrelevante — reflete o medo de enfrentar a direita nas urnas de forma limpa. A oposição já articula em Washington a retomada das sanções da Lei Magnitsky contra magistrados ativistas no Brasil.
Se antes o establishment achava que estava seguro, agora a situação mudou drasticamente: o isolamento internacional bate à porta e os bancos não vão afundar juntos para proteger o projeto pessoal de poder de nenhum juiz de Brasília. Como diz o ditado popular, o poder dura um tempo, mas depois acaba, e a elite aristocrática socialista precisa aprender a trabalhar com outra coisa.
As eleições presidenciais que se aproximam não serão uma disputa comum entre partidos ou plataformas econômicas triviais. O tabuleiro político foi limpo e redesenhado pelas próprias circunstâncias. A narrativa de "Lula contra a oposição" ficou no passado.
O embate que definirá o futuro da nação será um épico divisor de águas de contornos morais inequívocos: de um lado, os criminosos, os corruptos, os defensores de bandidos e a burocracia que usa o tapetão judicial para sobreviver; do outro lado, o povo de bem, os trabalhadores honestos e a parcela da sociedade que exige o cumprimento da lei e a punição severa do crime.
O oxigênio financeiro do socialismo latino-americano está sendo cortado na fonte, as mentiras esfarrapadas do Planalto perderam o prazo de validade e o Brasil caminha firme e a passos largos em direção à liberdade e à ordem. A nova era começou e o petismo ficou para trás (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 1/6/2026)

