Todos unidos para fortalecer a vitória de Flávio Bolsonaro
Foto Arthur Menescal-Bloomberg
Por Lucia Festuccia
A eleição presidencial entrou na sua fase decisiva e convoca os cidadãos a uma reflexão profunda sobre o futuro e a soberania do país. Flávio Bolsonaro lidera este momento crucial após uma votação expressiva, consolidando a preferência de milhões de brasileiros que buscam a continuidade do desenvolvimento. Agora, inicia-se uma nova etapa em que o foco total se volta para a consolidação de um projeto de nação moderno, próspero e seguro para todos.
Neste cenário de decisões históricas, a palavra que melhor define o campo político de Flávio Bolsonaro é unidade nacional e convergência de propósitos. Não se trata apenas de uma união formal entre partidos, mas da capacidade de reunir governadores, parlamentares, prefeitos, vereadores e líderes comunitários em uma grande corrente. Toda esta mobilização demonstra a força necessária para liderar o poder executivo com máxima estabilidade política, económica e jurídica.
A postura madura, equilibrada e o perfil agregador de Flávio Bolsonaro ao longo da campanha consolidam a certeza de que a sua vitória será um verdadeiro presente para o Brasil. O candidato apresenta-se pronto para pacificar as instituições e garantir um ambiente de previsibilidade que atrai investimentos e gera empregos. O seu estilo de liderança foca-se no diálogo institucional respeitoso e na entrega de resultados práticos para o dia a dia da população.
Um dos pilares centrais deste projeto é a profunda reforma tributária, desenhada para simplificar o sistema e aliviar a carga de impostos sobre o cidadão e as empresas. O plano econômico prevê a unificação de tributos, a eliminação de burocracias desnecessárias e a concessão de incentivos fiscais para quem gera postos de trabalho. Essa política de desoneração fiscal visa aumentar o poder de compra das famílias brasileiras e tornar os produtos nacionais altamente competitivos.
No campo da segurança pública, o programa de governo assume o compromisso intransigente de combate asfixiante ao narcotráfico e ao crime organizado. As metas incluem o sufocamento financeiro das fações criminosas, o policiamento ostensivo das fronteiras com tecnologia militar avançada e o uso de inteligência integrada. O plano estratégico valoriza os profissionais de segurança e garante o rigor da lei criminal para devolver a paz e a ordem às cidades.
Outro ponto estratégico de extrema relevância institucional para o futuro da nação será a indicação de cinco novos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF). Com o novo Senado Federal eleito, que possui uma composição de maioria nitidamente conservadora e favorável à direita, haverá perfeita harmonia para aprovar nomes técnicos e moderados. Essa configuração garante o restabelecimento do equilíbrio entre os poderes e o respeito à Constituição.
A participação ativa de Michelle Bolsonaro traz uma enorme força política, humanitária e de ideias para a consolidação deste plano de governo. A senadora eleita pelo Distrito Federal percorrerá capitais estratégicas em várias regiões do país, incluindo Manaus, para dialogar de perto com a sociedade. A sua atuação focará no acolhimento social, conversando diretamente com as mulheres e com o eleitorado cristão sobre a preservação dos valores.
Com uma trajetória consolidada e admirada junto ao eleitorado, Michelle possui uma capacidade única de mobilização e de união de propósitos. A sua entrada efetiva na campanha amplia o diálogo com diversos setores sociais que reconhecem o seu trabalho em defesa da dignidade humana. O seu foco principal será a articulação de políticas de apoio à maternidade, a proteção da infância e a inclusão real de pessoas com deficiência.
O projeto de Flávio Bolsonaro recebe também o reforço de importantes legendas, como a Federação União Progressista, o Republicanos, o Novo e o Podemos. Estas adesões partidárias de peso demonstram que as propostas de governo possuem ampla viabilidade e trarão a governabilidade necessária ao Congresso. O alinhamento de forças políticas garante que as reformas estruturais importantes para o país avancem com agilidade e consenso.
No plano das lideranças estaduais, destaca-se o apoio decisivo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, além do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Estes governantes de grande aprovação popular reconhecem na candidatura de Flávio a garantia de investimentos em infraestrutura e o respeito ao pacto federativo. Essa rede de governadores é fundamental para conectar as políticas federais às reais necessidades de cada estado.
Nas cidades, o papel das lideranças locais será levar essas informações ao eleitor de forma clara, didática e amplamente produtiva. Prefeitos, vereadores e deputados estaduais estão mobilizados para debater o futuro de forma elevada, focando em soluções e propostas de crescimento. O objetivo é apresentar respostas reais para a saúde, educação e segurança, mostrando que a candidatura do PL representa o caminho mais seguro.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será um espaço valioso para apresentar essas metas de gestão e as propostas macroeconómicas. A campanha utilizará este tempo de forma eficiente para demonstrar capacidade técnica, organização e o preparo do candidato para governar. O propósito principal é conquistar a confiança dos eleitores através de um discurso construtivo e focado na prosperidade social.
