Pela 1ª vez em 500 anos alguém é preso no Brasil por “tentativa de golpe”

Foto Freepik
“...a firmeza da responsabilização, sobretudo vinda do Poder Judiciário, não elide a necessidade de autocontenção. É justamente aqui que nos vemos no dever de destacar que o encerramento formal da ação penal... não esconde sua zona de sombra.
Como este jornal apontou seguidas vezes, o processo foi permeado por decisões que excederam as fronteiras de competência, de colegialidade e de proporcionalidade das penas em relação às condutas típicas. A alta concentração de poder no ministro relator, Alexandre de Moraes, ainda criou o ambiente em que a resposta ao golpismo por vezes se deu por meio de práticas que, em circunstâncias ordinárias, seriam frontalmente repudiadas.
O Supremo, escorado na gravidade do momento, abriu exceções que tisnaram princípios basilares do próprio Estado de Direito que diz defender.
Não foram poucas as decisões da Corte no curso desse processo que alimentaram a desconfiança de uma parcela expressiva da sociedade – e da qual fazem parte cidadãos sem a mínima afinidade com o extremismo bolsonarista.
Houve censura prévia, banimento de contas em redes sociais e prolongamento indefinido de inquéritos opacos e imprecisos, além de decisões monocráticas de impacto profundo tanto na vida dos diretamente afetados por elas, como para a vida institucional do País.
Até a própria certificação do trânsito em julgado da Ação Penal 2.668 foi açodada, sem que Moraes aguardasse o prazo derradeiro para a oposição de embargos infringentes – ainda que estes fossem rejeitados por ele em juízo de admissibilidade à luz da jurisprudência da Corte.” – Trechos do editorial do O Estado de S.Paulo, 27/11/25

Por Paulo Junqueira
Por omissão e irresponsabilidade do presidente Lula, membros do Supremo Tribunal Federal e do governo brasileiro, continuam sancionados pelo governo dos Estados Unidos. Com a taxa Selic anual de 15%, os meios de produção amargam uma das suas piores crises na história brasileira. A falta de segurança e os escândalos que se sucedem, haja vista INSS, Correios e estatais, Banco Master e agora o embate entre o Congresso e o presidente Lula e mais o ativismo judicial que aí está, trazem previsões sombrias para 2026.
O início do cumprimento das penas impostas pelos ministros do STF ao presidente Jair Bolsonaro e ao grupo de militares condenados por “tentativa de golpe” provocaram e continuarão provocando sentimentos de profunda injustiça, vergonha e total e absoluta certeza de que homens de bem estão sendo punidos e perseguidos pelos seus valores e não por crimes que não cometeram.
Com certeza, a história julgará o resultado desta aberração jurídica criada a partir de fatos inexistentes. E, com efeito, a aberração jurídica têm início com a manifestação deste mesmo STF tornando Lula, réu condenado em três instâncias pelo seu envolvimento num dos maiores escândalos de corrupção da história universal em um falso inocentado, em manobra que lhe devolveu os direitos políticos.
Nestes três primeiros anos de mandato, o ungido pelo ativismo judicial está conseguindo reverter todos os índices de moralidade, ética e crescimento econômico sustentável construídos pelo governo Bolsonaro numa tragédia que custará décadas para restabelecer os parâmetros conquistados. Para justificar sua incompetência Lula e o entorno que o cerca tentam, diariamente, por idiocracia, impor a Bolsonaro todos os problemas e mazelas que ele e seu partido (PT) criaram nestes 16 anos de poder.
O ativismo judicial que tenta tirar do cenário o maior líder deste País já é tema frequente nas discussões e lições que seguem acaloradas nas escolas de direito. Apenas os mestres afinados com a doutrina marxista tentam ocultar de seus alunos a marcha equivocada da defesa de ideologias que não deram certo e não produziram nenhum resultado democrático ou de justiça econômica e social em qualquer país do mundo.
