Ribeirão Preto dá a largada nos movimentos a favor da anistia humanitária

Grande número de apoiadores da “Anistia Humanitária” e em solidariedade ao ex-presidente Jair Bolsonaro, participaram de uma caminhada em Ribeirão Preto pela avenida 9 de Julho na manhã deste domingo. Cartazes e faixas com dizeres contra o STF – Supremo Tribunal Federal e contra os presidentes do Senado Daniel Alcolumbre (União Brasil-AC) e da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB) marcaram o movimento que deve se alastrar para outras cidades e regiões do País.

Por Paulo Junqueira

Nesta próxima sexta-feira (1), portanto em quatro dias, passa a vigorar a imposição de 50% de taxas aos produtos exportados do Brasil aos Estados Unidos sem que até o momento nosso presidente tenha feito, de fato e de direito, qualquer movimento em direção ao mandatário norte-americano Donald Trump propondo uma negociação.
Bem ao seu estilo de fanfarrão e irresponsável, Lula propõe duas soluções para o maior impasse da história da diplomacia brasileira, sugerindo levar jabuticabas a Trump e com ele jogar truco: “Se Trump estiver trucando, vai tomar um seis” diz Lula sobre tarifaço.
Aproveitando a fraqueza, a insegurança e a falta de patriotismo de Lula, seu pupilo e ditador venezuelano Nicolás Maduro impôs nas últimas horas a taxação dos produtos importados do Brasil com alíquotas que chegam a 77%. Maduro não fez nenhuma menção à dívida que a Venezuela tem com o Brasil e que já cresceu R$ 311 milhões nos três primeiros meses do ano. O valor total do débito subiu de US$ 1,713 bilhão para US$ 1,766 bilhão, segundo o Ministério da Fazenda.
A se confirmar o que o próprio Lula considera como “fato consumado”, o tarifaço de Donald Trump não termina com a imposição do novo percentual de taxas aos produtos importados do Brasil. Em artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo deste sábado (26) o jornalista Lourival Sant’Anna faz as seguintes revelações:
“As sanções do governo do EUA a autoridades brasileiras devem ser ampliadas nos próximos dias. Na próxima semana devem ser aplicadas sanções que vão incluir também integrantes do alto escalão do governo Lula. No médio prazo, até a expulsão da embaixadora brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti estaria na lista das sanções, o que representaria um rompimento de relações diplomáticas entre os dois países.
Os ministros que já tiveram o corte de vistos de entrada nos EUA seriam alvos da Lei Magnitsky, com sanções econômicas e financeiras. Assim, bens que eles por ventura tiverem nos Estados Unidos seriam congelados. Além disso, haveria restrições a empresas e instituições que fizessem negócios com esses ministros. Com isso, o objetivo seria tentar bloquear o acesso desses integrantes do STF a serviços bancários proporcionados por empresas que façam negócio com os americanos.”
A cortina de fumaça com a qual Lula tenta enganar os mais incautos não consegue esconder sua nenhuma vontade em negociar com Donald Trump. Prova disto é a reunião que promoveu na noite desta última terça-feira (22), da qual participaram Alckmin, Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda) e Sidônio Palmeira (Secom). Ficaram de fora os mentores da “diplomacia ideológica da esquerda” Mauro Vieira (Ministro das Relações Exteriores) e Celso Amorim (Assessor de Política Externa) e também Carlos Fávaro (Agricultura).
Aliás, este último, parece pouco preocupado com o impacto que o tarifaço provocará no agronegócio e, a exemplo de outros momentos de crise, simplesmente se recolhe e se submete a um silêncio comprometedor. Até o momento, não se tem conhecimento de nenhum gesto de Fávaro em tentar dialogar com Brooke Rollins, chefe do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA)
Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi honesto ao revelar que tentou contato com o homólogo nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e em resposta, a equipe de Bessent informou que o caso brasileiro está a cargo da Casa Branca.
O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin a cada entrevista que concede continua afirmando que acredita numa solução mas, ao mesmo tempo, esconde a informação que ela só viria se Lula deixasse sua teimosia de lado e tentasse fazer, o que todos os mandatários do planeta, incluindo os dos Brics fizeram e continuam fazendo, ou seja, procurar Trump e iniciar uma negociação.
O descontrole das ações do governo federal chegam às raias do ridículo e do absurdo. Prova disto, são as duas situações reveladas pela mídia séria do País, no decorrer da semana passada:
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) corrigiu na quarta-feira (23) um mapa da Amazônia Legal que trocava a posição das siglas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A nova versão, disponível no site da instituição, também passou a indicar a sigla do Acre, que não constava no arquivo inicial. Após a repercussão dos erros, a presidência do órgão publicou um comunicado no qual anunciou a criação do Comitê Técnico de Qualidade do IBGE;
O Brasil pode sofrer um apagão de livros didáticos em 2026. Por falta de verba, o governo Lula (PT) ainda não adquiriu os aproximadamente 240 milhões de exemplares necessários para o próximo ano letivo. A situação é pior na etapa inicial do ensino fundamental (do 1° ao 5° ano), para a qual foram compradas apenas obras de português e matemática, ficando de lado as de história, geografia, ciências e artes. Ensino médio, EJA (Educação de Jovens e Adultos) e programas literários também são atingidos.
Por fim, recomendamos a leitura da entrevista que o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello concedeu ao jornal O Estado de S.Paulo e foi publicada na última quarta-feira (23). A íntegra da entrevista está no link https://www.brasilagro.com.br/conteudo/stf-vive-uma-extravagancia-e-moraes-precisa-ser-levado-ao-diva.html.
(Paulo Junqueira é advogado e produtor rural, presidente do Sindicato e da Associação Rural de Ribeirão Preto e da Assovale – Associação Rural Vale do Rio Pardo; 28/7/25)