A força demonstrada nas capitais no primeiro turno revela a consolidação deste projeto nos principais polos econômicos e de desenvolvimento do Brasil. A estratégia agora é descentralizar as ações, dialogando de perto com as comunidades do interior e das regiões periféricas. O respeito às características regionais do Nordeste, Sul e Sudeste será o diferencial para unificar o país em torno de um propósito de progresso contínuo.
A reta final exige uma postura de alta responsabilidade, maturidade política e foco absoluto nas ideias produtivas para o crescimento da nação. Uma campanha que projeta o futuro deve pautar-se pela apresentação de respostas concretas para os problemas que mais preocupam o cidadão comum. O equilíbrio emocional e o debate técnico são os caminhos escolhidos para demonstrar que Flávio Bolsonaro está pronto.
Até ao dia da votação, a mobilização da base aliada será intensificada ao máximo, tanto nas ruas quanto nas plataformas de comunicação digital. Michelle Bolsonaro nas capitais, os governadores nos estados e as lideranças municipais em suas comunidades formam uma rede de apoio imbatível. A união de todos os eleitores neste propósito comum é o passo definitivo para inaugurar um ciclo duradouro de liberdade e paz
Sobre a autora
Lucia Festuccia, advogada em Ribeirão Preto, articulista do portal BrasilAgro, consultora jurídica e voluntária do Instituto Cultural Voluntários pelo Brasil; 13/10/2026.
Campanha desorganizada de Lula espelha um governo sem marcas

Lula ao lado de Janja em atividade de campanha em Ceilândia nesta sexta-feira, 9. Foto Wilton Junior Estadão
Por Carlos Andreazza
Lula não virará o jogo sem o voto de centro, mas ele já não existe pois o petista o esculachou
“Menos Janja e mais Alckmin.” Esse mote – produto da semana de lavação explícita de roupa suja – resume, reúne, a campanha de Lula inteira. O “menos Janja” é uma impossibilidade. Janja é o governo que se pretende reeleger. Diagnosticou-se, por exemplo, que a campanha falhara na gestão das redes sociais, envelhecida. Solução: mais janjismo cultural, de imediato inundadas as postagens de Lula com as selfies-consultorias da juventude psolista. Para falar com o eleitor que Lula já tem.
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Antes o problema principal fosse de forma. Quer-se atrair o eleitor de Renan Santos com discurso identitário. Quer-se conquistar o eleitor de Augusto Cury com texto woke. Quer-se baixar o índice de abstenção assim.
A propósito, outro diagnóstico da semana de bateção explícita de cabeças: o de que Lula deveria se aproximar do centro. Diagnóstico correto. Não virará o jogo sem esse voto. Esse voto já não existe. Lula o esculachou. No seu governo, descaracterizou-o. Chegamos “ao mais Alckmin”. Outra impossibilidade. Geraldo Alckmin seria o agente capaz de liderar o movimento. A própria exposição da falta petista de recursos. Antes fosse esse o maior problema. O PT quer alcançar o centro usando por instrumento aquele que simboliza a asfixia do centro. Lula precisa do centro – que devastou.
Campanha eleitoral de presidente candidato à reeleição espelha, sintetiza mesmo, o que lhe foi o governo. Campanha desorganizada, segundo o próprio Lula, como expressão – diz o cronista – de governo desorganizado. Antes fosse somente a desorganização. Governo ruim. Cansado. Sem marcas. Que se fechou à esquerda, na esquerda. Que só olhou para trás. Que falou para um trabalhador inexistente. Que não compreendeu as razões por que existia.
Diga-se que o eleitor brasileiro, impaciente, incorporou o valor democrático – prático – da alternância de poder e decretou, sem precisar de PEC, o fim da reeleição.
Lula colhe – não o que plantou na corrida concentrada até o primeiro turno – a semeadura de quase quatro anos. Governo, o seu terceiro, que acredita – parece convicto – ter sido o seu melhor. (O seu melhor, ainda que tenha passado a campanha inteira pedindo votos para o Lula de vinte anos atrás.)
Governo – o seu melhor – ao final do qual, concorrendo à reeleição, operador dedicado da máquina, teria cerca de 3.5 milhões de votos a menos que em 2022, quando desafiante.