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Os arroubos provocados por figuras abjetas que condenaram Bolsonaro estimulam e provocam o surgimento de um movimento que já deu sinais durante as eleições municipais de 2024, quando o PT e partidos aliados foram varridos das prefeituras e câmaras municipais. Temos que esperar um pouco mais e continuando a nos organizar com vistas às eleições de 2026.
O desgoverno de Lula 3 e o fim do ativismo judicial são fortes estímulos e indicadores para tirarmos do poder, pela democracia e pelo voto, esta minoria que se apossou de parte significativa das nossas instituições para tentar nos impor um regime amoral, inaceitável, injusto e criminoso. Não podemos permitir que o legado deste grupo sirva para perpetuar o assalto aos bens públicos, a insegurança que se impõe através do ativismo judiciário, a perseguição aos que produzem renda e riqueza e aos que sonham um País melhor e mais justo.
A propósito, sugerimos um olhar atento para o TV BrasilAgro (https://www.brasilagro.com.
Apertem os cintos, 2026 está chegando...

Imagem Reprodução Blog Notícias Agrícolas
Não são nem um pouco animadoras as previsões para a economia “verde amarela” para 2026. Os custos dos produtores rurais têm subido em todas as frentes: adubos, sementes, defensivos, óleo diesel, revisão de máquinas e peças, impostos e seguros. Vale lembrar a máxima que ouvimos de nossos pais, avós e bisavós que dedicaram suas vidas acreditando e investindo na produção rural: “Podemos deixar de ganhar, mas não sobreviveremos se perdermos”.
O Valor Bruto da Produção Agropecuária cai no campo no próximo ano. O ministério da Agricultura prevê R$ 1,41 tri neste ano e R$ 1,37 tri no próximo. Se o produtor reclama de renda menor agora, 2026 poderá ser ainda pior. O VBP (Valor Bruto de Produção) do próximo ano deverá recuar para R$ 1,37 trilhão, 3,3% a menos do que o estimado para 2025.
Algumas constatações e previsões para 2026:
- Há uma tendência de queda na taxa básica de juros (Selic) de 15% para 12,75% no ano que vem, mas o custo financeiro ainda continuará elevado. Quem tem área arrendada vai ter um ano difícil. Dependendo do rendimento da safra pode ter prejuízo, avalia Cesar Castro Alves, gerente da consultoria agro do Itaú BBA;
- O Itaú BBA estima que o dólar chegará a R$ 5,50 no fim de 2026, ante R$ 5,35 neste ano;
- O atraso na comercialização de fertilizantes para a próxima safra merece atenção. a necessidade de compra em períodos curtos e as margens pressionadas podem afetar negativamente os produtores, aumentando o risco logístico e dificultando a chegada dos insumos no momento ideal;
- A produção de soja deve variar entre 177,6 a 178,1 milhões de toneladas, ocupando área de 49,1% milhões de hectares, o que corresponde a um aumento de 3,6%;
- As previsões para o setor do milho em 2026 apontam para um cenário de déficit global e preços potencialmente mais altos, especialmente no primeiro semestre, embora o País deva ter uma safra robusta. A produção total de milho para a safra 2025/2026 está estimada em 138,8 milhões de toneladas, um volume ligeiramente inferior (-1,6%) ao ciclo anterior, mas ainda significativo;
- Para o café, as consultorias preveem um forte crescimento na safra brasileira de 2026/27, que se beneficia da bienalidade positiva (ciclo de alta produção) e de condições climáticas mais favoráveis neste ano. As estimativas iniciais apontam para uma produção que pode ultrapassar 70 milhões de sacas, com destaque para o café arábica;
