06/05/2026

Tchau Querido - Por Lucia Festuccia

Tchau Querido - Por Lucia Festuccia

Foto Reprodução Instagram

 

O Brasil vivenciou o maior fiasco histórico com a rejeição de Jorge Messias ao STF e o him da Hegemonia de Lula

 

No último dia 29 o Brasil testemunhou um evento político sem precedentes na história moderna: pela primeira vez em 132 anos, o Senado Federal rejeitou a indicação de um magistrado para o Supremo Tribunal Federal (STF). O nome de Jorge Messias, então Advogado-Geral da União (AGU), foi barrado com um placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis, um resultado que não ocorria desde 1894, no governo de Floriano Peixoto.

 

As raízes da derrota fincados em “burrices estratégicas e petulância”

 

A rejeição é descrita por analistas como o "começo do fim" da influência absoluta de Lula sobre o Legislativo. O governo cometeu erros primários, movido por uma percepção de poder que não se confirmou no placar do Senado e porque não dizer literalmente:

 

Por Arrogância da Indicação: Lula ignorou alertas institucionais de que o Senado exigia um nome técnico e independente. Ao insistir em Messias — pejorativamente lembrado como o "Bessias garoto de recado” do governo Dilma, o quase ex-presidente foi acusado de tentar aparelhar a Corte com um "advogado de confiança" em vez de um jurista de Estado e fazer do STF um amontoado de “advogados amiguinhos”.

 

Subestimou lideranças: Lula tentou atropelar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (cobra criada), e não deu ouvidos à preferência da Casa (dele Davi onde manda e desmanda) por nome como Rodrigo Pacheco. Essa postura foi vista como uma petulância que uniu o "Centrão" à oposição. (nessa altura o vento soprou ao nosso favor independentemente da cobra)

 

Estratégia de sabatina ineficaz (para favorecer o sabatinado seguir nas respostas preferenciais). Mesmo assim durante 8 horas na CCJ,  Messias demonstrou insegurança e evitou respostas diretas sobre temas como aborto e mandatos para o STF, o que serviu de munição para os senadores indecisos.

 

Além do que apostou no constrangimento (aos costumes) O governo tentou usar a identidade evangélica de Messias para constranger a bancada conservadora a votar a favor, estratégia que se provou ineficaz perante a oposição ideológica.

 

Semanas anteriores a sabatina, o governo virou descaradamente um Balcão de Negócios: R$ 12 bilhões jogados fora, em emendas parlamentares, em uma tentativa desesperada de comprar a aprovação, o governo Lula acionou uma operação financeira agressiva, fez cortesia com chapéu alheio, nossos impostos, mas que se provou um fracasso retumbante pelo resultado inútil.

 

O "PIX" da véspera: Apenas 24 horas antes do pleito, foram liberados R$ 270 milhões em verbas diretas para tentar "comprar" a fidelidade dos senadores. (traição continuada)

 

Traição no voto secreto: O maior erro de cálculo foi ignorar que o voto para o STF é secreto. Muitos senadores aceitaram as verbas bilionárias e, na hora da cabine, votaram contra o indicado, expondo a incapacidade de Lula em manter o controle mesmo após pagar valores astronômicos.Tudo por um resultado inútil: Apesar do volume financeiro, a votação secreta permitiu que senadores contemplados pelas verbas votassem contra o indicado sem exposição imediata.

 

Os articuladores do movimento. A derrota foi arquitetada por uma oposição coesa e setores do "Centrão" que decidiram dar um basta às imposições do Planalto com destaque:

 

Rogério Marinho (PL-RN): Como líder da oposição, foi o cérebro político, unificando o bloco contra o perfil militante de Messias.

Davi Alcolumbre (União-AP): O "operador" dos bastidores que, ao ser ignorado por Lula, permitiu que a base governista se fragmentasse.

Sérgio Moro e Flávio Bolsonaro: Lideraram a pressão ideológica, mobilizando a opinião pública e garantindo que nenhum senador da direita cedesse às pressões do governo.

Ausências Estratégicas: Ausentaram-se senadores como Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Cid Gomes (PSB-CE), o que dificultou ainda mais a contagem do governo.

 

O impacto: Um governo em xeque. A rejeição foi lida como um "recado duro" ao Planalto a poucos meses das eleições, expondo a fragilidade da base governista.

 

A queda de Jorge Messias representa um desgaste inédito para Lula. A rejeição de um nome para a vaga de Luís Roberto Barroso deixou o governo em posição delicada, sem maioria no Senado e com a imagem de "derrotável" consolidada. O episódio marca o recorde histórico de maior revés jurídico-político da esquerda brasileira, evidenciando e trazendo a mensagem que o uso de emendas já não é suficiente para esconder a fragilidade de uma base aliada desarticulada. No aguardo dos próximos tombos se Deus quiser.

 

Sobre a autora:

 

Lúcia Festuccia - Advogada com sólida atuação jurídica em Ribeirão Preto, Lucia Festuccia construiu uma trajetória marcada pela defesa de princípios, pela experiência prática no Direito e pelo engajamento nas discussões políticas contemporâneas.

 

Ativista e voz ativa no cenário público, passa a integrar o time de articulistas do portal Brasil Agro, contribuindo com análises jurídicas, institucionais e sociais. Também atua como membro da equipe pedagógica e consultora jurídica do Instituto Cultural Voluntários pelo Brasil, onde desenvolve ações voltadas à formação cidadã, à valorização da cultura e ao fortalecimento das instituições; 6/5/26