Produto do governo Janja. Período ao final do qual Lula imaginou poder pedir votos para a sua biografia. História não dá voto. Período em que, tendo sido eleito sob a fachada da “frente ampla”, dedicou-se a canibalizar o centro, alckminimizar o parco centro, sem o qual não teria vencido em 2022. Sem o qual não vencerá em 2026. Entendeu mal as premissas daquela vitória, eleito para que não fosse o outro. E hoje vai – tem de ir – para o tudo ou nada, isolado (Estadão, 10/10/26)
Ana Elisa: O bolsonarismo é mais próximo do brasileiro médio que o PT

Quando se revela o que a jovem futura parlamentar pensa sobre a sociedade brasileira, é possível intuir que ela se tornará mais um problema do que uma solução para as angústias petistas. Foto: Wilton Junior
Por Fabiano Lana
Quando se revela o que a jovem futura parlamentar pensa sobre a sociedade brasileira, é possível intuir que ela se tornará mais um problema do que uma solução para as angústias petistas. Ana Elisa afasta confronto de propostas entre Lula e Flávio: 'O debate político terá que ser pessoal
No modo de desespero, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva descobre agora, como aqueles maridos traídos — o último a saber — que está desconectada da sociedade brasileira. Resolve se aproximar de gente jovem, de influenciadores da internet, por exemplo. A maior estrela desse último esforço seria a deputada Ana Elisa, eleita com 524 mil votos pelo PT de Minas Gerais em uma campanha baseada na força das redes. Ana foi convocada para a operação salvamento.
Mas, quando se revela o que a jovem futura parlamentar pensa sobre a sociedade brasileira, é possível intuir que ela se tornará mais um problema do que uma solução para as angústias petistas.
Ana Elisa, na verdade, é uma espécie de canhão de “lacrações”, para usar o termo em voga, que deixaria a deputada Erika Hilton enrubescida. Ótima para obter votos a candidatos proporcionais. Um desastre para questões majoritárias, como ajudar um candidato à presidência da República a conquistar mais da metade do eleitorado.
Vejamos. Afirma, na maior, que quem não gosta de carnaval é “racista” (antes, com João Gilberto, era apenas ruim da cabeça ou doente do pé, uma prova de que nos tornamos menos tolerantes como nação). Ana considera os negros do Rio Grande do Sul também racistas. Enfim, a nova estrela do petismo é uma fábrica de jargões identitários que, em todo o mundo, ajudou a levar um voto de trabalhadores antes na esquerda para a “direita”.
Tem mais. A moça faz até crítica cinematográfica. O que achou do filme premiado no Oscar, “Ainda estou aqui”? Aí vai: “Só tenho uma coisa a dizer, a direita merece putrificar nesse inferno que os crentes tanto acreditam”, pontuou. Ao que se sabe, Lula precisa dos votos da centro-direita para se sagrar vencedor. Ana, agora tenta distinguir “direita” de bolsonarismo. Agora é tarde.
Parabéns aos envolvidos pela contratação da moça, talvez fruto do janjismo cultural, que gravou até vídeo com cabecinha colada com o presidente Lula.
Nas redes há uma reação, até mesmo um clamor, algo fake news de internet por causa das declarações passadas de Ana: “Lula, por que você quer fechar minha igreja?”, repetem alguns memes. Fica a sugestão para Flávio Bolsonaro perguntar, em eventual debate, se Lula concorda com os pensamentos da pupila.

Ana Elisa, deputada federal eleita por Minas Gerais. Foto @analisast via Instagram
Do outro lado, o bolsonarismo, no final das contas, abraça muito o que é convencional da cultura brasileira e é desprezado por setores de esquerda. Como pontuou ontem o candidato derrotado Renan Santos, um certo modo de viver da sociedade que se constitui em gostos estéticos como música sertaneja, caminhonetes de alta potência, “doces com leite ninho”, churrascos com pagode de fundo, casas de arquitetura retangular, sem nenhum charme, são hoje identificados com a direita.
São as preferências, na verdade, são do brasileiro médio, desprezadas pela elite da esquerda em expressões como “CEO de MEI”, “pobre de direita”, “escravizado do Uber”, “crente ignorante”, entre outras.
O próprio Bolsonaro pai intuiu essas questões ao se deixar fotografar, ainda em 2018, se alimentando com pão de sal e leite condensado, vestindo camisas de times de futebol, inclusive de séries B ou C, entre outras situações kitsch — em bom português: brega. Buscou-se uma conexão com o brasileiro médio, que vai muito além dos discursos sobre pátria, família, segurança e o resto da cartilha desse grupo ideológico.
Mesmo no Nordeste, em que Lula tem ainda forte predominância eleitoral, a força de seu voto se deve mais a questões econômicas do que de valores. Confira, na região, ideias da população sobre aborto, por exemplo.
No final das contas, a esquerda se isolou em seu castelo de valores, que inclui até mesmo tentar alterar a linguagem brasileira. Por exemplo, por uma decisão de cima para baixo, termos como “índio”, “mulata”, “criado-mudo” foram proibidos sob pena de cancelamento. A deputada mineira Ana Elisa, na verdade, é um dos fatores que afastam a sociedade da esquerda.
Pedir sua ajuda neste momento de pânico mostra que a desconexão do petismo com o Brasil é assombrosamente maior do que se imaginava (Estadão, 10/10)