- Consultorias de mercado preveem que a moagem de cana-de-açúcar na região Centro-Sul deve atingir aproximadamente 620,5 milhões de toneladas, um crescimento de 3,6% em relação à safra anterior, impulsionada por melhores condições climáticas e recuperação dos canaviais;
- Já a produção de açúcar está projetada para crescer com estimativas variando em torno de 41,5 a 44 milhões de toneladas e a produção de etanol atingindo recorde de cerca de 36,1 bilhões de litros;
- A safra de laranja 2025/2026 no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro — o maior do mundo — é estimada em aproximadamente 307 a 320 milhões de caixas de 40,8 kg, um aumento substancial em relação à safra anterior, que foi afetada por condições climáticas adversas e doenças;
- A produção de suco de laranja (FCOJ equivalente) para a safra 2025/2026 é projetada para crescer cerca de 29%, atingindo 993 mil toneladas, ligeiramente acima da média dos últimos 10 anos;
- O cenário para o milho safrinha está bastante indefinido. As chuvas ficaram aquém do esperado no começo da safra de verão, o que afetou as culturas permanentes, como café, laranja e cana-de-açúcar, e também trouxe um cenário mais difícil para o milho safrinha. Apesar do risco climático, o Itaú BBA espera, no geral, uma boa safra de grãos, mas com pouco espaço para elevação nos preços;
- A lucratividade média dos produtores de soja do Cerrado chegou a 52% na safra 2021/22, quando a rentabilidade atingiu seu auge dos últimos anos. Os percentuais caíram para 28% na temporada seguinte (2022/23), 20% no ciclo 2023/24 — uma das piores safras da história de Mato Grosso — e 18% na safra 2024/25. A projeção para a safra 2025/26 está em 12%;
- A oferta de gado se reduz em 2026 fortalecendo o movimento de alta nos preços do boi gordo. Os preços do boi não têm acompanhado a valorização nas cotações do bezerro, com a relação de troca se deteriorando para o terminador. Já a produção de frango e de suínos deve aumentar no próximo ano;
- O setor de carne de frango entrará em 2026 com um cenário mais favorável em relação a este ano, quando o setor sofreu o impacto do episódio de gripe aviária no Rio Grande do Sul. A Consultoria Agro do Itaú BBA prevê um aumento de 2% na produção de carne de frango no país em 2026, após crescimento de 3% em 2025;
- A suinocultura também dá sinais de crescimento para 2026, após um aumento na produção nacional de 5% neste ano, acompanhada de uma elevação de 15% nas exportações.
Várias:

A figura do humorista Rogério Cardoso, o saudoso “Rolando Lero”, é relembrada nos pronunciamentos do ministro da Fazenda Fernando Haddad. Imagem Blog O Dia
O ministro Fernando Haddad da Fazenda tem sido chamado de “Rolando Nero” a cada aparição que faz na mídia analógica e digital. Na última 5ª feira (27), enquanto o governador paulista Tarcísio de Freitas comentava em coletiva de imprensa os resultados da megaoperação deflagrada contra um suposto esquema bilionário de sonegação fiscal envolvendo a Refit, “Rolando Nero” em Brasília, tentava, sem conseguir, atribuir o sucesso da operação ao governo Lula.
- É sério isso? Galípolo diz que críticas do governo Lula à taxa de juros não o incomodam. Presidente do BC afirma que autarquia ‘não é um local adequado’ para quem não se dá bem com ‘pressão’ e ‘gritaria’. Ah bom...
