Protagonismo do agro e o governo sórdido, inepto, perdulário e irrelevante

Foto Ricardo Stuckert/Presidência da República

Por Paulo Junqueira

Levantamento divulgado pelo prof. Marcos Fava Neves, fundador da Harven Business School, aponta já em 2030 que o Brasil terá condições de ter 40% do mercado mundial de carne de frango, 30% do mercado mundial de carne bovina e 20% de carne suína.
E, mais, a porcentagem de participação do Brasil nas exportações mundiais, é bem ampla. O país participa de 74% das exportações de suco de laranja, 59% de soja, 56% de açúcar e 36% de carne de frango. Para carne bovina, café e fumo, o Brasil exporta 31%. Já a participação da celulose é de 29% e de algodão 28%.
O festejado desempenho do agro verde-amarelo contrasta com as principais e mais vergonhosas marcas construídas pelo governo do PT que aí está:
Segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT, o Brasil lidera ranking de pior retorno dos tributos à população entre os países com maior carga tributária.
Apesar da alta carga tributária, o Brasil segue sendo o país que menos transforma arrecadação em bem-estar para sua população. Em 2024, o governo federal arrecadou um valor recorde: R$ 2,65 trilhões. No entanto, essa quantia não se reflete em melhorias significativas em áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura e segurança pública.
O Brasil ocupa a última posição no ranking
É o que mostra a 14ª edição do Índice de Retorno ao Bem-Estar da Sociedade (IRBES), estudo exclusivo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT. A pesquisa compara o volume arrecadado em tributos com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos 30 países com as maiores cargas tributárias no mundo.
Além de estar na lanterna, o Brasil aparece atrás de países vizinhos como Argentina (11º) e Uruguai (14º). O Chile, que tem carga tributária mais baixa, não entra no ranking — mas, se fosse incluído, superaria o Brasil em retorno social.
“É notável e alarmante como países menores que o Brasil têm maior relevância no retorno dos impostos à sociedade do que nós, que possuímos maior arrecadação. São observações que ressaltam o cenário em que os brasileiros se encontram”, afirma João Eloi Olenike, presidente-executivo do IBPT e autor do estudo.
Os cinco países com pior desempenho no IRBES:
- 30º Brasil
- 29º Itália
- 28º Áustria
- 27º Luxemburgo
- 26º Bélgica
O estudo também revela que, embora o Brasil tenha uma carga tributária comparável à de países desenvolvidos como França, Alemanha e Reino Unido, seu IDH continua em níveis considerados baixos, evidenciando um desequilíbrio entre arrecadação e retorno social.
Gastos em autopromoção
Informação produzida e veiculada pelo portal UOL, aponta que “em uma tentativa do presidente Lula reverter a queda recorde em sua popularidade, o governo vai aumentar os contratos de publicidade de ministérios, bancos e estatais. O valor pode alcançar R$ 3,5 bilhões neste ano”.
Em levantamento feito pela Kantar Ibope Media e publicada por Meio e Mensagem, os cinco maiores anunciantes do mercado brasileiro em 2024 foram:
1) EMS Farmacêutica – R$ 1,493 bilhões
2) Unilever – R$ 1,361 bi
3) Genomma - R$ 1,213 bi
4) Amazon – R$ 999 milhões
5) Mercado Livre – R$ 947 mi
Fundo de florestas de US$ 125 bi sofre atrasos (sic...)

Notícia transcrita da Agência Internacional Bloomberg divulgada nesta última 6ª feira (3):
“Um ambicioso fundo para salvar as florestas tropicais que o Brasil pretende lançar na cúpula climática COP30 em novembro está atrasado enquanto autoridades deliberam sobre como estruturar o complexo mecanismo financeiro.
O Brasil espera arrecadar até US$ 125 bilhões (cerca de R$ 666 bilhões) por meio do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), que pagaria aos países para proteger extensões de floresta tropical usando retornos de investimentos de ativos de renda fixa de alto rendimento. O principal roadshow para potenciais investidores deveria ocorrer em setembro, mas ainda não foi realizado.
Enquanto isso, um evento reunindo investidores durante a Semana do Clima de Nova York, que começou em 21 de setembro, foi cancelado, segundo pessoas familiarizadas com o assunto que pediram para não serem identificadas ao discutir informações não públicas”
Várias:
- O consórcio Lula/Odebrecht, exportou corrupção para 20 países da América Latina, e só o Brasil, anulou todas os processos. O Supremo Tribunal Federal anulou todos os processos.
- O número de pedidos de recuperação judicial no agronegócio cresceu 31,7% no segundo trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024, ao alcançar 565 solicitações, segundo dados do Serasa Experian. O número é recorde se comparado a todos os trimestres desde 2021, quando começou o levantamento.
- Também pela primeira vez, o número de solicitações de pessoa jurídica foi maior que o de pessoa física, sendo 243 ante 220. Do total, 192 pedidos eram de produtores de soja e 26 de criação de bovinos.
- A renda do agro terá um crescimento em 2026 menos intenso em relação aos ganhos deste ano. O setor deverá ficar atento aos principais riscos para o seu desempenho no próximo ano: os impactos para o Brasil de um acordo comercial entre Estados Unidos e China e um potencial efeito do fenômeno La Niña na produção agrícola (Folha de S.Paulo, 4/10/25)
- A avaliação é do economista-chefe do departamento de pesquisa e estudos do Bradesco, Fernando Honorato, que Honorato participou, nesta sexta-feira (3/10), do 25º Seminário de Planejamento Estratégico Empresarial, realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
- O Bradesco projeta, para 2026, uma renda agropecuária de R$ 1,56 trilhão, com crescimento de 3,5% em relação a 2025. Para este ano, o banco estima um aumento na renda de 5,2%, chegando a R$ 1,50 trilhão.
- O número de pedidos de recuperação judicial no agronegócio cresceu 31,7% no segundo trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024, ao alcançar 565 solicitações, segundo dados do Serasa Experian. O número é recorde se comparado a todos os trimestres desde 2021, quando começou o levantamento.
- Também pela primeira vez, o número de solicitações de pessoa jurídica foi maior que o de pessoa física, sendo 243 ante 220. Do total, 192 pedidos eram de produtores de soja e 26 de criação de bovinos.
- O governo Lula (PT) e a gestão do Pará, do governador Helder Barbalho (MDB), admitiram que parte das obras de saneamento e macrodrenagem em Belém ficará para depois da COP30, a conferência de clima da ONU. A cúpula será realizada em novembro (Folha de S.Paulo, 4/10/25)
- Primeiro, técnicos dos governos federal e estadual afirmaram que parte das obras prosseguirão em 2026. Depois, isso foi admitido pelo governador e pelo ministro da Casa Civil da Presidência, Rui Costa (PT) (Paulo Junqueira é advogado e produtor rural e presidente do Sindicato e da Associação Rural de Ribeirão Preto e da Assovale – Associação Rural Vale do Rio Pardo/ 6/10/25)

