02/02/2026

Sinais de fumaça sugerem que Lula prepara surpresa, que passará por Kassab

Sinais de fumaça sugerem que Lula prepara surpresa, que passará por Kassab

Fotos Reprodução Blog Money Report

 

Por Elio Gaspari

 

  • Petista surpreendeu política em 2022 colocando Alckmin na chapa
  • Flávio Bolsonaro está convencido de que irá para o segundo turno

 

Em 2022 Lula surpreendeu a política nacional colocando Geraldo Alckmin na sua chapa. Afinal, em 2006 ele havia disputado a Presidência contra Lula.

 

Os sinais de fumaça vindos da taba de Lula sugerem que ele prepara uma nova surpresa. A vice continuará com Alckmin, mas a surpresa virá antes do segundo turno.

 

Desta vez a novidade passará pelo cacique Gilberto Kassab.

 

Segundo turno

 

Flávio Bolsonaro está convencido de que irá para o segundo turno com Lula.

Depois do Carnaval ele começará a calibrar os faróis.

 

Lula e Roosevelt

 

Lula não tem sorte quando faz paralelos históricos. Outro dia ele foi ao Panamá e disse o seguinte:

 

"O presidente Franklin Roosevelt implementou uma política de boa vizinhança que tinha como objetivo substituir a intervenção militar pela diplomacia em sua política externa para a América Latina e Caribe."

 

Roosevelt preferia as gestões diplomáticas. Mas quando elas não bastavam sabia usar a força.

 

No caso da entrada do Brasil na Segunda Guerra ele levou a diplomacia ao seu limite e bastou, mas em 1941 os Estados Unidos estavam preparados para ocupar o Saliente Nordestino. Afinal, o caminho mais curto e seguro para que os aviões americanos atravessassem o Atlântico, precisavam de uma pista que ligasse o Rio Grande do Norte à África.

 

Em março de 1945, com a guerra já decidida, Roosevelt "esperava que o general Vargas fosse reeleito presidente, mas que não ia procurar dar uma mão, por medo de prejudicar mais do que ajudar".

 

À época os admiradores de Vargas (que nunca foi general) criaram o mito segundo o qual o ditador foi derrubado pelo embaixador americano. O economista Adolfo Berle.

 

Serviço: O comentário de Roosevelt está no excelente livro do professor americano Stanley Hilton, "O Ditador e o Embaixador" (Folha, 1/2/26)