Preços maiores sustentam balança no primeiro bimestre
MILHO E SOJA FOTO PORTAL SYNGENTA
Soja e milho sobem, mas carne bovina cai.
O agronegócio acumula US$ 21 bilhões nas exportações do primeiro bimestre deste ano, com alta de 4,4% em relação a igual período de 2022.
Esse aumento é sustentado pelos preços médios mais elevados em relação a igual período do ano passado, uma vez que produtos importantes como a soja estão com queda no volume exportado.
Dois produtos essenciais para a balança comercial, no entanto, não conseguem repetir os preços do primeiro bimestre do ano passado: carne bovina e café.
As exportações da proteína, que recuaram para 327 mil toneladas de janeiro a fevereiro, renderam 13% a menos. Dados do Ministério da Agricultura, com base na Secex (Secretaria de Comércio Exterior), mostram um preço médio de US$ 4.692 por tonelada, 12% a menos do que em 2022.
O café verde, após a aceleração dos preços do mercado externo no ano passado, provocada por geadas e seca no Brasil, rendeu US$ 1,1 bilhão no bimestre, 29% a menos. Além de um volume 24% inferior nas exportações, os preços recuaram 5,4%.
O saldo do primeiro bimestre deste ano foi sustentado pelas altas da soja e das carnes suína e de frango, todas com elevação de 12% nos preços no período.
Outro suporte da balança continua sendo o milho, que acumula aumento de 141% no volume e 183% nas receitas. A dificuldade de outros grandes exportadores em colocar o cereal no mercado internacional permitiu ao Brasil comercializar 8,4 milhões de toneladas neste ano, com receitas de US$ 2,45 bilhões.
Açúcar, frutas, suco de laranja, fumo e celulose completam a lista dos produtos que estão, neste ano, com preços superiores aos do início de 2022.
A alta, porém, onera as importações. Os preços médios do trigo e do arroz estão 28% superiores aos de há um ano. Os lácteos, cujas importações aumentaram 149%, para 39 mil toneladas, tiveram elevação de 12% (Folha de S.Paulo, 15/3/23)

