Preço da soja reage em Chicago após quatro quedas consecutivas

Demanda por soja nos EUA pode crescer caso haja mudanças na política de biocombustíveis. Foto Fernando Dias – Seapa
Além de ajustes técnicos, elevação do óleo de soja impactou os valores do grão.
As últimas quatro quedas de preço da soja na bolsa de Chicago abriram espaço para movimentações técnicas que impulsionam os valores do grão. Os lotes para maio fecharam alta de 1,57% nesta quinta-feira (27/3) com o valor de US$ 10,1675 o bushel.
Além do aspecto técnico, a soja subiu com dados positivos sobre a demanda, especialmente para o óleo de soja, que se valorizou quase 4% na sessão de hoje.
O óleo foi impulsionado pela possibilidade de mudanças na política de biocombustíveis dos EUA. O governo de Donald Trump pode elevar o volume obrigatório de biodiesel e diesel renovável misturado ao combustível fóssil.
Para as indústrias de biocombustíveis nos EUA, os mandatos de atualmente, de 3,35 bilhões de galões por ano, estariam muito abaixo da capacidade instalada. Com isso, a proposta apresentada ao governo é para um volume de 4,75 bilhões e 5,5 bilhões de galões.
“O movimento, se aprovado, tende a aumentar a demanda interna por oleaginosas, especialmente pela soja e elevar a competitividade do biodiesel frente ao diesel fóssil, reacendendo a disputa no mercado de combustíveis renováveis”, ressalta, em nota, a Royal Rural.
Nos negócios do trigo em Chicago, os papéis para maio fecharam em baixa de 0,61%, a US$ 5,32 o bushel.
Investidores ainda digerem o anúncio para um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia. Porém, ainda há incertezas se a trégua será respeitada, já que os ataques russos ainda são reportados pelo lado ucraniano.
O milho fechou em leve baixa na sessão em Chicago. Os contratos para maio recuaram 0,28%, para US$ 4,50 o bushel (Globo Rural, 27/3/25)