- A revogação das tarifas extras de 40% impostas pelos Estados Unidos envolve US$ 240 milhões em exportações do agronegócio brasileiro. Levantamento da Globo Rural com dados do Comex Stat mostra que esse foi o valor perdido entre agosto e outubro deste ano, na comparação com igual período de 2024, quando as sobretaxas ainda não estavam em vigor;
- O montante considera as negociações com café, carne, água de coco e frutas frescas (bananas, melões, mamões e manga);
- Neoenergia sairá da B3; outras 16 empresas deixaram Bolsa neste ano. Em outubro, B3 tinha 368 empresas listadas, ante 384 no fim do ano passado. Bolsa brasileira não tem IPOs desde 2021;
- A liquidação extrajudicial do Banco Master é um exemplo de privatização dos lucros e socialização dos prejuízos, avalia Roberto Luis Troster, sócio da consultoria Troster & Associados, que atuou como economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da Associação Brasileira de Bancos (ABBC);
- "Não foram só os mais de R$ 40 bilhões que o FGC [Fundo Garantidor de Crédito] perdeu, há uma série de outros investidores que também perderam recursos", observa Tobler. "Todos nós vamos pagar um pouco disso";
- O déficit das empresas estatais federais atingiu um nível recorde, registrando o pior resultado desde 2012, segundo dados do Banco Central. A situação é agravada pela falta de transparência na gestão dos gastos das estatais e no uso das empresas para fins políticos;
- A necessidade de financiamento do setor público (NFSP) do governo federal, diferença entre as receitas e o total da despesa pública, aumentou de 4,5% do PIB em 2022 para 5,7% no final de 2024. Até setembro deste ano, ela alcançava 8,2% do PIB (Produto Interno Bruto);
- A ministra do Meio Ambiente Marina Silva diz que derrubada de vetos no Congresso Nacional à lei do licenciamento ambiental foi 'verdadeira demolição' e que governo avalia ir ao STF. Nenhuma novidade quando se constata que o ativismo judicial não serve para estimular quem produz, gera empregos, renda e paga as mais altas taxas de juros e carga tributária do mundo;
- A propósito, “demolição” mesmo é sua gestão frente a pasta do Meio Ambiente e o fracasso da COP30 que tinha as suas digitais;
- Lucro da Caixa cresce 15%, para R$ 3,8 bilhões, no 3º trimestre. Banco aumentou a concessão de financiamentos imobiliários em 11,4% no ano. Pressionado por empresas e agronegócio, índice de inadimplência subiu para 3%;
- O Brasil é o maior importador mundial de fertilizantes que representam hoje mais de 20% do custo de produção das principais culturas agrícolas;
- O País responde por 23% de toda a demanda global mas, ainda assim, seu poder de barganha permanece reduzido devido à elevada concentração da oferta internacional, dominada principalmente por Rússia e China, responsáveis juntas por 41% das exportações mundiais
- O estudo destaca ainda que 45% dos países fornecedores de fertilizantes ao agronegócio brasileiro são considerados geopoliticamente instáveis. O Brasil importou 44 milhões de toneladas em 2024, volume composto por 43% de fertilizantes potássicos (K), 35% nitrogenados (N) e 22% fosfatados (P);
- O potássio é nosso calcanhar de Aquiles da soberania brasileira, afirma Alberto Pfeifer, policy fellow do Insper Agro Global, uma vez que 97% do que é consumido no Brasil é importado, e 40% desse total tem origem na Rússia;
- O churrasco deve ficar mais caro para os brasileiros em 2026. Isso porque o preço da carne bovina deve subir nos próximos meses, pressionando outras proteínas também comuns à mesa, como a carne de frango e os ovos;
As maiores altas do último ano
Cortes Variação acumulada em 12 meses
Filé mignon 8,97%
Cupim 12,20%
Alcatra 14,67%
Músculo 14,32%
Acém 14,27%
Peito 17,04%
Capa de filé 16,69%
Costela 11,63%
Picanha 7,68%
Fonte: IBGE
- Supersalários no setor público custam ao Brasil R$ 20 bi em 12 meses, mais de 20 vezes superior ao segundo colocado do ranking, a vizinha Argentina. A pesquisa do Movimento Pessoas à Frente e República.org mostra país como o que mais gasta com remuneração acima do teto entre 12 nações;
- Ainda de acordo com a pesquisa, 53.500 servidores ativos e inativos no Brasil recebem acima do teto constitucional remuneratório, atualmente em R$ 46.366,19 (Paulo Junqueira é advogado e produtor rural; é também presidente do Sindicato Rural e da Associação Rural de Ribeirão Preto e da Assovale – Associação Rural Vale do Rio Pardo; 1/12/25)

